11.03.2025

Comunismo - R. Santana

 


Comunismo

R. Santana

Neste momento histórico, o povo terá que escolher no próximo dia 02 de outubro, uma das duas lideranças políticas atuais para governar o país até 2026. Já é do conhecimento do povo que uma das lideranças chefiou o maior esquema de corrupção e roubalheira do Brasil, quiçá do mundo. Hoje, o candidato a presidente Luiz Inácio Lula da Silva defende o aborto, o controle da imprensa falada e escrita (a mídia), a volta do MST, a estatização, “O Foro de São Paulo”, medidas restritivas às religiões, a revisão da reforma trabalhista, a ideologia de gênero, a defesa de sindicato forte, o desarmamento do cidadão da cidade e do campo, restrições às liberdades individuais, além do apoio aos governos socialistas e governos ditadores, enfim, as pautas do socialismo e do comunismo.

A outra liderança, o presidente e candidato à reeleição, Jair Messias Bolsonaro, ele condena o aborto, a ideologia de gênero e a censura. Ele defende o sistema capitalista de mercado, a propriedade privada, a desestatização, a família, a liberdade individual, o direito de expressão, o direito de religião e o direito do cidadão da cidade e do campo possuírem armas para sua autodefesa e o livre comércio sem as amarras do estado, enfim as pautas do liberalismo político e econômico.

O brasileiro é um povo ingênuo, possui uma concepção romântica do comunismo, ele crê na igualdade social e na relação justa do consumo e produção de riquezas. Porém, tudo não passa de utopia ideológica, as desigualdades sociais são flagrantes nos países comunistas. O estado não tem remédio para todos os males, nesses países comunistas, as camadas sociais mais baixas são invisíveis para o mundo, esses segmentos sociais vivem na fome e na miséria. Os direitos individuais são cerceados e prevalece o direito coletivo representado pelo estado. Também, o estado nega a existência de qualquer divindade, as religiões são guiadas ou reprimidas pelo “Partido Comunista”.

O pior do comunismo é que o sujeito não tem oportunidade, não existe o empreendedor individual, tudo é corporativo, coletivo, e, o estado por detrás. Aqui, o filho de um gari (camada social baixa), por exemplo, poderá ser um juiz amanhã, o sujeito é dono de sua vida. No país comunista (socialista, eufemizado), o estado é dono de sua vida.

A Revolução Russa dos bolcheviques em 1917, liderada pelos marxistas Lênin, Leon Trótski, Joseph Stalin e outros revolucionários de menor expressão. Eles tomaram o poder da família Romanov, cujo Czar da Rússia Nicolau II, esposa e filhos foram fuzilados num porão do palácio na noite de 17 pra 18 de julho de 1918, culminava nesse dia o império marxista da União Soviética. Lênin governou por 06 anos a União Soviética com sua morte, Stalin assumiu o "Partido Comunista" e o governo duradouro de 1922 / 1953.

No bojo das reformas políticas, econômicas, administrativas, infraestruturas, aparelhamento militar e agricultura, houve muito sangue derramado e escravização dos trabalhadores. O trabalho no campo era coletivo e as cooperativas responsáveis pelos meios de produção. “O Grande Irmão (Estado) está te observando” era o medo do povo. As liberdades individuais foram suspensas e o “Partido Comunista” decidia as prerrogativas do estado e os deveres dos cidadãos.

Depois de mais de 70 anos de regime político comunista a União Soviética dissolveu-se com a renúncia de Mikhail Gorbachev. Ele reestruturou o sistema político e à abertura soviética com a perestroika (reestruturação) e a glasnost (transparência, abertura política). A partir desse momento histórico, os países que formavam a União Soviética readquiriram sua autonomia e sua soberania política.

Hoje, é notório que o regime político comunista é um fracasso. Somente Cuba e China se mantêm comunistas e cada um com suas características. Deng Xiaoping abriu a economia para o mundo, embora o indivíduo não tenha liberdade de se manifestar nem autonomia de ir e vir. Atualmente, com Xi Jinping, a China é uma potência militar e econômica, mas povo oprimido. Cuba é comunista e subdesenvolvido econômica e militarmente, a população vive abaixo do nível de pobreza.

Na América do Sul, o comunismo eufemizado em socialismo de Friedrich Engels e Marx, também, não irá dar certo, Chile, Colômbia, Argentina, Bolívia, Peru e Venezuela, o povo está fugindo para outros países por causa do desemprego, da falta de oportunidade, da desvalorização da moeda, da inflação, da escassez de alimentos, da fome e da pobreza.

Por isso, não desejo que os meus filhos e os meus netos sejam escravizados e aqui não seja como Taiwan, não obstante uma nação rica, não tem soberania política nem territorial e o povo não tem liberdade. Se o nosso povo eleger à esquerda em 02 de outubro, para governar o nosso país, ela irá repetir o desastre político e econômico de seus vizinhos sul-americanos.

 

Autoria: Rilvan Batista de Santana

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Rilvan Santana
Enviado por Rilvan Santana em 17/09/2022
Alterado em 17/09/2022

Fake News- R. Santana

 


Fake News- R. Santana

 

          A fake news, a mentira, a calúnia e a injúria são práticas reprováveis do homem. Esses atos de natureza mesquinha e egoísta, eles destroem reputações, mancham a vida de celebridades, interrompem carreiras, destroem a honra e a vida de inocentes, indefesos e incautos. Por mais prudente e cuidadoso que seja o indivíduo, ele não estará isento da maldade e astúcia do inimigo.

          Goebbels, o ministro da propaganda de Adolf Hitler, dizia que uma mentira repetida várias vezes, ela ganha foro de verdade, porém, a mentira poderá ser repetida dezenas de vezes, ela não se sustenta com uma verdade, por isto, os antigos diziam que a mentira tem “pernas curtas”, a mentira corre pouco e assim que se confronta com a verdade, cai das pernas...

          Embora a calúnia tenha a mesma vestimenta da mentira, difere dos outros atos falsos por ser uma acusação infundada, mas capaz de provocar danos irreparáveis. O caluniador é um sujeito rasteiro, mau caráter que denigre e destrói a honra da pessoa caluniada. Não é fácil incriminar o caluniador, ele usa vários artifícios para se esconder do crime. A mentira, às vezes, é circunstancial, um fato isolado. Existe o mentiroso por natureza, quem não conhece alguém que é mentiroso contumaz, mas não prejudica ninguém, só a si, pois fica com a pecha de mentiroso para sempre, sem credibilidade (“10 coisas que sicrano diz, ele mente 11” ), enquanto a calúnia é calculada e traz no seu bojo um ror de maldade.

          Nos início dos anos 60, o São Caetano era uma pequena comunidade. J. R. Oliveira se apaixonou por A. B. Andrada, só que ela era casada e fiel ao marido e o rejeitou e o repreendeu. J. R. Oliveira sustentou para alguns amigos que havia seduzido A. B. Andrada. A calúnia correu a pequena comunidade, chegou aos ouvidos do marido precipitado que o matou.

          A injúria, também, é um ato reprovável do comportamento humano, porém, o ato injurioso é mais concreto. A vítima terá que provar que foi injuriada, por exemplo, se alguém diz que sofreu uma injúria racial, ela terá que provar com testemunhas isentas, sem vínculo afetivo e documentos verídicos. O significado de injúria é: “ofender a honra, a dignidade, mediante xingamento, seja verbal, escrito ou fisicamente”, sem estes elementos, não haverá injúria, mas narrativas e calúnias.

          No dia 22 de agosto de 2020 (dia dos pais), C. Mattos, homem letrado, porém, com dificuldade de diálogo e de aceitar o contraditório, ele gosta sempre de ouvir “Amém!” dos seus sectários, publicou uma crônica (O Terrorista Cultural – C. M. - Google, Saber-Literário, Recanto das Letras e ICAL) atingindo a honra, o crédito, a dignidade, a injúria antissocial, a injúria familiar e a calúnia ao seu desafeto R. S. Além de imputações ofensivas: “deboche cultural”, “criatura de temperamento irritado”, “difícil convivência”, "...espelho, espelho meu, existe alguém mais infeliz que eu?", "... sua presença causava medo ao ambiente", etc.

