11.03.2025

Verbo volant, scripta manent - R. Santana

 


Verbo volant, scripta manent

R. Santana


     Quando adolescente, os meus colegas de escola, colocaram-me o apelido carinhoso de “homem do livro”, não que fosse um aluno brilhante, orador ímpar, mas é que tinha a mania de leitor contumaz. Eu não gostava de estudar, gostava de ler literatura, os livros didáticos são sistematizados, cheios de regras e termos técnicos e desenxabidos. Raro o estudante que lê livro de Química, Física, Biologia e Matemática com gosto, voluntariamente, da primeira à última página, salvo, os vocacionados nessas disciplinas. Eu não tinha desenvoltura na oratória, saía-me razoável na escrita...
     Hoje, lamento a falta de leitura e escrita dos jovens da Internet. Eles valorizam mais a imagem do que a leitura e a escrita. Com a chegada recente do WhatsApp, programa de comunicação completo: escrita, áudio, vídeo, imagem e relações sociais, certamente, o WhatsApp revolucionou a comunicação moderna. Ninguém mais envia uma carta, uma mensagem ou um documento pelos Correios ou por e-mail, eles utilizam seus celulares com esse aplicativo.
     Porém, essas utilidades num só aplicativo, contribuíram para que os jovens se afastassem dos livros, da leitura de textos mais extensos, inclusive, da linguagem oral, as mensagens escritas e orais são econômicas, ninguém quer ouvir um áudio que ultrapasse 2 minutos ou um texto mais de 3 linhas.
     Os insensíveis dizem que saudosismo é coisa de velho. O progresso caminha na linha do tempo, não há retrocesso, o tempo é irreversível, caminha para frente, porém, olhar para trás conforta a alma e prepara o sujeito para o que vem depois. Quem não lembra o prazer de receber uma carta da amada ou de um parente distante? A emoção e o romantismo eram indescritíveis, diferente da frieza do e-mail e do zap. Naquela época, as cartas eram duradouras, algumas romperam épocas, a exemplo das Cartas de Michelangelo, Kafka e Rainer Maria Rilke.
     Por falta de conhecimento, muitos estudantes entram semianalfabetos nas universidades e saem bestializados. Esses estudantes e profissionais liberais depois, sobrevivem no mercado com ajuda dos programas informatizados de cada profissão. Programa pra médico, engenheiro, advogado, psicólogo, etc. O engenheiro, a exemplo, o programa informatizado apresenta a casa pronta, sala, os quartos, os banheiros, o telhado e os móveis em cada compartimento.
     Antigamente, as pessoas diziam que o “Aurélio” era o “pai dos burros”, atualmente, é o Google. Claro que o Google é uma biblioteca eletrônica sem igual, é um grande instrumento de pesquisa. Não existe um instrumento físico com tantas informações. As bibliotecas convencionais possuem milhares de volumes em seus acervos, mas essa biblioteca eletrônica é inigualável e conteúdo atualizado diuturnamente.
     Porém, essa fonte eletrônica de pesquisa e aprendizagem é usada de forma an passant e superficial pelos estudantes. O estudante tem usado o Google para retirar cópia do conteúdo, não para aprendizagem. Depois, ele apresenta o trabalho de pesquisa ao professor como resultado de sua reflexão e criatividade. Este procedimento é usado por estudantes de todos os níveis de escolaridade. O Google não deve ser usado como única fonte de pesquisa pela superficialidade de seu conteúdo, principalmente, nos trabalhos de conclusão de curso - TCC.
     Ler e estudar têm mais ou menos o mesmo significado: “assimilar o conhecimento”, porém, são diferentes na prática: a simples leitura, necessariamente, se apreende, se aprende; enquanto estudar, necessariamente, se apossa do conhecimento. A simples leitura não cria compromisso, diferente do estudo que é sujeito de aprendizagem e conhecimento. Estudar através da web, também, é contraproducente e incômodo, ninguém vai estudar aqui, ali e acolá, com o computador a tiracolo, mesmo que seja, um Smartphone.
     Saber é poder. Quem possui conhecimento, informação, domina e não é dominado. Contudo, o conhecimento é para ser compartilhado, quem o detém e não o compartilha, não valoriza sua dimensão benéfica. Se o médico alemão Robert Koch não tivesse compartilhado com o mundo daquela época, a descoberta do “bacilo da tuberculose”, não teria salvo milhões de indivíduos ao longo de décadas.
     Enfim, o provérbio “verbo volant, scripta manent”, a palavra voa e a escrita permanece, significa que o livro é o principal repositório do conhecimento e, da escrita. Não é demais produzir livros, o livro deixa o homem de alma leve e o ajuda pensar.



Autor: Rilvan Batista de Santana
Licença: Creative Commons

Membro da Academia de Letras de Itabuna - ALITA

Imagem: Google

O saudosista - R. Santana

 


O saudosista - R. Santana


     O saudosista, sustenta que “o passado define o caráter do indivíduo, influi no presente e projeta o futuro”, diz mais: “o homem que não tem saudade do seu passado distante (infância, adolescência e juventude) não tem alma”. O homem equivale uma árvore, o passado é sua raiz, o tronco é seu desenvolvimento físico e psicológico, os galhos suas escolhas, as folhas são as vidas aparentes e os frutos suas produções. O significado do passado é diferente para cada indivíduo, porém, a saudade da primeira fase da vida do homem é igual.
     Os problemas existenciais do homem existiram, existem e existirão em qualquer fase da vida. Se me fosse dado o direito de definir o homem, leitor, diria que enxergo no homem um problema, isto é, cada pessoa é um problema de solução definitiva: a morte. A diferença do problema do passado com o problema atual é que o problema do passado foi solucionado ao longo do tempo e o problema atual potencializa solução sempre, nem sempre agradável. Quantas vezes ouvimos alguém dizer: “eu era feliz e não sabia”.
     O prazer humano e a felicidade não estão nos palácios, nas casas de luxo, nos carros de último modelo, nos helicópteros, nos iates, no poder político, nas riquezas acumuladas e no dinheiro. O prazer humano e a felicidade estão nas coisas simples, terrenas e espirituais. Quem não guarda na memória distante um banho de riacho? Um passeio a cavalo? Trepar numa árvore para pegar uma fruta? Olhar o Sol se esconder no horizonte? Jogar uma pelada num campo de várzea? Tomar banho de lama sob uma chuva torrencial? Olhar as ondas do mar depois de sentir a areia nos pés? São prazeres dos primeiros tempos que ficam para sempre na alma do homem.
     As pessoas novas dizem que saudosismo é coisa de velho. Valorizar demais o passado não condiz com a vida moderna, com o desenvolvimento da ciência e da tecnologia. Todavia, os idosos absorvem pouco e pouco esses avanços tecnológicos e científicos atuais sem se deixarem escravizar e esquecer o passado. Não se pode desprezar o IDH, porém, não se pode colocar embaixo do tapete o aumento de suicídios, de pessoas depressivas, de feminicídios, generocídios, de mortes violentas, de infanticídios, de estupros, de pessoas que recorrem às drogas para continuarem a viver, de poluição dos rios e dos mares, de desmatamento das florestas amazônicas, da poluição sonora e a poluição do ar.
     O homem perdeu sua liberdade, as casas são fechadas com grades de ferro, as pessoas abastadas, financeiramente, contratam seguranças, os condomínios são fechados eletronicamente e os carros são blindados.
     Um tempo não muito longe (antes dessa tecnologia, dessa ciência contemporânea), o homem tinha liberdade de ir e vir, de prosear com o vizinho no terreiro, namorar no jardim, participar de um luau, cantar no meio da noite na janela de sua amada, dormir sem ser molestado por bandidos, não havia sequestro relâmpago, nem sequestro duradouro, nem as doenças infectocontagiosas atuais. E, a quantidade de gênios da humanidade, em todas as áreas, que floresceram nos Séculos XIX e XX são incontáveis.
     Na comunicação houve uma revolução no Século XXI. Com o advento da Internet, da informática, dos computadores, dos minicomputadores e dos smartphones, a comunicação escrita, a comunicação de voz e imagem, ela é feita em tempo real. No entanto, esses instrumentos modernos de comunicação trouxeram mais malefícios que benefícios. É evidente que os meios simplórios de comunicação de antes, como carta, telegrama, redes telegráficas, hoje, são obsoletos e inviáveis, todavia, eram mais seguros e criativos.
     A comunicação moderna produz pessoas bitoladas com linguagem sumária, sintética, sem apego à gramática, à imaginação, à criatividade e à quebra de sigilo. A linguagem da Internet é um retrocesso cultural, o livro foi deixado de lado, não existe mais o hábito de leitura. Todas profissões têm seus programas específicos, basta fazer o download do programa e o sujeito será atendido.
     As Redes Sociais aproximam pessoas, propiciam relacionamentos afetivos, promovem o comércio virtual, mas essas redes, também, têm perpetrados muitos crimes contra a vida, roubos de bens materiais, estelionatos e crimes éticos e de honra. As plataformas e os sites, muitas vezes, são mexidos pelos hackers que desviam contas bancárias e conversas de autoridades políticas e judiciais. Eles são capazes de desestruturar os softwares e os hardwares mais protegidos.
     Por isso, a saudade daquele tempo inocente, que não havia a maldade de hoje, o jovem respeitava a sabedoria do velho e a autoridade dos pais. A família de pai e mãe era a base da sociedade. Havia respeito pelo patrimônio do outro, ladrão só de galinha e a palavra era documento. Não se conhecia a palavra “corrupção” e as autoridades deixavam os cargos com o mesmo patrimônio que iniciou.
     Não havia corrupção de costumes nem desvios de condutas. Quando alguém destoava do comportamento aceitável era alijado e desprezado pela comunidade e tinha de sumir!... Ninguém conhecia cocaína, maconha, ecstasy, LSD, heroína e crack. Os únicos vícios inocentes eram uma cachacinha para almoçar, uma cervejinha e um maço de cigarros para pitar nos finais de semana.
     Os desavisados podem pensar que o saudosista é um aficionado romântico pelas coisas e ideias do passado, não, o saudosista recorre ao passado para explicar o presente. O presente é injusto e o futuro obscuro. Antigamente, a mesa do pobre era farta, principalmente, se o sujeito fosse lavrador ou agricultor. Hoje, as riquezas se concentram nas mãos de poucos e, pobres e miseráveis são maioria na sociedade.
     Enfim, não se pode tampar o Sol com a peneira, a tecnologia e a ciência avançam cada dia, porém, são incapazes de conter as endemias, as pandemias e as doenças crônicas. Raramente, o homem chega aos 60 anos de idade sem nenhuma comorbidade, a exemplo de: pressão alta, diabetes, câncer. Portanto, porque não valorizar o passado? Se o passado é a nossa memória, é a nossa história e o nosso eu!...