          Hoje, a notícia chega com a velocidade da Internet. A “Fake News” é usada na imprensa marrom. Ela cria narrativas, notícias falsas com o objetivo de criar impacto na divulgação e atender às demandas comerciais ou prejudicar moral e eticamente alguém. A fake news se alimenta de informações falsas e quando viraliza nas redes sociais, repetindo o adágio antigo: “... é difícil provar que sapo não tem cabelo”. Porém, quando alguém busca a verdade numa sindicância, ele a encontrará subsidiado pelo tempo e pelas novas concepções, René Descartes foi sábio quando disse: “Muitas vezes as coisas que me pareceram verdadeiras quando comecei a concebê-las tornaram-se falsas quando quis colocá-las sobre o papel”.

          Os atos reprováveis do comportamento humano existem, têm vida própria, são fatos, não podemos negá-los, assim como não podemos negar a verdade, a honestidade e o bom senso, não importa que a injustiça prevaleça por algum tempo, todavia, ela não prevalecerá todo o tempo.

 

Autor: Rilvan Batista de Santana

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Vergonha nordestina- R. Santana

 


Vergonha nordestina- R. Santana

          Não se pode negar a origem, a origem é o começo da vida, a terra que recebeu o nosso cordão umbilical, mas se não posso negar a minha origem, desconheço meu povo, não acredito que é o sertanejo de Euclides da Cunha, “O sertanejo é, antes de tudo, um forte. Não tem o raquitismo exaustivo dos mestiços neurastênicos do litoral. A sua aparência, entretanto, ao primeiro lance de vista, revela o contrário”, não acredito que o caráter do nordestino de ontem, seja o mesmo caráter do nordestino de hoje. Se o povo nordestino tivesse caráter insuspeito, não aceitaria: “... rouba, mas faz”, pois, foi por causa disso que Barrabás foi perdoado e não Cristo. A História conta que Barrabás era ladrão, criminoso, desordeiro, mas que dava comida ao povo, atendia às suas necessidades primárias, então, foi inocentado na hora da morte.

          Este ano, no dia 02 de outubro, eu e muitos brasileiros sofremos a maior decepção da vida, não por ter perdido o meu voto nos candidatos honestos da direita, mas, o Nordeste ter dado uma vantagem ao candidato da esquerda de 60 %, povo pior do que o povo que inocentou Barrabás na crucificação de Cristo. Povo sem sentimento de patriotismo, sem amor próprio, que jogou seu voto na lata de lixo e não potencializou seu poder coletivo para empreender e melhorar as coisas de sua vida, de sua cidade e seu estado.

          O nordestino, hoje, atesta sua ignorância e falta de patriotismo ao deixar que as verbas públicas do seu país, elas sejam desviadas em forma de empréstimos a fundo perdido para Venezuela, Cuba, Colômbia e outros países da América do Sul e da África, verbas públicas que deveriam atender às nossas necessidades nordestinas em saúde, educação, segurança e atendimento à sobrevivência dos mais pobres.

          O nordestino de tanta gente sofrida, de famílias numerosas que condenam o aborto, de costumes tradicionais, esse nordestino não deveria se deixar guiar por quem prega o aborto, a ideologia de gênero, o comunismo, a negação da fé cristã, o MST, o controle da mídia e a negação da família tradicional, portanto, o nordestino, atualmente, aprova todos esses princípios e nega sua história milenar de honra e glória. Acredito que sua natureza é boa, todavia, ela está corrompida pela falácia e engodo dos falsos líderes políticos atuais.

          Os nordestinos que idolatram padre Cícero Romão Batista, Frei Damião, Irmã Dulce, agora, poderão contribuir para uma nova Nicarágua que está expulsando padres e freiras. Acho que não é o nordestino dos meus pais e meus avós, mas o nordestino que relega sua terra e o desenvolvimento social, cultural e folclórico do seu povo.

          Enquanto São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul são estados desenvolvidos, pujantes, motores da economia e desenvolvimento social dos seus habitantes. Piauí, Paraíba, Ceará, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Maranhão, Rio Grande do Norte e Bahia, até pouco tempo, eles bebiam água de carro-pipa, além de um PIB baixíssimo, eles são incapazes de impulsionar seu próprio progresso, melhorar as indústrias e melhorar o IDH dos seus compatrioata.

          O comunismo é o pai da mentira. O regime comunista já matou milhões de pessoas no mundo. A cabeça do comunista brasileiro que sonha, aqui, transformar num país socialista, é riqueza pra eles e igualdade na miséria para os outros. Nenhum político da esquerda pensa no pobre, o pobre é massa de manobra de 4 em 4 anos. O Nordestino sobrevive de ousado e sobreviverá na miséria por mais tempo se pensa que a esquerda é a solução. A força de trabalho do nordestino é enorme, porém, seu status quo só será mudado quando ele perder o complexo de região pobre, transformar a terra seca em produtiva e água em pólo agricultável, sair da monocultura para agricultura diversa.

          O povo votar 60% na esquerda é ingratidão com um governo que terminou as obras do São Francisco, resolveu a crise sanitária da COVID, atendeu aos mais pobres com “Auxílio Emergencial”, “Auxílio Brasil", reduziu o preço dos combustíveis, deu prosseguimento à construção das casas populares, implantou o “PIX”, deu mais tempo para CNH, diminuiu a inflação, diminuiu impostos, asfaltou milhares de quilômetros em rodovias federais, construiu pontes internacionais, criou milhões de empregos, saneou a roubalheira e gerou mais receita nas estatais do que as despesa e acabou a corrupção.

          Na China e Japão e outros países de costumes milenares, o político que rouba, sua morte e as despesas funerárias são pagas pela sua família. Aqui, o político rouba bilhões, faz delação premiada, devolve a menor parte do dinheiro, é condenado num pingo de anos de cadeia e o advogado mais incompetente da esquina faz um "Habeas Corpus" para o STF e o sujeito é solto.

          Embora o povo nordestino seja inteligente e humorado e os intelectuais nordestinos chamam a atenção do mundo em todas as áreas, a exemplo de Jorge Amado, José de Alencar, Adonias Filho, Castro Alves, Rui Barbosa, Orlando Gomes, Paulo Freire, Anísio Teixeira, etc., o Nordeste é subdesenvolvido e o povo é pobre,

          O nordestino ainda não se libertou do complexo de cachorro vira-lata, além da pobreza material é pobre de espírito, sua consciência crítica é embotada em algumas áreas de sua mente, por isto, ele é usado por políticos desonestos e inescrupulosos nas eleições com promessas demagógicas, portanto, vergonha nordestina.

 

 

Autoria: Rilvan Batista de Santana

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O inimigo secreto - R. Santana

 


O inimigo secreto - R. Santana

          Nas festas de final de ano, os amigos, as empresas e as famílias organizam as festas de confraternização com a brincadeira do “amigo secreto”. Faz-se um sorteio entre amigos para troca de presentes. Cabe ao amigo comprar um presente para o amigo sorteado, geralmente, o presente atende às necessidades desse amigo sorteado ou seu gosto pessoal, a exemplo, se o amigo sorteado for uma mulher, não lhe apraz comprar uma cueca! É uma brincadeira do bem ao contrário do “inimigo secreto” ou “inimigo oculto” que é uma figura do mal.

          O inimigo secreto é um sujeito rasteiro, mau-caráter, egoísta, que não se importa destruir a vida ou reputação de alguém, O que move o inimigo secreto é a inveja, o desenvolvimento pessoal ou o sucesso do outro, diferente do inimigo comum que o rompimento duma amizade foi em decorrência de interesse antagônico de ambos, algum trauma físico ou psicológico. O inimigo comum é previsível, às vezes, o mal maior é o cerceamento da fala.

          Não se faz o inimigo secreto, ele se origina do lugar onde mora a maldade, seu foco maior é obstaculizar a vida pessoal e a carreira profissional do outro. O inimigo secreto é perigoso, ele o vê, enquanto o outro não o vê. Ele é um Judas Iscariotes, atrás de si, às escondidas, ele articula o seu mal e lhe vende por 30 moedas. Ele é como cobra venenosa, pica o viandante e desaparece na moita, ninguém mais a vê no emaranhado do mato. Quem irá encontrar uma cobra venenosa nos sulcos da terra coberta pela vegetação? Impossível.

          O inimigo secreto é comparado também ao “Grande Irmão” de George Orwell, o indivíduo fica sob constante vigilância do “Irmão mais Velho”. O “Grande Irmão” controla os passos do “irmão” mais novo, de quando em vez, derrama-lhe um saco de maldade.