 

 


Autor: Rilvan Batista de Santana
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Membro da Academia Brasileira de Letras - ALITA

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O pai e o filho - R. Santana

 


O pai e o filho - R. Santana


“Na verdade, na verdade, te digo que, quando eras mais moço, te cingias a ti mesmo, e andavas por onde querias; mas, quando já fores velho, estenderás as tuas mãos, e outro te cingirá, e te levará para onde tu não queiras. ” (João 21: 18)

- Filho, preciso lhe falar!
- O quê? Fale!
- Filho, falar sobre a vida... a minha solidão... a minha depressão... as minhas necessidades... os meus netos... alguém que me diga que vale a pena continuar!
- Pai, não tenho tempo para conjeturas, filosofar... O trabalho me absorve, além disto, eu tenho que cuidar dos meus filhos e minha mulher!
- Filho, quando você era criança, eu lhe cuidava e cuidava de seus irmãos, sua mãe e seus avós, havia tempo pra tudo. Não lembra?
- Não!
- Eu fico aqui, sozinho, converso com as paredes, converso com ninguém... Você só aparece de caju em caju!
- Meu pai, já lhe disse, não tenho tempo. O senhor quer sacrificar o meu casamento?
- Não, não!
- O senhor brigou com sua nora!
- Não filho, ela que me colocou pra fora de sua casa, com ciúme dos meus netos, se eu não tivesse esta casa, iria morar na rua!
- Nem todo mundo tem paciência com velho... Preciso da mãe dos meus filhos – acrescentou:
- O senhor precisa sair, jogar conversa fora com os velhos no jardim da praça, fazer amigos, fazer caminhada, tomar uma cervejinha no bar da esquina, não ficar, aqui, colado à televisão o tempo todo. Viva e deixe-me viver com minha família. Quer ir para um abrigo de idosos?
- Hahaha! Seus irmãos concordariam?
- Os meus irmãos moram muito longe, têm seus problemas. Há anos se correspondem só por telefone, agora, pelo WhatsApp, eles estão se lixando... Eles comeram o milho, eu, o sabugo!
- Quer dizer que eu sou o sabugo!?
- É a maneira de dizer meu pai, porém, é uma realidade. Hoje, o senhor não mais produz, não faz nada, só me faz dar trabalho.
- Filho, eu não posso trabalhar com tantas comorbidades nem andar jogando conversa fora. Estou lhe pedindo que fique mais comigo, venha ver seu pai mais vezes e quero ver os meus netos!
- Já lhe disse que não tenho tempo. Quanto aos seus netos é com a mãe deles. Por que não vai vê-los?
- Não seria recebido por sua mulher!
- Então não me culpe – o velho explodiu:
- Você é um filho ingrato! Quantas vezes mudei suas fraldas? Quantas vezes lhe dei banho? Quantas vezes lhe levei para seus avós? Quantas vezes fiz horas extras na empresa sem vontade para não lhe faltar comida e aos seus irmãos? Quantas vezes lhes levei ao cinema ou ao circo? Quantas vezes levei você e seus irmãos para o futebol de várzea? Quantas vezes eu e sua mãe deixamos de jantar para que vocês não fossem pra cama de barriga vazia? Sem conta!...
- Pai, os tempos eram outros!
- Não, não, os filhos é que são outros!...

 

[***]

Um mês depois:

Diário de Notícias: "Pai depressivo e sozinho, escolheu o ponto mais alto da cumeeira da casa, amarrou uma corda no pescoço e se jogou..."


Autoria: Rilvan Batista de Santana
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Membro Academia de Letras de Itabuna

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“Sim!?” ou “Não!?” - R. Santana

 


“Sim!?” ou “Não!?” - R. Santana

É assim que o inquisidor torquemada da CPI, o senador Renan Calheiros, pergunta quase gritando aos seus depoentes. Esse sistema binário usado pelo senador, contribui para contradição, essa lógica de “Sim?” ou “Não?”, induz ao erro. O saudoso senador Jarbas Passarinho, presidente da CPI do “ORÇAMENTO”, dizia que se o sujeito não justifica sua narrativa após uma pergunta capciosa com as respostas “Sim?” ou “Não?”, ele se incrimina de qualquer jeito, veja o exemplo: “O senhor ainda bate em sua mãe?”, se ele responde: “Sim!”, ele ainda bate na mãe, mas, se ele responde: “Não!”, é que batia e deixou de bater, principalmente, se a pergunta foi feita sob forte pressão psicológica e sem o depoente justificar.

Essa CPI da Covid-19 já recebeu vários nomes pejorativos: CPI da cloroquina, CPI do ódio, CPI do circo, CPI da vergonha, etc., etc. O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), foi quem teve a inciativa de apurar as omissões do governo federal e a falta de oxigênio em Manaus. O senador Girão (Podemos-CE), solicitou à comissão ampliar o inquérito para os estados, os municípios e o Distrito Federal, notadamente, os governadores e os prefeitos que tiveram ações da PF para apurar os desvios de recursos da União. Porém, pela Constituição Federal, não se pode convocar governadores nem prefeitos, mas convidá-los, ou seja, eles não podem ser indiciados, salvo, pela justiça e legislativo dos seus estados e municípios.

Hoje, a população não xiita está ciente que o objetivo da CPI é “sangrar o presidente até seu último suspiro”. Rejeitaram o tratamento e a orientação precoces, além da restrição profissional dos médicos e a censura do off label. Claro, nenhum médico quer responder um processo no CRM. Alguns integrantes da CPI, acusam o presidente de negacionista e negligente na compra de vacinas, mas não analisaram as circunstâncias, daquela época, para adquirir a Corona Vac ou Pfizer ou outra vacina. O presidente estendeu o auxílio emergencial para milhões de brasileiros e não apoiou o lockdown e comprou mais de 500 milhões de vacinas para serem entregues até o final do ano.

O relator não irá relatar pela obra, mas pelos detalhes da obra, é como se alguém analisasse um quadro de Van Gogh e se prendesse aos detalhes da moldura. Além do consenso de todos integrantes da CPI que o relator, a priori, já fez sua peça acusatória ao presidente Jair Bolsonaro.

Não se compreende uma CPI para apurar as omissões do governo e a falta de oxigênio em Manaus, que possui na Comissão, membros sem princípios éticos e morais. Segundo os principais meios de comunicação, o senador Renan Calheiros e o senador Omar Aziz e família respondem a processos na justiça do estado amazonense e no STF. O fato é que ali não tem inocente, porém, políticos que enriqueceram e se locupletam, diuturnamente, dos recursos públicos, desvios na saúde, na infraestrutura, na educação, na segurança, enfim, nas hostes dos governos municipais, dos governos estaduais e governo federal.