          Não existe inimigo secreto do bem, mas, amigo secreto do bem. O arqui-inimigo, geralmente, é uma pessoa simpática, inteligente, articuladora, argumentos convincentes, influenciável, porém, falso, capaz de empenhar sua alma ao diabo para conseguir os seus objetivos rasteiros. Sua maldade é oculta, faz-se sempre de vítima, ele é capaz de disseminar a maldade no seu meio social que suas “fake news” ganham foro de verdade com o passar dos tempos. Quantos casos já ocorreram que alguém é imputado dum crime, sofre prisão, pena capital em alguns países, depois se descobre que o verdadeiro autor foi um inimigo oculto, às vezes, “amigo”, “companheiro” ou “irmão” da vítima.

          O inimigo oculto está em todo lugar: na família, no trabalho, no clube de futebol, no clube social, no condomínio, etc. O inimigo secreto é um sujeito sem escrúpulo, traiçoeiro, compulsivo, não tem consciência moral nem empatia, não é um criminoso comum, mas, é portador de transtorno de personalidade grave.

          O inimigo oculto, também se manifesta coletivamente, por exemplo, na política em que os partidários e os adversários espalham o ódio, a calúnia, a mentira e pautas nazi-fascistas ou pautas comunistas e gera no povo um sentimento de dúvida e medo. Nas redes sociais, os políticos e suas famílias são vítimas de calúnias, mentiras, imagens “montadas” e narrativas falsas. O inimigo oculto se esconde atrás de falsa mídia e some deixando destruição moral e física de políticos e seguidores.

          Esses agentes do mal não escapam à “Lei do Retorno”. Deus não castiga ninguém, pois, existe o perdão divino, pior que seja o indivíduo, não se esgota o perdão: “Mestre, quantas vezes devo perdoar uma pessoa que me ofende: até sete vezes?”. Essa pergunta é feita por Pedro, no evangelho de hoje, de Mateus 18,21-35. Jesus responde a Pedro: “não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete!”. Porém, a “Lei do Retorno” é energia que se volta à pratica do mal, se alguém pratica o mal, esta energia volta com maior intensidade para o autor da maldade.

          Portanto, o homem deve ter conduta ilibada, sempre andar no caminho e na prática do bem. Se alguém pratica dolo, crime, injustiça, não deve esperar o bem, mas o cumprimento da justiça, a justiça virá pra corrigir as injustiças, penalizar àquelas pessoas que vivem sob o guarda-chuva da maldade. O bem e a justiça prevalecerão para sempre.

          O mal não ficará oculto aos olhos de Deus. Se alguém pratica maldade e pensa que ficará impune, não conhece a força do bem, Deus é bondade e não Deus de maldade.

 

Autoria: Rilvan Batista de Santana

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O "jogador" - R. Santana

 


O "jogador"

R. Santana

 

          O jogo de azar naquela época era liberado. O “Bar de Pedro” tinha duas mesas de sinuca, duas mesas de dominó e uma mesa retangular de jogo de baralho de 1,5 m X 3,5m, que acomodava todos os jogadores em pé, somente tio Pedro, dono do bar, que tinha o privilegio de sentar em seu banco alto para cobrar o cacife. Não pense que não havia dinheiro, pela manhã o resultado do cacife era de milhares de “Cruzeiro”. Nessa época surgiu um indivíduo da família Gusmão de Vitória da Conquista e Minas Gerais. Ele não era experto, perdia mais do que ganhava, mas pela persistência e estilo, o chamávamos de “Jogador” ou Gusmão.

          Ele chegava ao início da noite e saía no outro dia ao sol nascido. Sempre de paletó e gravata, camisa de manga comprida, sapato preto lustrado, ainda moço, branco, cabelos pretos e média estatura, porém, chamava a atenção de todos por pertencer à abastada família Gusmão de Vitória da Conquista. Não o conhecíamos pelo prenome, mas, pelo nome de família.

          A clientela era de média classe social. A maioria era de profissionais liberais, artesãos, pequenos agricultores, burareiros, comerciantes, pequenos pecuaristas, pessoas com recursos financeiros, porém, alguns eram aventureiros, eles não tinham recursos, entravam no jogo protegidos por alguém na condição de dividir o produto do jogo.

          Alguns jogadores tinham apelidos suis generis: Zé Urubu, Dendê, Lubião, Jegue Preto, Crente, Tamborete de Puta, Dico Soldado, Lopeu, Dedé, Zuza, Murcha Venta e Zoinho. Havia muito mais apelidos que se perderam no tempo, uma coisa era certa: quem não tinha apelido, apelido lhe era dado. Não era uma irmandade, nem um clube social, mas era um por todos e todos por um. Não frequentavam regularmente, mas, 1/3 de mais ou menos clientes de 100 eram fiéis. Chovesse granizo, eles estavam lá no “Bar de Pedro”, em pé ao redor da mesa e os bolsos cheios de fichas.

          O jogo de baralho mais usado era o 21 ou blacjack, é um jogo mais fácil e mais rápido. O 21 pode ser jogado até 12 pessoas de vez. Para Gusmão, seu jogo preferido era o pôquer. Ele deixava a mesa de 21 e tinha seus amigos de pôquer, na casa do sem jeito, ele voltava para turma do jogo 21. As más línguas diziam que Gusmão era um pixote no 21 e um experto no jogo de pôquer.

          Os jogadores eram solidários nos ganhos e nas percas. Lembro-me de um fato hilário que ocorreu no jogo do “Bar de Pedro”, dois jogadores inesquecíveis: "Crente" ou o “Gordo” e o negro Lubião, um pobre diabo. “Crente” que não era crente, ele era filho de Ranulfo da riquíssima família Nunes, do deputado estadual Paulo Nunes, O “Gordo” era a “ovelha negra” da família, jogador inveterado, gostava de vinho e cerveja e jogo de bilhar, sinuca e jogo de cartas, amanhecia o dia na mesa de baralho, além de gozar com os jogadores perdedores. O negro Lubião era um trabalhador rural, o dinheirinho que recebia do patrão vinha pra mesa de jogo, às vezes ganhava, mas, a maioria perdia. Quando ficava de bolsos limpos, começava peruar. Naquele dia, “Crente” começou gozar de Lubião que tinha perdido todos os tostõezinhos, inclusive, lhe ofereceu Cr$ 50,00 (cinquenta cruzeiros), para que, ele comesse uma barata com cachaça, não é que o infeliz aceitou! Degustou a barata com aza e tudo, empurrada com ½ garrafa de cachaça “Pitu”.

          Naquele dia, foi o dia de Gusmão, chegou cedo à banca de jogo, pediu uma média de café com leite e dois pães de forno com manteiga. Ficou papeando até às 22 horas, quando finalmente começou jogar, nas cinco primeiras partidas, pensou “que não era o seu dia”, porém, já de madrugada, já na hora de ir embora, apostou todas as fichas, a maioria absoluta estourou no 21, quando chegou sua vez, com um 9 de copas, um 9 e um 2 de ouros e quando cavou, veio-lhe à sorte grande, um ás de ouro, naquele dia, ele sorriu e foi embora com Cr$ 5000,00 (cinco mil cruzeiros) no bolso.

          O “Jogador” era uma pessoa simpática, amigo, bom de coração, ele socorria aos viciados com empréstimos, dando-lhes comida e bebida. Porém, começou fazer dívida de jogo e aos devedores, ele lhes passava cheques pré-datados, com a promessa de acionar sua mãe em Vitória da Conquista pra ressarcimento desses cheques. As dívidas se acumularam, os cheque não foram compensados, ele foi enquadrado como crime de “171” e preso, sua família não demorou de vir, pagou suas dívidas, o tirou da cadeia e o levou pra Vitória da Conquista.

          O viciado em jogo de azar não tem limite, ele joga o que tem e o que ainda vai conseguir. O viciado é portador de problemas emocionais aí se refugia naquilo que lhe dá prazer: o jogo de azar. O conceito válido para o dependente químico que pra sustentar seu vício, ele usa meios escusos. Por isto, recomenda-se aos pais que não estimulem seus filhos pré-adolescentes e adolescentes jogarem baralho ou outro jogo de azar, mesmo de brincadeira, pois começam brincar, depois, o hábito de pequenas apostas e grandes apostas.