Segundo os experts em política partidária e ciência política, essa CPI surgiu para trazer à tona senadores que estavam na obscuridade política, um palanque a nível nacional, pois o próximo ano é de eleição. A maioria tem pretensão de alçar voos aos governos dos seus estados e até presidente da República. Sem escrúpulos, eles buscam rasteiramente, encontrar um culpado para morte de quase 500 mil pela pandemia do coronavírus.

Quando dava forma a este texto, o deputado federal Capitão Wagner Souza Gomes (Pros-Ceará)), levou ao conhecimento dos seus colegas, no plenário da Câmara Federal, o abuso de autoridade do senador Omar Aziz (PSD – AM), que em plena sessão, chamou de “oportunista”, o senador Eduardo Girão. O capitão Wagner insinuou ainda que o presidente da CPI-COVID-19, foi acusado de pedofilia, por ter passado uma noite em orgia com menor de idade. Bem, são acusações sérias que devem ser resolvidas pelos envolvidos e pelo judiciário. Se faz necessário dizer que essas questões particulares não interessam ao povo, interessa sim, a solução da pandemia.

Não se pode tripudiar em cima dos mortos, isto é que os membros da Comissão Parlamentar de Inquérito - CPI, estão fazendo sem respeitar os sentimentos dos parentes das vítimas, notadamente, eles têm de forma tendenciosa politizado a pandemia para atender aos seus desejos escusos. Ninguém de fato tem interesse resolver o problema da Covid-19, porém, eles usam essas mortes por motivação política.

Os epítetos desairosos sobre a CPI não constroem, porque o nosso inimigo comum é o vírus. Neste momento de morte da Covid-19, é contraproducente a politização política dessa doença. Se os membros da CPI quisessem, realmente, diminuir as mortes, eles teriam que promover ações em todos os níveis de governo, com ações sanitárias, infraestrutura de saúde, tratamento e orientação precoces e vacina para o povo e não ficarem procurando um culpado pelos efeitos dessa pandemia.

Porém, essa CPI se transformou num “Tribunal de Inquisição”, uma CPI do horror, pelo tratamento que dispensa aos seus convocados ou convidados. O constrangimento, a falta de respeito, o cinismo, o arbítrio, o satanismo, a ousadia e a falta de educação que tiveram com as médicas Nise Yamaguchi e Mayra Pinheiro serão páginas indeléveis da história das comissões parlamentares de inquérito.

Rilvan Batista de Santana
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Vida simples - R. Santana

 


Vida simples - R. Santana
 

     Hoje, a vida perdeu sua simplicidade. Não vivemos, existimos... Existimos como pessoa física, existimos como pessoa moral, existimos como pessoa ética, existimos como pessoa jurídica, existimos como pessoa de família, existimos como pessoa social, existimos como pessoa econômica e financeira, mas não vivemos a simplicidade da vida.
     O homem contemporâneo é escravo das coisas materiais. A vida moderna cria encargos financeiros, econômicos e sociais perenes. A sociedade exige cada vez mais que o homem não se satisfaça com pouco, mas se satisfaça com mais e mais. Homem de sucesso é aquele que acumula riquezas materiais e efêmeras e não riquezas morais e espirituais. A evolução moral e espiritual não dá condição de vida material ao homem, mas lhe dá felicidade.
     A felicidade está na simplicidade, no desprendimento do excesso, do supérfluo e do acúmulo. A felicidade é um estado de espírito, de abnegação dos prazeres e disciplina da vontade. Não é condição necessária ser feliz morar numa oca no Parque Nacional do Xingu ou morar no castelo de Windsor na Inglaterra. A felicidade é individual não é um estado de d´alma coletivo, além de não ser um estado duradouro.
     A tecnológica e a ciência trouxeram nova qualidade de vida física para o homem, concomitante, surgiu um mercado consumidor de produtos de tecnologia avançada e que se renova cada dia. A sociedade é pressionada consumir por necessidade e pela cultura consumista que se originou com o apelo da mídia. Não se é contra a tecnologia nem se é contra a ciência, porém, as expectativas e o consumo exagerado desses produtos geram transtornos de ansiedade, de angústia, de depressão, de afetividade e outras doenças mentais.
     A história da humanidade traz lição de vida simples que o tempo não conseguiu apagar de alguns protagonistas. O mais folclórico foi Diógenes, o Cínico. Diógenes (412 a. C. - 323 a. C.), foi discípulo de Antístenes, fazia da pobreza uma virtude e a autossuficiência uma prática. Dormia num barril e percorria as ruas de Atenas com uma lamparina acesa procurando um homem honesto. Conta-se que certa feita, descansava sob o sol matinal quando Alexandre, o Grande, parou o animal em sua frente e lhe perguntou: “Tudo que me pedires te darei”, sem se mover, ele respondeu: “Não me tires aquilo que tu não podes me dar”, é que o cavalo do imperador fazia sombra, lhe impedia os raios de Sol. Diógenes entendia que a felicidade era o exercício do autodomínio e da liberdade. O sujeito para ser feliz teria que ter livre-arbítrio, independência e determinação para decidir seu destino.
     Outro exemplo de desprendimento foi Sócrates (470 a.C. – 399 a.C.), ele vivia às expensas dos discípulos, principalmente, Platão, Aristófones, Xenofonte e Aristipo de Cirene etc. Sócrates não via com bons olhos os sofistas, pois os sofistas ensinavam os jovens que lhes remuneravam, Sócrates não cobrava “dez réis de mel coado” dos seus alunos.
     Sócrates foi um exemplo de abnegação e renúncia. Pobreza era sinônimo de ignorância, o importante era a busca do conhecimento, para conhecer o outro, teria que conhecer a si, “conhece-te a ti mesmo”. Sócrates foi levado a beber cicuta por “corromper a juventude com os seus ensinamentos”. Não deixou nada para sua mulher.
     Jesus Cristo ensinou o valor da simplicidade e o amor ao próximo com atos e palavras. Os cristãos afirmam que Jesus Cristo é “Filho Unigênito de Deus”, para os não cristãos, Jesus Cristo foi um grande filósofo humanista. Um virtuoso... Suas palavras permanecem vivas e atuais: “Considerai como crescem os lírios do campo: eles não trabalham nem fiam, contudo vos digo que nem Salomão em toda a sua glória se vestiu como um deles” ( Mateus 6:25-34)
     Noutra passagem do Novo Testamento, Ele fala da inutilidade de acumular riquezas: “Derrubarei os meus celeiros e construirei outros ainda maiores, e ali guardarei toda a minha safra e todos os meus bens. E assim direi à minha alma: tens grande quantidade de bens, depositados para muitos anos; agora tranquiliza-te, come, bebe e diverte-te!” Contudo, Deus lhe afirmou: “Tolo! Esta noite arrebatarei a tua alma. E todos os bens que tens entesourado para quem ficarão?” (Lucas 12).
     Vida simples é desvencilhar-se de tudo que é complicado. Não é fácil para o homem moderno ter uma vida moderada quando a sociedade moderna é desregrada e consumista e os princípios éticos, morais e religiosos são corrompidos. Vida simples não é cinismo, não é o cinismo de Diógenes. Vida simples é desobrigar-se do excesso, do desnecessário e do inútil. Vida simples, também, não é sinônimo de irresponsabilidade e de fraude. O homem simples não se isenta de suas obrigações e deveres. Não confundir vida simples com dificuldade de sobrevivência ou mendigo. Vida simples não é ostentação, luxo, nem ser perdulário incorrigível. Vida simples é viver em harmonia e em paz consigo mesmo e o mundo.
     Chegará o tempo que o homem será menos existência e mais vida, menos corpo e mais alma. Vida simples não é carência, é compartilhar o que sobra.


Autoria: Rilvan Batista de Santana

Membro fundador da Academia de Letras de Itabuna
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Carta para Silmara Oliveira - R. Santana

 


Carta para Silmara Oliveira - R. Santana

Prezada Senhora:

A História não se apaga. Os rastros, as pegadas, os sentimentos externados e as palavras ditas são potencialidades energéticas que ficam no espaço por onde a gente passa, quer queiramos ou não, nós somos escravos da História. Portanto, não adianta usar artifícios não éticos para esconder a verdade. Ela um dia aparecerá independente do nosso humor, do nosso caráter, de nossa vontade.

Deixei de frequentar a Academia de Letras de Itabuna – ALITA, desde que a senhora assumiu a presidência da entidade 4 anos passados. Tentei voltar, mas, eu fui impedido por falta de “clima”, conforme suas palavras no Shopping Jequitibá, nesta cidade. Porém, nunca deixei de acompanhar as atividades da academia de longe. Esta semana, eu fiquei estupefato: - a academia não me registrou em seu novo site como um dos seus fundadores e apagou todas as minhas produções literárias, para ser preciso, quase 30 textos literários e alguns livros digitais. Se não tivesse esses originais, todo o trabalho teria sido jogado no lixo.

O meu nome consta no “Estatuto” e no “Regimento” da ALITA e registrado no “Cartório de registro de títulos e Documentos”, salvo, se ilegalmente foi feito outro Regimento e outro Estatuto. Não sei se fui expulso da academia através de processo, se o fui, eu fui expulso por algum processo espúrio porque não tive a defesa jurídica de praxe, num ato arbitrário, discricionário, que não seguiu às regras previstas em Lei.

Hoje, têm novos acadêmicos, porém, é condição necessária que os fundadores históricos, patronos e a primeira diretoria constem na página: ACADÊMICOS. No site de origem havia um quadro de 40 acadêmicos / patronos e membros correspondentes.

O site está modernizado, no entanto, não se pode apagar o esforço financeiro, o trabalho e os ideais daqueles que contribuíram para construção da nossa entidade literária.

Peço-lhe que se digne autorizar a correção do site, corrigir as injustiças editoriais. O site e a revista não devem ser de conteúdo tendencioso, que contemplem todos os acadêmicos alitanos. Fraternalmente, Rilvan Batista de Santana, Itabuna, 06 de agosto de 2021.
Rilvan Santana
Enviado por Rilvan Santana em 11/08/2021
Alterado em 13/08/2021

Retaliação na Academia de Letras de Itabuna ALITA - R. Santana

 


Retaliação na Academia de Letras de Itabuna ALITA - R. Santana

Conheci o escritor Cyro de Mattos no dia 19 de abril de 2011. Eu o conhecia pela imprensa local. Conhecemo-nos na fundação da Academia de Letras de Itabuna – ALITA, nas dependências da FICC, naquela época, ele era o seu presidente. Foi um encontro de trabalho, nesse dia, 15 ou 16 membros formaram a primeira diretoria. O ex-juiz Marcos Bandeira presidente e fui escolhido 1º. Tesoureiro, Cyro de Mattos, o diretor da revista “Guriatã”, além de outros membros da diretoria. Ficaram na pauta para outras sessões o Regimento e o Estatuto, a logomarca, o brasão e o patrono Adonias Filho.

Fiquei feliz saber que daquele dia em diante iria conviver com intelectuais de escol, a exemplo de Rui Povoas, Dinalva Mello, Carlos Eduardo Passos, Sônia Maron, Sione Porto, Antônio Laranjeira...

No dia 22 de maio de 2011, produzir um texto: “Conheci um imortal”, elogiando o escritor Cyro de Mattos e o publiquei em alguns sites específicos do país. Essa crônica foi uma homenagem que fiz ao escritor do Sul da Bahia pela sua produção literária regional.

Algum tempo depois, a admiração que tinha pelo autor, transformou-se em decepção, pois, o escritor Cyro de Mattos indicou 90 % dos membros da academia e 100% dos membros correspondentes e foi decisivo na eleição de 3 presidentes, inclusive, a eleição da presidente atual que trabalha e mora em Itajuípe. Ele controla, também, as produções e as publicações da revista “Guriatã” e do site da ALITA. O site e a revista são repositórios de suas produções, homenagens e prêmios. Hoje, o escritor Cyro de Mattos é o Golbery do Couto e Silva da Academia de Letras de Itabuna – ALITA.

O site original tem um quadro de 40 membros/patronos respectivos mais membros correspondentes. Hoje, o novo site, a página de membros traz 24 membros (não estou nessa página), que é de os outros 16 membros? Morreram tantos membros em 10 anos? Não! Mesmo que tanta gente tivesse morrido, não se poderia apagar a verdadeira História da Academia de Letras de Itabuna.

A nova diretoria, liderada pelo escritor Cyro de Mattos, conseguiu até negar o brasão original: “Litterae Fraternitatis” (Fraternidade na Literatura) por “Litteris Amplecti” (Letras no envelope, carta). Na página de produção literária atual, extinguiram os meus textos literários e os meus livros digitais, se não tivesse arquivado os originais, esse trabalho de antes teria sido jogado no lixo. Na página da História da Academia, esqueceram que eu fui um dos seus fundadores, isto é, mais uma maneira de ser apagado da Academia de Letras de Itabuna – ALITA.

Certa feita, numa descontração do ex-juiz Marcos Bandeira, justificou a imortalidade do nosso escritor Sul da Bahia: “Cyro de Mattos pra se imortalizar, basta morrer!”, evidente que o nosso querido juiz referiu-se ao trabalho literário do escritor. Porém, para alguém se imortalizar na memória de Deus e do homem, é condição necessária, não só as obras literárias ou científicas, mas ações e obras humanas e virtudes como: generosidade, humildade, bondade, alocentrismo, empatia, compreensão e altruísmo. Se alguém é desprovido dessas virtudes, sua obra é efêmera e vazia.

"Conhecimento auxilia por fora, mas só o amor socorre por dentro" (Albert Einstein)

É humano respeitar a idade do escritor Cyro de Mattos, respeitar sua trajetória, não é fácil produzir 54 livros, é mais transpiração do que inspiração, uma vida, principalmente, ele ainda produz literatura aos 82 anos de vida e a maior parte desses anos de vida foi dedicado à produção literária e à divulgação.

Lamenta-se sua presunção, sua arrogância, sua falta de generosidade e sua retaliação maldosa aos pseudos inimigos. É necessário que ele tenha consciência que quantidade não é qualidade. Franz Kafka se imortalizou, apenas, com 2 livros: “O Processo” e “A Metamorfose”. Euclides da Cunha se imortalizou com “Os Sertões”, Antoine de Saint Exupéry com “O Pequeno Príncipe” e Jean-Paul Sartre, existencialista, escreveu demais, mas ficou popular com os livros: “A Náusea” e “O Muro”.

O escritor Cyro de Mattos não teve ainda a felicidade de produzir um Best Seller. Quem já leu: “Os ventos Gemedores?”, “O palhaço bom de briga?”, “O menino camelô?”, “Os brabos?”, "O velho campo da desportiva?", "Vinte poemas do rio?", etc., etc., livros nunca vistos no ranking dos mais lidos ou menos lidos na literatura nacional ou regional. Portanto, o escritor de Itabuna ainda não encontrou o “veio da mina”.

Faz uma semana que comuniquei à presidenta Silmara Oliveira, presidente da ALITA, que meu nome não consta na História da academia no novo site da ALITA. Comuniquei-lhe, também, que todas as minhas produções e livros digitais foram extintos, que meu nome e minha sucinta biografia não constam no site da entidade, também, meu nome não consta na sessão de posse de todos os acadêmicos no auditório da FTC, em 05 de novembro de 2011, presidida, naquela época, pelo presidente Academia de Letras da Bahia - ALB, Aramis Ribeiro Costa.

Fiz uma carta (não recebi a resposta nem a receberei) à presidente da ALITA, para seguir os trâmites legais, porém, com devido respeito, ela não resolve, quem resolve, quem dirige de fato a academia e faz tempo que me persegue e prejudica-me entre os meus pares, que sempre me retaliou é o diretor da revista "Guriatã" e escritor Cyro de Mattos, cujo motivo para me retaliar foi criticar sua centralização de poder, conduta tendenciosa e autoritária.

Enfim, acredito que as boas ações retornam aos que fazem o bem e o mal na mesma proporção. A maldade não prevalecerá por muito tempo e a verdade será restaurada um dia... Hoje, satisfaz-me esta história ter o testemunho de milhares de pessoas nas redes sociais.