 

Autoria: Rilvan Batista de Santana

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Lei do Retorno - R. Santana

 


Lei do Retorno - R. Santana

“Tudo que você planta, colhe um dia! Essa é a Lei do Retorno”

 

          Deus fez o homem e a mulher e os colocou no Jardim do Éden e lhes disse que podiam comer de todos os frutos saborosos das árvores do jardim, porém, não comessem os frutos da árvore do conhecimento do bem e do mal e recomendou: “No dia em que dela comeres, certamente morrerás”. Satanás, o maligno, chamou Eva em segredo, disse-lhe que Deus estava lhes enganando e cochichou no seu ouvido: “Se comeres desse fruto saboroso, tu e Adão serão iguais a Ele”. Eva não resistiu à tentação de Satanás, ela comeu a fruta, achou a fruta saborosa, mais que todas as frutas, por isto, ela insistiu tanto com Adão que, ele comeu e descobriram que estavam nus e nasceu o pecado, consequente, a morte.

          Uma reflexão apurada nessa história de “Gênesis” e descobre-se que Deus desde o início do mundo, Ele deu ao homem o livre arbítrio para escolher entre o bem e o mal. Não existe determinismo, ninguém nasce bom ou nasce ruim, porém, ele nasce com a capacidade de escolha de ser bom ou de ser ruim. Para John Locke, todos nascem como “tabula rasa”, isto é, sem nenhuma memória nem conhecimento, ao longo do tempo, as experiências, as práticas, a pesquisa e a erudição se somam em conhecimento positivo ou negativo.

          E a Lei do Retorno, onde ela se encaixa? Bem, acima se fundamentou que o homem não nasceu com pecado, o pecado nasceu com a desobediência de Adão e Eva, justificou-se também que Deus deu ao homem livre arbítrio para escolher o bem ou o mal. No plano divino, o pecado é redimido pelo arrependimento através da fé, a fé livra o homem das penas do inferno, enquanto a Lei do Retorno é a máxima que se o indivíduo pratica a maldade ou a bondade com o outro, essa maldade ou essa bondade se volta para esse indivíduo.

          A Lei do Retorno é comparável ao bumerangue que arremessado no espaço, descreve um vôo curvo e retorna ao ponto que foi lançado. Se o homem do mal arremessa seu bumerangue carregado de ódio, falsidade, difamação, injúria, mentira, improbidade, deslealdade, hipocrisia, falso testemunho, vingança, etc., toda essa energia negativa arremessada pelo seu bumerangue contra o outro, essa energia vai e volta com maior ou igual intensidade, não é que Deus permita, mas é a LEI DO RETORNO!...

          Porém, a lei do retorno nem sempre é negativa, se alguém pratica o bem, ele receberá de volta às bênçãos do bem, da bondade e seus feitos produzirão o dobro de frutos de amizade e amor.

A Lei do Retorno possui uma característica diferente do pecado comum do dia a dia, a Lei do Retorno tanto para o bem quanto para o mal é premeditada não é uma lei espontânea, seu exercício constante produz no cérebro elementos positivos ou elementos negativos, portanto, a Lei do Retorno cria hábitos positivos ou negativos e o hábito faz o monge.

          É senso comum que a Lei do Retorno é para penalizar somente as ações negativas do indivíduo, também para agraciar os bons. Se alguém planta trigo não irá colher joio, irá colher trigo. Quem planta o bem, ele irá colher o bem e quem planta o mal, ele irá colher o mal.

          A Lei do Retorno é causa e efeito, se a causa é boa, a resposta é melhor, se a causa é ruim, a resposta é pior. O bumerangue do mal não voltará ser o bumerangue do bem, se ele foi arremessado com a natureza do mal, ele não voltará com a natureza do bem, ele voltará com a natureza do mal.

          A Lei do Retorno chega devagarzinho, sem pressa, a vida manda a conta, às vezes, quem praticou o mal já não se lembra do mal que praticou. É comum alguém se lamentar insatisfeito da vida, interrogar aos céus seu infortúnio, o dito popular é categórico: “...quem bate esquece, quem apanha não”.

     Se alguém optou praticar o mal não lhe cabe devolver esse mal que lhe foi praticado, é conhecido o ditado: “... não se retribui o mal com o mal, porém, o mal se retribui com o bem”. No Evangelho de Mateus (5: 39, 40, 41), Jesus Cristo ensina que o mal se paga com o bem, veja: “... não resistais ao perverso; mas se alguém te ofender com um tapa na face direita, volta-lhe também a outra. E se alguém quiser processar-te e tirar-te a túnica, deixa que leve também a capa. Assim, se alguém te forçar a andar uma milha, vai com ele duas...” Que galardão lhe será dado por Deus se comunga com o mal e não com o bem? Nenhum!...

          O tempo é o principal elemento da Lei do Retorno, ninguém resiste ao tempo, o tempo não deixa impune o homem do mal, portanto, o mal se verga com o peso do tempo. O tempo destrói toda maldade humana.

 

Autor: Rilvan Batista de Santana

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O Populismo - R. Santana

 


O Populismo

R. Santana

 

     No dia 21 de novembro de 2022, eu recebi um presente (livro) do professor, escritor, advogado e empresário da comunicação, o Dr. Vercil Rodrigues, com o título: “José de Almeida Alcântara, O populismo em Itabuna”, autografado pelo autor: “Ao prof. Rilvan Santana com votos de paz e... do autor”, ele não poderia me dar um presente maior, sou um leitor contumaz, nada me realiza que a leitura de um bom livro, a priori, pelo autor e protagonista da história que iria ler um bom livro. Fiz quase no mesmo dia, a leitura.

     Esse livro, pela honestidade intelectual, pela metodologia, pela pesquisa profunda, ele irá subsidiar às próximas gerações de estudantes e pesquisadores da história de Itabuna, ao lado de José Dantas de Andrade, “Dantinhas”, Adelindo Kfoury, Helena Mendes, Oscar Ribeiro Gonçalves, Carlos Pereira Filho, Helena Borborema e Adriana Dantas.

     O livro de Vercil Rodrigues é mais atual e se propõe ao estudo específico do populismo em Itabuna. Não obstante, ele ter usado Getúlio Vargas, João Goulart, Ademar de Barros, Jânio Quadros, Juscelino Kubitschek, Fidel Castro, Gandhi, Abdel Nasser, para explicar a teoria do populismo no Brasil, na América do Sul e no mundo. Pois, o populismo não é um fenômeno local, de um país, mas global, em todo mundo florescem de quando em quando, líderes populistas.

     As circunstâncias fazem o homem, Alcântara foi produto das circunstâncias. Primeiro, a natureza foi inclemente na enchente de 1947 e o distrito de Itapé ficou com a população ribeirinha sem eira nem beira, Alcântara, coletor do estado da Bahia, usou sem autorização administrativa do governo, os recursos públicos para socorrer com alimentos e cobertores e remédios aos flagelados das enchentes. Segundo, demonstrou, também, solidariedade, determinação e empatia nas comunidades da Mangabinha, Ferradas, Burundanga, centro da cidade de Itabuna e alhures em circunstâncias iguais de enchentes.

     Alcântara não foi um demagogo, mas um carismático populista, ele atendia ao apelo do povo em detrimento dos interesses egoístas da elite. O problema de Alcântara, é que sua administração não planejava, ele atendia aos interesses imediatos dos seus eleitores. A abertura da Avenida Cinquentenário foi um exemplo, indenizou todos os imóveis, Perinto Luis Ribeiro foi um entrave do começo ao fim, Alcântara atendendo ao clamor popular e a data de 50 anos de Itabuna, ele autorizou que os tratores jogassem ao chão o último imóvel que faltava, mesmo não respondendo à agressividade física e primitiva de Perinto.

     O destino colocou o jovem engenheiro civil Félix Mendonça na vida de Alcântara. Nomeado “Secretário de Obras Públicas de Itabuna”, no ano de 1961, ele deu novo impulso à administração de Alcântara. Engenheiro civil de quatro costados, carismático, trabalhador, determinado, ele fez da “Secretaria de Obras Públicas de Itabuna”, lugar de decisões para desenvolver e urbanizar a cidade. Félix Mendonça aprendeu logo as práticas populistas do chefe, em 1963 se elegeu prefeito da cidade itabunense e ao longo dos anos foi deputado federal em várias legislaturas: - a criatura tornou-se maior do que o criador.

     Alcântara não deve ser lembrado só pelo seu populismo, foi no seu tempo, um bom administrador, além da Cinquentenário, projeto que se arrastava fazia anos, ele teve a coragem de desafiar os poderosos da época, ele fez calçamento em várias ruas da cidade e luz elétrica para Mutuns e Bairro São Caetano, naquele tempo, uma empreitada quase impossível pelos parcos recursos do município.