Autoria: Rilvan Batista de Santana
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Deus, pátria e família - Rilvan Santana

 


Deus, pátria e família - Rilvan Santana

Contenta-se a alma quando se fala de “Deus, pátria e família”. Nós vemos Deus na natureza e sentimos Sua presença no dia a dia. Ele não é nosso algoz, Ele é nosso Pai, nascemos regidos pelo livre arbítrio, isto é, somos livres para pensar, sentir e agir, Nós somos responsáveis pelas nossas atitudes. Ele sempre perdoa os nossos pecados se nos arrependemos: “...se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça” (1 João 1:8 – 9).
A pátria não é só o lugar onde nascemos. A terra que nascemos, também, é o lugar onde construímos o nosso patrimônio psicossomático, ou seja, onde crescemos e desenvolvemos os nossos sentimentos, as nossas emoções, a nossa afetividade, a nossa memória e as nossas funções intelectuais.
Existe um vínculo afetivo e cognitivo extrassensorial do sujeito com sua terra, é uma coisa inexplicável, o sujeito pode fazer o maior sucesso econômico, financeiro, intelectual e afetivo noutro lugar, porém, ele se completa quando volta pra sua terra, lugar onde enterrou o seu cordão umbilical e nela quer morrer.
A família é a célula mater da sociedade, o vínculo é genético ou por afinidade. Hoje, há vários tipos de família e falamos da família natural, tradicional, daquela que se originou de ascendentes e descendentes, avós, pais, mães e filhos. A família do sujeito é tão forte que define seu destino. Ninguém nasce na cabeça de um “toco”, todo mundo tem família, parental ou não parental, mas todos carregam uma herança genética e afetiva fundamentais em sua vida.
Caro leitor, teci os comentários iniciais de “Deus, pátria e família” para embasar o que penso sobre a ideologia política de direita e a política de esquerda, os direitos individuais e o papel do governo. Ultimamente, o comunismo chinês avança no mundo. No “Fórum Econômico Mundial” em Davos, Xi Jinping declarou: “A China seguirá promovendo o desenvolvimento na direção de implementar a agenda 21 para o desenvolvimento sustentável”. Noutra oportunidade, ele disse: “Chegou à hora do país liderar o mundo”. Em nosso país, o embaixador chinês Yang Wanming tem sido inconveniente na política brasileira.
O comunista não tem compromisso com “Deus, pátria e família”, seu deus é o estado, a terra é o meio de produção e riqueza e a família é o partido comunista.
Faz pouco tempo que recebi um vídeo de André Basílio, ele denunciou um encontro de mais de 300 partidos do mundo com o partido comunista chinês. O PMDB e o PT e outros partidos do país da esquerda estavam lá. O presidente do PMDB foi o porta-voz da turma e fez um relato dos trabalhos ocorridos: “Uma discussão de alto nível sobre o terrorismo, o protecionismo, o meio ambiente e a paz". Ressaltou, ainda, a presença na reunião do presidente Xi Jinping e seus ministros.
A proposta da esquerda não se sustenta no mundo moderno. O governo tem atuação maior na sociedade proletária, o programa de privatização das estatais é quase zero. A política de educação e a política de saúde são controladas pelo estado. Os meios de produção são por demais regulamentados. A esquerda não valoriza as leis de mercado e possui uma política de aumento de imposto, além de estimular à invasão de propriedades privadas rurais e urbanas. O governo da esquerda enfeixa todas as ações políticas e administrativas do país.
A esquerda propõe aumentar o imposto sobre o patrimônio dos ricos para atender aos programas de infraestrutura e aos programas assistenciais. Sua política econômica de igualdade proporcional de renda é uma utopia de Karl Marx, Lênin e Friedrich Engels, foi um fracasso na União Soviética e em Cuba, deu certo na China porque o antecessor de Xi Jinping, Deng Xiaoping abriu a economia chinesa para o mundo, contrariando os princípios comunistas tradicionais de mercado.
Algumas pautas da esquerda agridem a sociedade conservadora do país. A esquerda é a favor da lei do aborto, do casamento homoafetivo e celebra a pesquisa com células-tronco. Eles não dizem de público, mas os políticos de esquerda possuem o mesmo pensamento de Karl Marx sobre a religião: - O “ópio do povo”. O nosso país é religioso, seu povo possui uma crença inata na existência de um poder superior, portanto, os líderes esquerdo-comunistas falam de religião com a fé dum ateu, fé tão verdadeira quanto o diabo se converter.
Por outro lado, o mundo caminha para direita política conservadora, um governo forte, mas sem prejuízo da liberdade, das pautas liberais econômicas, a exemplo de privatização das estatais, total autonomia do mercado, redução de impostos, maior flexibilidade nos contratos de trabalho e redução dos gastos públicos e programas assistenciais aos pobres. A direita conservadora é tradicional, mas não é radical, é democrática, contribui para o bem-estar da sociedade e a garantia dos direitos individuais e a garantia da propriedade privada.
Contrariando Karl Marx, a religião é o “freio social”, a crença num Ser Altíssimo que contribui na preservação dos bons costumes e a prática de condutas sadias. O homem religioso não pratica a concupiscência, a maldade, a perversão dos costumes e o trinômio Deus-Pátria-Família é o centro da vida para o pensamento de direita. O governo de direita não apoia certas relações afetivas espúrias, o casamento homoafetivo, a união estável de pessoas do mesmo gênero, novo tipo de família e direito de herança para casais homossexuais. A direita não estimula a mudança de sexo, também, não estimula a discriminação, respeita a orientação sexual de cada indivíduo, mas não atribui privilégios às minorias em detrimento das maiorias.
Caro leitor, o futuro lhe pertence, seu compromisso com a história é inalienável. Todos nós seremos responsáveis pelo bem-estar de nossos filhos e netos no futuro, portanto, cuidado com o avanço do comunismo em nosso pais, deseja que seus filhos ou netos lhe cobre no futuro por sua omissão histórica? Temos, neste momento, de fazer alguma coisa dentro da Lei para que nosso país não seja prolongamento de alguma potência comunista.
Leitor amigo, nós somos uma grande nação, possuímos a maior floresta do mundo, a maior reserva de água e riquezas minerais que ninguém tem, somos um povo trabalhador, empreendedor e bom, não podemos nem devemos ser escravo de alguma ditadura comunista chinesa ou cubana, somos e seremos responsáveis pelo nosso destino.
A nossa bandeira é azul, verde e amarelo. O nosso distintivo de dignidade é “Ordem e Progresso”, da filosofia positiva de Augusto Comte, o distintivo operário comunista de “Foice e Martelo”, é contra os nossos princípios cristãos de não beligerância, amor e paz.
Este texto dá exemplo de pensamento de 2 líderes da direita do Reino Unido: Winston Churchill e Margareth Thatcher. Churchill governou a Grã Bretanha na II Guerra Mundial e a primeira-ministra Thatcher de 1979-1990, segue:
“Parece-me bem claro que o Brasil não teve ainda um bom governo, capaz de atuar com base em princípios, na defesa da liberdade, sob o império da lei e com uma administração profissional”. Margaret Thatcher
“O socialismo é a filosofia do fracasso. A pregação da inveja. A crença na ignorância. Seu defeito marcante é a distribuição igualitária da miséria entre todos, exceto seus líderes”. Winston Churchill.

Enfim, neste momento que as instituições brasileiras estão estremecidas, cabe ao povo gritar para que a esquerda comunista brasileira não tome o poder da República e ameace os nossos direitos fundamentais:

- Liberdade! Liberdade! Liberdade!...


Autoria: Rilvan Batista de Santana
Licença: Creative Commons

Carta para Dr. “M” - R. Santana

 


Carta para Dr. “M” - R. Santana

Prezado Senhor:

Peço-lhe vênia para responder ao seu e-mail, confesso-lhe que me deixou aturdido e incrédulo com suas palavras duras e próprias de um implacável inimigo, não dum gentleman: “mente conspiratória”, “lado maldoso”, “destilar veneno” e, que me falta “postura ética”. Se o senhor errou ao me indicar para academia, dou-lhe a oportunidade de processar-me por falta de ética no “CONSELHO DA ACADEMIA” e expulsar-me de sua história de vez, o senhor terá a maioria absoluta dos votos dos seus membros, além de ser brilhante jurista, os recursos de acusação não lhe faltarão. Seria como a CPI de Renan Calheiros: conclusão antes do relatório.
O senhor subestimou a minha inteligência quando disse que me procurou: “simplesmente conversar com o senhor”, claro que não, deveria ter outro propósito, que se arrependeu no meio do caminho... Eu não lhe sou desconhecido, nós trabalhamos juntos 4 anos no destino da academia. Não sou mau caráter nem tenho mente maquiavélica, embora não conste na relação de suas amizades, conhece a minha casa (esteve aqui 2 vezes quando sua esposa foi candidata à Câmara Municipal), além disto, para uma simples conversa, o senhor dispõe dos meus telefones nos arquivos da entidade e no Saber-Literário, o número do meu celular está na primeira página.
Claro que fiquei curioso com o seu convite e mais curioso por não me ter respondido, julgo que se arrependeu em convidar-me. Tive todo motivo pra saber do que se tratava, pois faz mais de 5 anos que não nos falamos nem nos encontramos pessoalmente. Além disto, eu fui convidado para seu escritório de advogado com endereço e hora marcada, pra jogar conversa fora? Visto que é um homem muito ocupado? Nenhum cérebro de 2 neurônios acreditaria! O lugar certo pra se falar de amenidades literárias não seria a sede da academia ou sua casa ou barzinho? Acho que sim.
Não me fiz de vítima, não me considero escritor nem sou um intelectual de escol como os senhores da academia, escrevo algumas bobagens de somenos importância, uma subliteratura, portanto, lhe disse a verdade nua e crua. Regozijei-me quando disse em seu e-mail que escrevo bem, mas que me falta ética, acho que se perdeu no seu ditirambo, o seu elogio não passou de um deslustre moral. A minha vida sempre foi pautada na ética e na moral.
Se o senhor se surpreendeu comigo por me apadrinhar na academia, também, surpreendi-me com o senhor por sua falta de solidariedade, generosidade e conluio com a injustiça, não se furtou em assinar: “ADVERTÊNCIA PROTOCOLADA” e um “TERMO DE DESAGRAVO” que foi publicado em todos os sites e jornais da cidade. E, não mexeu um dedo quando seu amigo das letras, escreveu um conto mal-ajambrado denegrindo-me, com o título: “O TERRORISTA CULTURAL” e deixou que os meus textos e livros fossem excluídos da academia e não consto na foto como o senhor, na página do site de “membros fundadores da academia”. Então, sou eu que sou maldoso? Mente maquiavélica? Não! Os senhores que são maus, não têm respeito pelos sentimentos das pessoas nem aceitam o contraditório e ideias que mexam no seu "status quo" de homens de letras.
Arrependi-me lhe confessar a minha enfermidade, fi-lo para lhe dizer que não tenho interesse, hoje, por mais nada de fama, poder e reconhecimento, principalmente, por pessoas intolerantes e grupos sectários tendenciosos.
Enfim, estou bem, graças a Deus, Nele eu acredito, não acredito no homem. Alguém disse que o homem é o lobo do homem, homo homini lupos. Atenciosamente, Rilvan Batista de Santana, São Caetano, Itabuna, 15 de Setembro de 2021.


Post Scriptum: Dr. "M" já recebeu esta carta, só que sou muito cuidadoso com o idioma, na carta que enviei ao Dr. "M", possui alguns senões ortográficos e erros de digitação, eu fiquei "p" da vida quando recebi sua carta com ofensas éticas e morais, por isto, peço-lhe desculpa e publico essa carta corrigida e acrescida.

Os invisíveis - R. Santana

 


Os invisíveis - R. Santana
 
"Filhos... Filhos? / Melhor não tê-los! / Mas se não os temos / Como sabê-los? - Poema Enjoadinho de Vinicius de Moraes"

Dentre os invisíveis brasileiros, os idosos chamam à atenção porque são marginalizados, em especial, pela família. Os idosos são excluídos da sociedade, do grupo familiar e da vida pública. As políticas públicas e sociais de atendimento ao idoso são lamentáveis e sua aposentadoria não lhe dá dignidade pra morrer. Noutros países quando o “velho” se aposenta, além dele ser respeitado pela sua experiência e sabedoria, o estado lhe proporciona dignidade de vida com aposentadoria decente e políticas públicas que atendem suas necessidades do remédio ao lazer.
Porém, não é só o estado que não lhe reconhece, o setor privado fecha-lhe as portas. Nenhum banco lhe financia um veículo motorizado ou bem maior, depois de certa idade. O idoso compra esse bem maior se tiver condições in casch, isto é, em dinheiro. Pequenos empréstimos são feitos ao idoso se o crédito for consignado em sua aposentadoria e exíguo tempo. Existe também a impossibilidade do “velho” vender um bem sem o aval da família.
O mercado de trabalho é ainda mais rigoroso com o idoso. Hoje, o indivíduo com 50 anos de idade, começa ter restrição empregatícia na maioria das empresas, salvo, se sua formação profissional especializada for escassa: mais necessidade na empresa e menos trabalhadores especializados.
O “velho” não tem vida social, não tem vida esportiva e não tem lazer. Mesmo que seja uma pessoa de recursos, ele tende voluntariamente, escusar-se de ambientes jovens, pois, encontrará um ambiente falso, escorregadio, sem interação. Agora, que os contatos são virtuais nas redes sociais, o idoso num ambiente que a maioria é adulta e jovem, ele sentir-se-á como um peixe fora d´água.
Os idosos que têm comorbidades de lucidez e locomoção e que ficam aos cuidados de profissionais geriatras, às vezes, eles são admoestados e maltratados com agressão física e moral. É comum quando a família a despeito de não ter tempo nem amor, ela contrata esses profissionais cuidadores que suprem essas necessidades.
Não faz muito tempo, recebi pelo WhatsApp, a história de uma senhorinha que é a história de muitos idosos que moram com filhos e noras ou que os filhos e noras moram em suas casas. Que essa senhorinha se manifeste:

“Quando meu filho se casou, ele e minha nora vieram morar comigo. Cedi o meu quarto para o casal, um ano depois, eu deixei o outro quarto para minha neta que nasceu. Os anos foram passando, mais uma neta veio ao mundo.

Criei as netas como se fossem minhas filhas, aliás, o provérbio popular diz que neto é filho duas vezes. Enquanto elas estavam pequenas, eu gozava do amor ilimitado delas. Elas eram tudo na minha vida, mais do que a terra, o céu e o mar. Porém, a felicidade é feita de momentos, momentos pequenos, momentos grandes, momentos maiores, momentos duradouros e momentos eternos, à medida que elas cresciam o amor diminua, o amor dava espaço à ingratidão.

Quando a minha bisneta nasceu, cedi meu quarto mais uma vez e fui jogada para o último quarto no quintal com vidros quebrados. Nas noites frias, o cobertor não impedia que o frio me tomasse o corpo. Rogava ao meu filho e minha nora que mudassem os vidros, mas, eles faziam ouvidos moucos.

Um dia, eu fui beijar minha bisneta, fui repelido pela minha neta que os “velhos” não deveriam beijar as crianças por falta de higiene e evitar doenças.

Certo dia, vi um alvoroço diferente na casa, logo, fui informada que a família iria passar o final de semana na praia. Arrumei-me, separei a roupa de banho, quando entraram em meu quarto, meu filho e minha nora avisaram-me que havia comida suficiente na geladeira e o carro não dava pra todo mundo... Chorei! Chorei! Chorei!...”

Os "velhos" são os invisíveis de fato de nossa sociedade, diferente de outras culturas orientais, o descaso com a pessoa idosa em nosso país é histórico. A família o esconde em sua própria casa e evita seu relacionamento social, não o deixa sair a pretexto de zelo, não o inclui em nenhum programa de lazer e férias. Quando a família tem recursos, abandona o idoso aos cuidadores ou num abrigo e não tem consciência que a raiz de todas as mazelas é a falta de carinho, de amizade, de amor.
Além do descaso ao idoso, os filhos, netos, bisnetos ou sobrinhos achacam ou desviam os proventos de sua aposentadoria ou outros recursos de seu patrimônio. Alguns filhos maus extorquem tanto seus idosos que o Ministério Público é acionado e se nomeia um curador de moral ilibada para acompanhar o interesse e o bem-estar do idoso.
O futuro mais próximo dos "velhinhos" é o cemitério, quem moço não morre, velho não escapa. Os filhos, netos, bisnetos e sobrinhos não praticam crime de dolo com os seus pais ou os seus avós, porém, eles os deixam morrer por desleixo, culpa, desprezo e falta de amor.
Roguemos ao Pai que o Estatuto do Idoso não seja letra morta. A família e a sociedade se conscientizem do respeito à fraqueza humana e à natureza finita. A Lei do Retorno é implacável, a velhice existe e o filho sempre tenha em mente: “eu sou você, amanhã”.


Autor: Rilvan B. Santana
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Rilvan Santana

Reminiscências - R. Santana

 


Reminiscências - R. Santana

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     No último dia 15 de outubro, Paulo Freire, “Patrono Educação Brasileira”, foi o cientista pedagogo mais lembrado no dia do professor, claro, não poderia ser diferente. Eu sou admirador de sua “Pedagogia Crítica”, lamento que a esquerda brasileira o explore politicamente de maneira escusa, de má fé, em sua “Pedagogia do Oprimido”.

     Acho que Paulo Freire se igualou na teoria da aprendizagem e metodologias educacionais aos pensadores pedagogos mais notáveis da pedagogia mundial: Vygotsky, Emília Ferrero, Piaget e Wallon e David Ausubel da Nova Escola, etc. A teoria de Paulo Freire é estudada na Alemanha, Inglaterra, Espanha, França e outros países europeus e América do Sul.

     Por estrito cumprimento de dever profissional, quando no exercício do magistério, eu tinha a obrigação de estudar (eu fiz pós-graduação em Psicopedagogia), essas teorias de desenvolvimento cognitivo e psicológico, desenvolvimento de aprendizagem e interação social do sujeito. Porém, na minha prática pedagógica de 34 anos em vários colégios de Itabuna, notadamente, o CEI e o IMEAM, eu usei como regra os princípios: respeito ao sujeito da aprendizagem, valorização ao conhecimento trazido pelo sujeito de seu meio ambiente físico e social e o significado do conhecimento adquirido no seu dia a dia e o domínio do conteúdo.