     Ele não foi um produto de marketing (não havia este conceito), mas o ídolo de um povo abandonado pelas políticas públicas daquela época. Alcântara atendia, dentro do possível, às reivindicações dos ribeirinhos, dos descamisados, do povo pobre, além de carinhoso com os necessitados. Ele não só tirava os seus sapatos e doava ao noivo aflito para casar e não tinha sapatos como se fazia presente na cerimônia de casamento dos noivos. Seu carisma incomodava às elites, “de colher”, ele derrotou José Soares Pinheiro (representante dos empresários e da sociedade rica), elegeu Mário César Anunciação, Félix Mendonça e numa transferência recorde de votos, elegeu Antônio Carlos Magalhães para deputado federal com 10.000 votos de Itabuna.

     Não é demais dizer que o livro “José de Almeida Alcântara, O populismo em Itabuna” será o divisor entre o antigo e o moderno, não que as pesquisas dos historiadores antigos não fossem relevantes, porém, o autor Vercil Rodrigues teve o privilégio de usar novas tecnologias gráficas e novos métodos de pesquisa, portanto, seu livro subsidiará a pesquisa e a leitura das gerações atuais e futuras.

     Lisonjeou-me ter contribuído nessa pesquisa, sou citado como referência nas páginas 76 e 206 dessa pesquisa, a crônica “Alcântara”, 29.11.2017 e a crônica “Causos Políticos” 21.02.2013, no site “Recanto das Letras”. Essas referências atestam a honestidade intelectual e sinceridade do autor do livro: “José de Almeida Alcântara, O populismo em Itabuna”.

     Enfim, permita-me o autor, fechar esta crônica com o pensamento de Monteiro Lobato: “O livro é uma mercadoria como outra qualquer; não há diferença entre o livro e um artigo de alimentação. Se o livro não vende é porque ele não presta”. Meu feeling de leitor diz que é um bom livro.

 

Autoria: Rilvan Batista de Santana

Licença: Creative Commons

Membro da Academia de Letras de Itabuna - ALITA

Imagem: Capa do livro, "José de Almeida Alcântara" (O populismo em Itabuna) - Vercil Rofrigues

 

Geração Internet- R. Santana

 


Geração Internet- R. Santana

          Uma definição simplória de inteligência: “a capacidade de resolver problema”, diferente da memorização. Antigamente, o estudante decorava, ele era capaz de decorar páginas e mais páginas do livro didático, era considerado pelo “magister”, um estudante excepcional, todavia, quando a matéria requeria mais raciocínio do que memorização, seu aprendizado não era muito bom. Naquela época, os instrumentos pedagógicos da aprendizagem se resumiam: livro, caderno, lápis, caneta, tabuada e quadro-giz. Não havia nada ou quase nada para ilustrar, a imagem em si, não era objeto de aprendizagem. Porém, a qualidade de aprendizagem era muito superior à aprendizagem contemporânea.

          A História da Humanidade, certamente, será dividida, antes e depois da Internet, ou melhor, hoje, celebra-se a “Geração Internet”. As crianças desde cedo aprendem digitar: o notebook, o laptop, o tablet, o xbox, o celular comum, o smartphone e o PC. A criança em idade de mamar, dorme com o som e a imagem da “Galinha pintadinha”, “Dona aranha”, “A baratinha”, “Sambalelê”, “Atirei o pau no gato”, etc. Mesmo antes da adolescência, eles integram as mais conhecidas redes sociais.

          “M” tem 95 anos de idade, usa seu “Sansung” com a destreza de um jovem naquilo que lhe tem significado: “...quando estou triste, sento-me nesta poltrona e acesso o “Tik Tok” e o “Facebook”, além das notícias, rio das “pegadinhas” ou abro o meu WhatsApp para conversar ao vivo com o meu filho e conhecidos. Claro, “M” não potencializa todo o conhecimento, todas as operações que seu “Sansung” pode realizar, porém, domina bem as operações de lazer e comunicação. Os jovens subestimam os idosos em “navegar”, todavia, cada dia que passa, eles se engajam nas novas tecnologias informatizadas.

          A Internet (Wi-Fi) ou o satélite (extensão da internet), hoje, está em toda a atividade humana. Os andróides (tablet, smartphone, notebook, etc.), cada dia mais sofisticados, atualmente, uma biblioteca eletrônica de milhares de livros, livros virtuais, ela pode estar na palma da mão. Qual o profissional que não usa na sua atividade o Google ou outra plataforma para subsidiar seus conhecimentos? Todos completam suas informações com essas bibliotecas. O engenheiro civil, por exemplo, não usa mais a prancheta e a régua para desenhar, o programa lhe dá os cálculos estruturais e o desenho de qualquer obra na tela do computador.

          À época da gude, do carrinho de madeira, do pião, do pular-corda, esconde-esconde e as 5 Marias já não existem mais. Nessa época, os meninos eram mais saudáveis, eles desenvolviam com facilidade sua função motora e cognitiva. As crianças atuais não conhecem essas brincadeiras lá de trás. Hoje, são games, vídeos, filmes “Netflix”, programas infantis no YouTube, futebol na TV, etc. Essa “geração internet” é sedentária, às vezes, obesa, o cognitivo comprometido e a memória. A geração internet não lê, ela vê e pouco escreve, as imagens têm mensagens curtas. Quando escreve no e-mail ou no WhatsApp, a “geração internet” é econômica na escrita e excessiva nos erros de gramática.

          G. e L. são dois economistas renomados, eles têm em comum o reconhecimento que a Internet revolucionou a economia, o comércio e a indústria. Os cartões de crédito e débito, o pagamento da fatura on-line, as restrições de crédito, a ficha limpa, as “Criptomoedas”, os “Biticoins” e o “PIX” existem e são operáveis por causa da Internet, não faz muito tempo, essas operações virtuais não eram nem conjeturadas. As empresas, o estado e a União com folhas de pagamento extensa não seriam realizadas se não contassem com modernos satélites e “Wi-Fi” conectados em sistema.

          As operações comerciais são as mais visíveis, porém, em todas as atividades humanas: comunicação, saúde, educação, segurança, transporte, burocracia, indústria e infraestrutura são subsidiadas pelas novas tecnologias da informática. Nenhuma atividade se realizaria com perfeição sem a velocidade e a segurança da Internet.

          O mundo mudou, não existe outra opção, senão, as gerações dos anos 70 e antes se adaptarem às novas tecnologias. A história registra que o primeiro celular foi lançado pela Motorola DynaTAC (tijolão), em 3 de abril de 1974, de lá pra cá, ele vem sido aperfeiçoado até o “Smartphone”. As pessoas idosas, a maioria ainda não absorveu completamente os androides, o tablet, o PC, contudo, não existe outra saída, senão, absorver todas essas mudanças, mesmo que a mudança seja dolorosa.

          Estamos no Século XXI, os historiadores não mais dirão Idade Contemporânea, mas Idade da Internet.

 

Autoria: Rilvan Batista de Santana

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A Política - R. Santana

 


A Política - R. Santana

 

          Foi um experiência rápida, “um fogo de monturo” , “uma nuvem passageira”, que tive na política itabunense no biênio: 1971/72.

          Gostava de política, mas jamais pensei que um dia fosse ter um cargo eletivo. Fui empurrado pelas circunstâncias e pelo destino, sem querer, querendo e, naquele ano cheguei à Câmara de Vereadores, como prêmio, a primeira secretaria, ou seja, fui votado pelo povo e pelos meus pares.

          Não seria candidato se o saudoso Eduardo Fonseca tivesse encaminhado os seus documentos à Justiça Eleitoral.no prazo fixado. Fonsequinha (como todos chamavam-no), não era muito afeito aos trâmites burocráticos, por impedimento legal, não encontrando ninguém de sua confiança, indicou-me ao MDB, para substituí-lo.

          Estimulado por tio Pedro e amigos, aceitei representar o meu bairro no legislativo municipal, certo de que não me elegeria, face o bairro já não tivesse o radialista e vereador Pedro José Lemos, embora morasse noutro bairro, tinha o São Caetano como o seu principal reduto eleitoral, pois o bairro sediava a Rádio Clube de Itabuna, onde ele trabalhava.

          Pedro Lemos mantinha um programa sertanejo de estrondosa audiência. Além de músicas, dedicatórias, ele fazia alguns avisos de utilidade pública, promovia campanhas beneficentes para ajudar A ou B com interesse político.

          A minha campanha eleitoreira foi lançada na rua. Com parcos ou nenhum recurso, o meu nome foi passado pelos amigos de boca em boca, pelos poucos minutos que me foram concedidos pelo MDB na imprensa falada e a divulgação da minha imagem na imprensa escrita. Não havia televisão. Quem dispunha de dinheiro enchia a cidade de outdoor ou abria grandes letreiros nos muros da cidade e completava o seu marketing com cartazes e “santinhos” gráficos.

          Ocorreu um fato providencial: Pedro Lemos leu uma carta anônima, discriminando-me e ofendendo-me, no seu programa de rádio. Foi providencial, além de ter me dado o direito de resposta por recurso legal, o povo revoltou-se com o acinte, com as calúnias, com a falta de ética do principal concorrente e adotou a minha defesa e a minha candidatura.

          Não pense caro leitor que derrotei Pedro Lemos, apenas, tirei-lhe alguns votos dos muitos votos que teve na eleição. Ele reelegeu-se. Eu venci, não de colher, de barbada, a concorrência era desleal, além de Pedro Lemos, a Justiça Eleitoral deu registro, naquela época, a mais de 200 candidatos para 11 ou 12 cadeiras legislativas.

          Venci com a ajuda de Fonsequinha, tio Pedro, a família, os amigos e o povo. Derrotei o poder econômico e a elite, mas não me reelegi. Embora tivesse tido uma boa atuação como representante do povo, elaborando projetos, leis municipais, denunciando falcatruas e não me deixando corromper, não tive dinheiro para subornar votos e consciências.

          A barriga do povo pobre é a sua consciência e o seu ideal é suprir sua necessidade.

 

Autoria: Rilvan Batista de Santana

Livro: Lágrimas Rolando – Capítulo XI (Recanto das Letras)

Vida - R. Santana

 


Vida - R. Santana

 

          Nunca esqueci da frase filosófica do professor Lourival Ferreira: “Quem eu sou, de onde vim, pra onde eu vou”. Naquela época, eu estudava a 4ª. (hoje, nona série) série de ginásio no “Colégio Firmino Alves”. Ele gostava de repetir esta frase, quando em quando, ele nos cobrava uma reflexão escrita, cada aluno colocava no papel sua experiência do dia a dia, porém, o professor Lourival Ferreira exigia muito mais, exigia aquilo que não tínhamos pra dar por causa da idade e conhecimento, adolescentes, nós tínhamos experiências materiais e não metafísicas do estudo do “ser”, era um terreno inóspito.

          Para os existencialistas a essência precede a existência, isto é, antes da vida o ser existe. Mas, o conceito de vida vai além de princípios filosóficos, a união do corpo com a alma, o tempo que compreende o nascimento à morte, a existência. Este texto se propõe a afirmar que vida é o somatório de condutas psicológicas e experiências do dia a dia. Não existe vida sem emoções, de coragem, de medo, de frustrações, de animosidade nem vida sem sentimentos de solidariedade, amizade, empatia, generosidade e sentimento de fé. O homem moderno busca o conhecimento, a fé, o prazer e, o sucesso material, as riquezas.

          Viver é sacrifício, é desesperança, o homem batalha do nascimento à morte sem certeza de vida espiritual, de vida eterna, por isto, muitos perdem a vontade de viver e põe fim á vida. O trabalho, o esporte, a arte, o sexo, a religião, a família e a atividade intelectual dão sentido à vida, sublimam, quando o homem se distancia desses elementos, ele perde a vontade de viver, às vezes, sua fraqueza mental o leva ao suicídio.

          Ninguém é Robinson Crusoé, ou seja, ninguém vive sozinho por muito tempo numa ilha, é necessária a interação, a troca de experiências de vida e sentimentos. Se o homem não se interralaciona, vive isolado, começa desenvolver doenças mentais, além da natureza humana, ele precisa de “natureza” social, sua natureza social lhe deixa em pé, física e psicologicamente, porque ele tem consciência instintiva da morte (Thanatos) ao contrário do instinto da vida (Eros), conceitos freudianos.

          Viver é sofrimento, morrer é libertação. Muitos não têm consciência que aqui é uma passagem íngreme. Conta-se que um americano viajou para um país do Oriente, lá foi visitar um velho sábio. Quando chegou à casa daquele homem de sapiência e fama em sua terra, estranhou a casa simples e sem mobília, então, cheio de mesuras, lhe perguntou pelos móveis, respondeu-lhe que, ele não tinha móveis, ao mesmo tempo, perguntou: “ ... e os seus móveis?”, ele respondeu: “...estou aqui de passagem”, o sábio: “...eu também”. O homem reluta aceitar que somos apenas inquilinos do planeta Terra, aqui de passagem e passagem curta, que são 70 anos de vida, 100 anos de vida se o tempo é eterno.

          A vida é desafio. O homem desafia os problemas da vida diuturnamente, ninguém é feliz todo tempo, mas algum tempo, não existe felicidade plena, sim, momentos felizes. Conheci uma longeva pedagoga que em suas palestras, ela dizia que não enxergava “pessoa”, enxergava cada “pessoa” um problema. Desafiava: “... quem nesta assembléia, não tem problema, fique de pé!”, todos ficaram sentados.

          Desde o início do mundo, o homem luta pela sua sobrevivência e de sua prole, resistir à fome é não morrer em estado de inanição. No início da humanidade o homem praticava a caça e a pesca pra sobreviver, depois, as pequenas lavouras, hoje, essa relação de consumo é mais sofisticada com mercado de alimentos, feiras-livres, centros de abastecimento e agricultura familiar, no entanto, essa relação de consumo é mais complexa, muito gente não tem acesso aos alimentos por falta de recursos financeiros. Hoje, o homem sacrifica 2/3 de sua vida pra sobreviver.

          Todavia, os poetas, os escritores de vocação, os pensadores e os filósofos de formação, os desprovidos de ambição material e os monges são as parcelas da humanidade que viver é mais importante que as coisas do mundo. Para essas pessoas o prazer da vida está acima do que acumular.

          A vida é um fardo ou quase um fardo, não uma dádiva, porque o homem não tem certeza se existe vida do outro lado. No “Antigo Testamento”, Deus deixou escrito: “Tu és pó e ao pó retornará!”. Jesus Cristo deixou a promessa da ressurreição e da vida eterna, porém, por mais fé do indivíduo, existe sempre o vazio na alma. No Século XIX Allan Kardec sistematizou os princípios da doutrina espírita, entretanto, foi no Século XX que Óscar González-Quevedo Bruzón, conhecido como Padre Quevedo, ele provou cientificamente que não existe espírito, existe manifestações energéticas de alguns indivíduos.

          A ciência, dentro de alguns anos, aumentará a expectativa física de vida do homem. Claro, não resolverá o problema da morte, contudo, o homem irá morrer com o triplo da idade atual com saúde e menos sofrimento. Hoje, é comum vidas longevas, acima de 100 anos de vida, portanto, a ciência excluindo todas as doenças, o homem terá o dobro da longevidade atual.

          Embora a vida não seja a chave da felicidade, às vezes, ela é insuportável, mas é um privilégio viver, só temos uma vida, não adianta querermos mudar o mundo, a roda do mundo irá girar da mesma forma. O poeta foi feliz quando escreveu: “... Deixa a vida me levar / Vida leva eu / Sou feliz e agradeço / Por tudo que Deus me deu...”

 

 

Autoria: Rilvan Batista de Santana

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Carta aberta para Wilson Caetano - R. Santana

 


Carta aberta no Facebook / WhatsApp / Recanto das Letras

 

Ao

Ilustríssimo Sr. Wilson Caetano de Jesus Filho

M. D. Presidente da Academia de Letras de Itabuna – ALITA

 

Prezado Senhor:

 

          No dia 12 de agosto do ano que findou, fui convidado pela acadêmica e 1ª. Secretaria, professora Lurdes Bertol, tive a honra de participar no dia 18. 08. 2022, on-line, de uma sessão ordinária na Academia de Letras de Itabuna – ALITA, depois de alijado dessa entidade literária por um tempo quase “infinito”. Confesso-lhe que fiquei alegre só “pinto no lixo” ia voltar pra academia que ajudei fundar e zerar todos os desencontros e começar de alma nova, porém, parodiando Drummond, havia uma “pedra”, “no meio do caminho havia uma pedra”, “uma pedra no meio do caminho...”, não voltei, aliás, mais uma vez impediram-me de voltar com narrativas inverídicas e princípios éticos discutíveis (leia: carta da saudosa Dr.ª Sônia Maron), ao longo desse tempo de cerceamento.