     O respeito ao outro é fundamental na assimilação de conhecimentos novos. Se o orientador (professor) não respeita o seu educando, não lhe dá condição de exercer seu senso crítico na apreensão de novos conhecimentos, o subestima, às vezes, o humilha com apelidos depreciativos, jamais haverá interação entre o sujeito e o objeto do conhecimento.

     Explorar o conhecimento trazido do educando, seu saber adquirido, sua prática no exercício de suas atividades diárias fora da escola, é fundamental. Ninguém é a “tabula rasa” de John Locke, por mais ignorante que seja o indivíduo, ele tem alguma história pra contar, ele sabe o que é certo e errado, ele sabe discernir o bem e o mal.

     O significado do conhecimento é condição sine qua non para aprendizagem, se o assunto não tem significado para o sujeito, ele decora, não aprende. O caso mais emblemático é do físico alemão Einstein que não se relacionava bem com os professores de sua época. Naquele tempo, os professores não gostavam de questionamento, magister dix et dix. Einstein não aceitava empurrar o objeto da aprendizagem goela adentro sem questionar, a priori, seu significado e origem. Para David Ausubel: "O fator isolado mais importante que influencia o aprendizado é aquilo que o aprendiz já conhece".

     O domínio do conteúdo, também, é condição necessária para que o mestre seja respeitado pelo discípulo. O professor é obrigado dominar o conteúdo além do Google. O professor não dá segurança ao aluno se ele claudica no conhecimento. Quando estudante do curso “científico”, em tempos idos, nossa turma foi contemplada com o professor “X”, de Física. Ele não tinha nenhuma aptidão matemática, certa feita, caiu um problema de (10)³.(10)².(10)² = (dez elevado à sétima potência), ele desdobrou: 10x10x10x10..., até 10.000 (dez mil), o cálculo ia bem, mas, quando aumentava o produto, o professor “X” se perdia, principalmente, com a algazarra da turma, cada aluno dava uma resposta diferente, ele pegava sua pastinha, simulava dor de barriga e sumia, os alunos lhe apelidaram de professor “chabu”...

     O meu primeiro emprego de professor foi no “Colégio Diógenes Vinhaes” na cidade de Itajuípe. Bati na porta dos colégios de Itabuna, mas, face ainda não ter o curso superior completo - 2º. Ano de Filosofia. Fui à cidade vizinha procurar emprego sem apresentação, na cara de pau, soube que o diretor do Diógenes Vinhaes era o juiz de direito da cidade, Dr. Orlando Pereira, que me deu à incumbência de orientar Biologia nos cursos “Científicos” (médios) e no 4º. Ano de Ginásio (9ª. série), OSPB, foram 2 anos de muito estudo e aprendizado. Eu saí de lá para o Colégio Estadual de Itabuna – CEI e o Instituto de Educação Aziz Maron – IMEAM.

     Fui um bom professor quanto ao conteúdo, quanto ao meu compromisso com o meu educando e exemplo de vida fora e dentro da escola. Em 34 anos de magistério, nunca fui chamado pelos diretores para correção de conduta ou desleixo profissional, tanto que, fui assistente administrativo, coordenador de área de matemática, vice-diretor e diretor geral.

     Alguns anos depois de aposentado, eu recebi a homenagem "Mérito Educacional - FTC, em reconhecimento prestados à Educação Grapiúna, 16 de outubro de 2019". Esta homenagem foi uma indicação de Eliane Solino e Ana Carolina Almeida. No mesmo ano de 2019, no dia da cidade, recebi o título de "Cidadão Itabunense", pela "Câmara de Vereadores de Itabuna", pelos serviços prestados na área de educação do município.

     Por onde passei, comprometi-me com a função, a honestidade e a ética, nunca respondi por desvio do dinheiro público em inquérito administrativo. Quando diretor de colégio, não roubei nem deixei roubar.

     Hoje, agradeço a Deus por ter me dado à oportunidade de trabalhar com mentes humanas por mais de 3 décadas. Acho que, com humildade, perseverança e respeito ao outro, eu contribui para formação moral, intelectual e consciência cidadã de milhares de educandos.

     Decerto, não existe uma missão maior neste mundo que ser professor. D. Pedro II, disse que se não fosse imperador, gostaria de ser professor. No Japão, o único vivente que o imperador se curva para cumprimentar é o professor.

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Autoria: Rilvan Batista de Santana

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A literatura em extinção!!! - R. Santana

 


A literatura em extinção!!! - R. Santana

 

Não se assuste, estimado leitor, é o modelo antigo de literatura que está em extinção. Não está em extinção, a literatura como expressão da linguagem, escrita, falada, visual e midiático, portanto, não é qualquer manifestação literária em extinção. Já disse em algum lugar que, “nem sempre quem faz poesia é poeta ou quem escreve texto é escritor, romancista, cronista, articulista, ensaísta, além do conhecimento intelectual, é imprescindível que o poeta ou escritor seja sensível aos elementos da realidade que, transmitidos à sua obra, são capazes de despertar emoções”.

Literatura à moda Machado de Assis, Bernardo Guimarães, Aluísio de Azevedo, William P. Young, Jorge Amado, Morris West, João Ubaldo Ribeiro, Adonias Filho, Manoel Bandeira, Fernando Pessoa, Clarice Lispector, etc., está em extinção. Algum desavisado poderá me questionar: “Maluquice, homem? Machado ou Fernando Pessoa ultrapassado!?” Eu lhe responderia: “Calma, são poetas e escritores eternos, porém, o estilo e o modelo literário não mais atendem ao mundo literário atual!” Hoje, Os textos literários são econômicos em palavras e as imagens são textuais.

Ninguém mais cuida ler um livro espesso de poemas, um espesso romance, uma grande novela, extensa biografia e prolixo ensaio... Atualmente, as mensagens curtas e as imagens textuais como elementos de comunicação é que fazem sucesso. Nos dias atuais, ler um livro de 250 páginas, por exemplo, somente, intelectuais da área ou pouquíssimos curiosos ou contumazes leitores. Ler um livro da primeira página à última é uma empreitada hercúlea que a maioria dos mortais dispensa. Hoje, as pessoas preferem ler on-line, jornais, crônicas, artigos, poemas e romances compactados.

O mercado editorial já não publica livro do autor, mas de muitos autores, as antologias. Agora, surgiu uma nova modalidade de publicação de livro: 2 livros em 1 do mesmo autor ou 2 livros em 1 de autores diferentes. Paulo Coelho conta que seu primeiro livro foi uma produção independente e quase não vendeu nenhuma unidade. Quando a obra literária é excepcional, fundações e universidades publicam-na por conta e risco, geralmente, para atender algum segmento específico.

Jorge Amado e José Lins do Rego, Guimarães Rosa, dentre outros, explodiram em popularidade quando suas obras foram adaptadas para cinema e TV. Riacho Doce, Gabriela, Cravo e Canela, Tocaia Grande, Grande Sertão: Veredas, Menino de engenho e Tieta do Agreste foram assistidos na TV e no cinema por milhões de espectadores brasileiros e internacionais.

Com o advento da Internet, a literatura tradicional terá que se moldar à nova realidade, senão, será extinta. Nas plataformas digitais: Facebook, WhatsApp, YouTube, Instagran, Twitter, o conteúdo é virtual e resumido, por exemplo, o romance “Dom Casmurro” de Machado de Assis será contado em alguns minutos, áudio e imagem. O homem moderno tem pressa e racionaliza seu tempo. O escritor que consegue contar sua história em poucas palavras, ele terá mais sucesso que, aquele que estica sua história.

A teledramaturgia no modelo atual, também, terá que se ajustar aos novos tempos, ninguém mais tem predisposição para assistir uma história que leva meses. No lugar da telenovela, seriado à moda de “Casal 20” de Sidney Sheldon ou os filmes na TV, Mad Man, Girls, A Escuta, O Jovem Papa, etc. Os filmes na TV e no cinema, terão que ter curta duração. A arte não deve ser enfadonha...

Algumas plataformas virtuais de venda de livros existem dispositivos que acompanham o leitor em sua leitura, inclusive, com marcadores que marcam a última página e o parágrafo onde ficou o leitor. Porém, não existe predisposição para alguém ler no computador ou Smartphone, enésimas páginas dum livro virtual, salvo, a leitura de livro jurídico, de sociologia, de ciência, de filosofia, de modo geral, é leitura profissional obrigatória ou tese de mestrado ou doutorado.

Decerto, os aficionados na escrita e na produção literária de romance (ficção), poemas, conto, crônica, carta, artigo, ensaio, novela, tragédia, comédia, dentre outros gêneros, terão que se moldar aos tempos atuais, o livro físico e a história abundante já não têm muito espaço no mercado editorial. A literatura do futuro será de textos condensados e virtuais.