          Há um provérbio popular que um “raio não cai duas vezes no mesmo lugar”, no entanto, para mim, o raio não foi exceção, ele caiu 02 (duas) vezes no mesmo lugar, pois, duas vezes tentei acionar essa instituição literária e o raio caiu no mesmo lugar, ou seja, as portas fecharam-me com argumentos volúveis e desprovidos de seriedade, além de tendencioso. Não tenho intimidade com V. S.ª, conheço-vos an passant do Colégio Pio XII, quando meu neto foi aluno desta escola. Porém, acredito no vosso compromisso e justiça nos desígnios dessa entidade literária que dirige que, chegou à ALITA por mérito próprio não por subserviência e puxa-saquismo.

          Sei que a Portaria 01/2022 que publicou no site da ALITA: “...seja apurada conduta antiética consistente em ofensas injuriosas perpetradas pelo referido acadêmico e dirigidas a diversos membros desta instituição, com possível violação do disposto no art. 19, VI do Estatuto da Academia de Itabuna, observando os princípios do contraditório e da ampla defesa, na forma preceituada pelo art. 12 do referido estatuto, (16/ 09/ 2022)” foi para atender aos reclamos de alguns diretores não um desejo pessoal, segundo informação de um amigo.

          No dia 21 de outubro de 2022, recebi um mandado de notificação da “Comissão de Sindicância Administrativa”, cujo objetivo era fazer a minha autodefesa que felizmente o respondi naquele mesmo dia e, enviei no dia subsequente mais de 20 páginas de documentos comprovando narrativas falsas e maledicentes.

          A ordem dos fatores não altera o produto, por isto, acrescento que no dia 19 de agosto de 2022, respondi aos acadêmicos que me clamavam desculpas públicas da minha “conduta antiética”.

          No dia 26 de dezembro de 2022, solicitei à “Comissão de Sindicância Administrativa” através da vice-presidente da ALITA, a professora Janete Macedo, resultado institucional da sindicância administrativa, ela deu-me o silêncio como resposta. Nunca recebi nenhum resultado dessa famigerada sindicância, somando todos os “entretantos” e “finalmentes” (Odorico Paraguaçu), há 06 meses (12 de agosto, data do convite para assistir sessão ordinária on-line), que estou ansioso para que o problema seja solucionado com justiça.

          No dia 11 de janeiro 2023, enviei para todos os acadêmicos, cópia original duma carta da inesquecível Dr.ª Sônia Maron enviou-me, tratando-me como amigo, respeito e amizade, isto desfez o boato que nós éramos inimigos figadais que eu a tinha xingado numa sessão que defendia que todos deveriam ter suas páginas individuais para publicação de suas produções no site da ALITA.

          O silêncio incomoda. O silêncio destrói a personalidade mais estruturada de um indivíduo, não é à toa que alguém disse: “... Preferimos o barulho das vozes da democracia ao silêncio oprimido das falas escondidas”. Seis meses é tempo demais pra decidir a conduta do mais perigoso “criminoso”. Nas administrações anteriores, presidente Wilson Caetano, deixaram de enviar e-mail (não havia WhatsApp), não havia convite para reuniões, nem ordinária nem extraordinária nem para eventos, quando me queixei “... o problema é na caixa de e-mail, ela deve estar cheia, etc.. etc.” , então, passou ser norma o silêncio, o cerceamento, pouco e pouco, livrar-se de minha presença.

          Em juízo (se for necessário), presidente Wilson Caetano, além dos danos psicológicos, morais, a vitaliciedade terá que ser discutida juridicamente. A academia não é uma propriedade particular, mas uma entidade de ideias, o patrimônio da academia é intelectual, não os móveis nem o prédio, sim, o substrato mental. Não se escolhe o acadêmico pelo seu patrimônio material, escolhe-se o acadêmico pela sua produção literária, científica e musical.

          Uma das alegações dos meus desafetos, é que usei a Internet para manchar a honra de alguns acadêmicos, narrativa sem prova, eu que fui manchado moralmente e intelectualmente com o conto suis generis e ignômio: “O Terrorista Cultural”. Fiz o uso da Internet quando ouvidos moucos não mais me ouviram, fecharam os espaços e as oportunidades de produzir e publicar no site e na revista. Usei a Internet como ferramenta democrática de produção literária. Há 06 (seis meses), novamente, converso com ninguém, contudo, espero ser ouvido e que existo.

          Presidente Wilson Caetano, o objetivo desta carta aberta não é expor a entidade acadêmica, mas explorar a sensibilidade e a honestidade dos diretores acadêmicos e ser ouvido. No dia 19 de abril de 2011, eu estava lá na sala da FICC, com outros idealistas, fundando e discutindo essa entidade literária. Modéstia à parte, sou uma pessoa proba, educada, sem malícia, cidadão itabunense, foram 35 anos como trabalhador em educação, nos principais colégios públicos da cidade: IMEAM e CEI e diretor por 04 (quatro) anos do CEI.

          Não uso o nome nem a imagem da ALITA em meus textos, o escritor declinar o nome de uma entidade literária não acrescenta, todavia, não sei se sou ou não sou, “To be, or not to be, that is the question”, a consciência e os fatos dizem que sou alitano, porém, a irregularidade e os conchavos são mais fortes. No início ainda usei o nome e o símbolo alitanos.

          Eu não me considero um escritor, não obstante ter uma bibliografia razoável. Não me considero um escritor porque não sou profissional, escrevo por diletantismo, nas horas vagas, além de ter dificuldade de escrever, escrevo com transpiração, não com inspiração, concordo com Thomas Mann: "O escritor é um homem que mais do que qualquer outro tem dificuldade para escrever”. Alguns leitores me elogiam, outros não me jogam pedras porque estou distante.

          Presidente Wilson Caetano, estar na hora de encerrar, perdoe-me pela prolixidade, objetivamente, desejo que todo esse imbróglio seja esclarecido, que entre mortos e feridos todos sejam salvos, pois não existe arma mais destrutiva que a PALAVRA usada por mentes maldosas, ela não fere de sangue, mas deixa marcas indeléveis na alma. Fraternalmente, Rilvan Batista de Santana. São Caetano, Itabuna (BA), 27 de janeiro de 2023

 

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Rilvan B. de Santana

 

Nota: a imagem do título é de domínio público (Google)

 

 

 

Carta para os acadêmicos da ALITA

 


Carta para os acadêmicos da ALITA

Aos Ilustres Acadêmicos da ALITA:

Dr. João Otávio de Oliveira Macedo, profa. Margarida Cordeiro Fahel e acadêmica Heloísa Prata e Prazeres.

 

          Prezados Senhores:

 

          Eu tenho um amigo acadêmico que quando as coisas aí estão em convulsão nas sessões ordinárias, ele começa me perguntar sobre a minha vida pessoal e acadêmica, a semana passada, ele perguntou-me: “ Você atuou no estado e município durante quantos anos? Passou por algum processo administrativo? Teve alguma advertência ou suspensão? Teve seu nome incluído algum processo judiciário? (10 de março de 2023).

          Respondi-lhe que não, inclusive, fui diretor do Colégio Estadual de Itabuna – CEI por 04 (quatro anos) e a minha sucessora, profa. Clotildes Conrado, não me pediu prestação de conta, mas as chaves do colégio – conhecia meu trabalho e minha conduta honesta. Disse-lhe também, que foram mais de 35 anos de serviço em educação.

          No dia 15 de março, ele tornou perguntar-me alegando que eram subsídios para me defender: “O que levou você se exaltar com Sônia Maron, que precisou segundo diz Cyro, ele teve de intervir para evitar agressões”, respondi-lhe que era inverdade do Senhor Cyro de Mattos, que não tem feito outra coisa, senão me perseguir com ódio e espalhar fatos não éticos, inclusive, com o seu “O Terrorista Cultural”. Naquele mal fadado dia, em sessão ordinária, solicitei à mesa (presidida pela doutora Sônia Maron), que todos os acadêmicos tivessem sua senha no site para publicar suas produções, evitando assim, monopólio. Confesso aos senhores que elevei um pouco a voz, fui mal-educado, pedi desculpas a posteriori aos membros que estavam presentes nesse dia, inclusive, Dr. Marcos Bandeira elogiou-me na sessão subsequente pelo meu gesto de humildade. O senhor Cyro de Mattos não estava presente nesse dia, algum tempo depois, doutora Sônia Maron escreveu uma carta manuscrita chamando-me de “amigo”, que enderecei à Comissão de Sindicância.

          Embora o ilustre escritor não estivesse presente nesse dia, ele encabeçou uma “Advertência protocolada” sem assinatura da presidente, enviei cópia para “Comissão de Sindicância” que apresentou os resultados para os senhores, conforme “Portaria nº. 02”, 16.03.2023. Não sei os resultados da egrégia comissão que se findou, que tenham agido com isenção e justiça, pois lhes enviei mais de 20 documentos provando que fui injustiçado e fui vítima da maldade, do egoísmo e intolerância de alguém.

          Às vezes, eu fico pensando quanto intolerante são alguns acadêmicos da entidade que ajudei fundar e fui seu 1º. Tesoureiro por mais de 2 anos. Eu pensei que os intelectuais fossem mais democráticos, mais tolerantes, mais generosos e menos egoístas. Hoje, vejo que eles criminalizam por gestos, palavras e opiniões, tive uma postura intelectual independente e sou vítima de 02 (dois) processos “kafkaneanos” , como se eu tivesse cometido algum crime ou manchasse a honra de algum acadêmico, pelo contrário, fui discriminado, sofri preconceito, desonrado (O Terrorista Cultural - Cyro de Mattos) e fui cerceado todo esse tempo, não participando das reuniões, eventos e atividades acadêmicas da ALITA, etc., fatos que penso judicializar um dia se eu tiver necessidade de limpar minha honra e minha conduta.

          Não me lembro que tenha usado o nome da ALITA em minhas produções, se fi-lo, fiz esporadicamente. Pra divulgar também não a usei, eu tenho mais de 6000 (seis mil) “amigos” nas Redes Sociais.

          Essa 2ª. Portaria: “...Quanto à conduta do acadêmico da cadeira nº. 09, por possível infração do Art. 12 e 19/7 do Estatuto da ALITA”. Como é fácil usar pechas, artigos e cláusulas para denegrir e desonrar e prejudicar pessoas ilibadas de corpo, alma e sentimentos. Diria que é um massacre psicológico, não respeitam a minha idade nem a minha história de vida. Em Itabuna já fui vereador, diretor de escola, 35 anos em educação e fui agraciado recentemente com o título de “Cidadão de Itabuna” pela Câmara Municipal, uma vez que sou sergipano de nascimento com orgulho.

          Acho que se fui “criminoso”, “desqualificado”, agressivo, mau-caráter, caluniador, desonrei algum acadêmico, não seria necessário a abertura de 02 processos. Acredito que os acadêmicos têm provas materiais para me expulsarem incontinenti, sem necessidade desses artifícios jurídicos.

          O presidente, Wilson Caitano de Jesus Filho, com devida vênia, não teria necessidade de designar uma nova comissão para apurar os fatos de outra comissão, só decidir, ninguém para contestar, sim, para cumprir.

          Certo da atenção de Vossas Senhorias, desejo que haja o bom senso cartesiano e justiça. São Caetano, Itabuna (BA), Fraternalmente, Rilvan Batista de Santana

 

Rilvan Santana
Enviado por Rilvan Santana em 18/03/2023
Alterado em 18/03/2023

Os cabelos brancos R. Santana

 


Os cabelos brancos

R. Santana

 

     Quando eu tinha 55 anos de idade, surgiram os meus primeiros cabelos brancos ainda escondidos. No primeiro momento foi um choque, percebi que o tempo primeiro dava passagem para o tempo segundo. Não é fácil para o novo perceber que o velho avança. Claro, nem sempre o cabelo branco é sinônimo de velhice, muitos jovens têm os cabelos brancos, aliás, nascem com cabelos loiros claros, com o tempo ficam brancos.

          No início, eu resisti aos cabelos brancos, pensei pintá-los, mas um indiscreto amigo – os cabelos pintados não escondem a idade – fez me ver à inutilidade do eufemismo, nunca os pintei, segui seu conselho, não adianta pintá-los se o resto do corpo denuncia a idade.

          Outro fator que não me estimulou não pintar o cabelo foi a dependência, o indivíduo que pinta o cabelo o faz pelo menos de quinzena se não o fizer o cabelo branco sai despontando sem licença por baixo do cabelo pintado e nas pontas. A dependência angustia, se o indivíduo por qualquer motivo não pinta o cabelo no tempo certo compromete a estética facial, visto que, o cabelo é que deixa a pessoa atraente, sem o cabelo bonito, a beleza do rosto é comprometida.

          Antigamente, os produtos de beleza eram artesanais, pessoas idosas ficavam ridículas: o cabelo preto mais escuro que as asas da graúna destoavam da cor da pele ao invés da beleza, a feiúra. Hoje, os produtos cosméticos e a pintura, além do cabelo, eles limpam, amaciam e hidratam a pele, inclusive, diminuem os sulcos e as rugas da velhice.

          Diz o adágio popular: “Se conselho fosse bom não se dava vendia”, por isto, eu não aconselho ninguém, pois entendo que cada cabeça é um mundo, porém, deixar o cabelo branco crescer é a convicção que cada um toma de sua história. Cada fio de cabelo branco representa anos de experiência. O cabelo branco representa vida, salvo os distúrbios precoces da melanina, o cabelo branco é um processo de anos vencidos.

          O cabelo branco dá status, pressupõe-se que todo sujeito maduro já fez sua independência financeira, intelectual e moral em anos passados. A canção de Tierry “Cabeça Branca” é a realidade dessa fase da vida: “O dono da lancha é o cabeça branca / A champanhe que banca é o cabeça branca / Por que novinha na hora da selfie / Junto com as amigas o coroa nunca aparece”... Porém, o dono da lancha não importa gastar com a novinha se o prazer é maior. O saudoso “Rei da Soja”, Olacyr de Moraes, questionado por um jornalista se as novinhas da noite gostavam dele, respondeu: “Meu amigo, eu gosto muito de camarão. Vou a um restaurante e peço um prato desta iguaria. Eu não pergunto se o camarão gosta de mim... Eu simplesmente como!”, quando ele deu essa resposta ao jornalista abelhudo, o empresário tinha quase 80 anos.

          O cabelo branco não representa honestidade, bom caráter, idoneidade moral, porque no dizer de Rui Barbosa: “Não se deixem enganar pelos cabelos brancos, pois os canalhas também envelhecem”. Ou seja, não se deve confiar pelo fato do sujeito ter a cabeça branca, a velhice chega para todo mundo, “quem não morre envelhece”, é a lei da vida.

          Não se pode negar que a vida é um dom de Deus, portanto, envelhecer é um privilégio, muitos não tiveram o privilégio da idade encanecida, morreram no nascimento, então, moço. Alguém pode se maldizer de ter nascido, queixar-se do dia a dia, porém, nascer é um milagre e ninguém tem o direito de se maldizer, maldizer-se é negar Deus, é um pecado absoluto que é não reconhecer o Espírito Santo.

          Porém, toda regra há exceção, o homem é bom, nem todo homem é canalha, por isto, respeitar os cabelos de uma pessoa é reconhecer sua história, é reconhecer quanto aquele ser representou ou representa na comunidade ou no seu grupo social. Por trás de todo homem existe um passado, portanto, é necessário que o jovem e o adulto respeitem a experiência, o passado e o presente do homem de cabelos brancos, às vezes, curvar-se diante do seu legado.

          Eu abri esta crônica considerando a inutilidade de pintar o cabelo branco cujo objetivo é rejuvenescer o sujeito. Hoje, reconsidera-se a necessidade do prazer como estilo de vida humana. A saudosa Dercy Gonçalves, por exemplo, com quase 100 anos de vida, mantinha seus cabelos (peruca nos últimos anos de vida) pintados e maquiagem perfeitas, outro exemplo longevo é do empresário Silvio Santos, não apresenta seu programa de TV sem os cabelos pintados e maquiagem impecáveis. Para os hedonistas, o prazer é o bem supremo.

          Leitor amigo, se pintar os cabelos lhe faz bem, é de somenos importância quem pense o contrário, aliás, cada indivíduo exerce seu livre arbítrio e seu modo de vida.

 

 

Autoria: Rilvan Batista de Santana

Licença: Creative Commons

 

 

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