A literatura é a expressão na arte de escrever na produção de tramas de romances e poemas. A literatura é o reflexo da sociedade onde o autor explora os costumes, as vicissitudes, a paixão, a moral, a ética, a fidelidade, a infidelidade, a generosidade, a maldade, o amor e todos os elementos que formam a cepa humana, por isto, nunca morrerá, mas, ela se transformará e se adaptará ao longo do Século XXI.

Por último, é necessário que se diga que em todas as atividades humanas, a tecnologia robótica está presente. O processo da tecnologia da informação não terá jamais solução de continuidade, pois, as novidades tecnológicas da informática se renovam a cada hora, a cada dia.

 

Autor: Rilvan Batista de Santana

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Sentimento verde e amarelo - R. Santana

 


Sentimento verde e amarelo - R. Santana

 

Quando eu acesso as Redes Sociais, fico contente com o sentimento de brasilidade que inunda os brasileirinhos de hoje, ainda em idade criança, eles se vestem da cabeça aos pés com as cores da bandeira do Brasil e esboçam orgulho.

Pouco e pouco os valores da família tradicional, de Deus e da pátria estão retornando. Ninguém mais tem vergonha da cantar o “Hino Nacional”, hastear a bandeira, desfilar com a bandeira verde e amarela e dizer que tem orgulho de ser brasileiro.

Não vai muito longe, principalmente, os jovens, não ligavam para esse sentimento de brasilidade. Cedo ainda, o brasileiro adquiria o complexo de cachorro de vira lata, bom era tudo que vinha de fora. A nossa autoestima, a nossa criatividade, a nossa cultura, o nosso conhecimento e a nossa ciência eram de país subdesenvolvido, país de terceiro mundo.

O papel atual da escola é ensinar o sujeito da aprendizagem, produzir conhecimento, incentivar o aprendiz à pesquisa e formar cidadãos com consciência crítica para discernir o certo e o errado. A família tem o papel de educar seu filho e lhe transmitir valores éticos, morais, religiosos, amar e respeitar o próximo, não querer para o outro o que não quer pra si.

Graças a Deus, depois desse governo de pautas conservadoras, as crianças não são mais sujeitas ao "Kit gay" de Fernando Hadad, nas escolas públicas e, despertar o sexo na criança, às vezes, discutir sua sexualidade, se “Joãozinho” é “Joana” ou se “Joana” é Joãzinho”, se “Joãzinho é gay” e se “Joana” é lésbica, agressões psicológicas e sexuais irreversíveis. Criança é criança e viver sua inocência como criança.

A ideologia de gênero deve ser discutida na idade adulta, antes, pré-adolescente e adolescente, “Sou a favor da ideologia de Gênesis. Deus criou o homem e a mulher” (Gên. 1:27). É necessário esclarecer, que essas condutas não eram de todos os pedagogos e professores, mas de algumas mentes pervertidas e "politicamente correta".

Esse sentimento forte de brasilidade, também, está na defesa de nossa flora, de nossa fauna, de nossa água e nossos minerais. A Amazônia é orgulho nacional, o desenvolvimento sustentável é um fato. Os fazendeiros, os mineradores e os extrativistas, hoje, têm consciência na preservação dessas riquezas naturais: explorar com sustentabilidade ambiental, derrubar as matas e degradar a natureza, o prejuízo não é só pra essa geração, mas, para todas as gerações futuras.

Antigamente se dizia: “O petróleo é nosso”, agora, diz-se: “A Amazônia brasileira é nossa” e ninguém tasca internacionalizá-la, seria não respeitar a nossa soberania, as Forças Armadas são responsáveis pelas suas fronteiras. Oxalá que nenhuma nação estrangeira ouse invadir a Amazônia sob qualquer pretexto, mesmo o humanitário...

Se não fosse o verde e amarelo do último 7 de setembro, deste ano, os poderes da República não se tinham parcialmente harmonizados. O STF, em particular, interferiu em prerrogativas do executivo uma centena de ações administrativas e o TSE manteve o cutelo suspenso sobre a chapa Mourão e Jair Bolsonaro por quase 3 anos. O povo, também, nesse dia 7 de setembro, conscientizou-se do Artigo Primeiro e Parágrafo Único da Constituição Federal: “Todo poder emana do povo e em seu nome será exercido”.

Essas manifestações de verde a amarelo do povo nas ruas serviram para exibir o sentimento patriótico e a valorização da liberdade. Despertou no indivíduo o direito de expressar sua opinião e de ir e vir. Poder exercer a vontade sem restrição é o bem maior do homem. A vida sem liberdade não tem sentido. A soberania das nações é a liberdade do seu povo decidir seu destino.

Hoje, o país passa uma fase difícil, algumas autoridades em nome da democracia e repressão aos atos antidemocráticos têm excedido em sua autoridade, encarcerando sem processo legal quem se manifesta contra e desmonetizando os canais de comunicação de conservadores.

Parece-me que as crianças estão crescendo com o sentimento verde e amarelo de nacionalidade, de patriotismo, de respeito à bandeira e outros símbolos da nação. Por que as crianças não se vestem de vermelho no dia da pátria? Por intuição e influência dos pais, elas aprenderam que o vermelho representa o comunismo e a perda de nossa liberdade e de nossa soberania nacional.

Lamenta-se que no Século XXI, todo o brasileiro ainda não tenha esse sentimento verde e amarelo, esse sentimento de brasilidade, ele ainda se comporta como se fosse filho de Tuvalu: - lá fora é mais rico e melhor do que aqui e divulga isto para o mundo.

 

Autor: Rilvan Batista de Santana

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Tu és pó - R. Santana

 


Tu és pó - R. Santana

 

Já pensou se não houvesse a morte? O mal prevaleceria! A única certeza que temos na vida é a morte. Não temos certeza da salvação, da ressurreição, da vida espírita (exceto pela fé), não temos certeza do amanhã nem certeza do nosso destino, mas, temos certeza da morte.

 

Alexandre, o Grande, o rei da Macedônia, conquistou o mundo de sua época, porém, como um castelo de cartas, tudo desmoronou com sua morte aos 33 anos de vida. Napoleão Bonaparte conquistou quase toda Europa e morreu ainda moço, com câncer de estômago, no exílio de Santa Helena. Adolf Hitler, ditador da Alemanha, dominou quase a Europa e provocou a Segunda Guerra Mundial. Obcecado pela pureza da raça alemã, ele construiu campos de extermínio com câmeras de gás e provocou o holocausto de 6 milhões de judeus. Com a entrada das tropas da União Soviética em Berlim, casou-se com Eva Braun e suicidou-se com um tiro na cabeça em de abril de 1945. Três exemplos da História que, por mais absoluto que seja o poder, não se sustenta com a morte.

 

O tiranete pensa que não morre, possui um superego, por isto, distribui sua maldade com desencargo de consciência, ele não se sente responsável pela sorte do outro. O tiranete não se incomoda com o mal que irá acontecer com o tiranizado. O tirano não se preocupa com o indivíduo e sua família, ele só pensa no prazer de destruir aquele que o tomou como inimigo. O tiranete morre e acaba sua tirania num abrir e fechar de olhos.

 

As leis são feitas para os dominados não para os dominadores. A lei é uma norma de conduta obrigatória. A Lei é feita pelo Congresso, porém, ultimamente, muitos juízes fazem suas leis conforme o entendimento de falso e verdadeiro. Eles destroem sonhos, o pão de cada dia dos indefesos, o direito de ir e vir, a liberdade e, calam as vozes daqueles que se levantam, eles destroem a esperança do homem. Os juízes morrem. O homem morre.

 

Que o poeta se manifeste sobre a condição do oprimido: “... E por temor eu me calo / por temor aceito a condição / de falso democrata / e rotulo meus gestos / com a palavra liberdade / procurando, num sorriso / esconder minha dor / diante de meus superiores / Mas dentro de mim / com a potência de um milhão de vozes / o coração grita – MENTIRA! - No caminho com Maiakovski - Eduardo Alves da Costa”.

 

O homem sabe que a vida é um sopro, mas, ele não internaliza esse saber. Alguns homens possuem a falsa sensação que não morrem ou eles levarão muito tempo pra morrer. Os tiranos, os tiranetes, os intolerantes, os juízes maus, os ditadores, os superegos e os estúpidos, também, possuem essa falsa sensação e pensam que é para sempre. Seria tão bom que o pensamento de Thomas Hobbes não fosse verdadeiro: “O homem é o lobo do homem, Homo homini lupus”, ou seja, o homem é o predador do próprio homem.

 

Que os anjos de Deus desçam sobre a terra, que eles digam ao homem: “Lembra-te que és pó e ao pó voltarás” (Gn 3,19), aqui, nada é para sempre.

 

 

 

Autoria: Rilvan Batista de Santana

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Academia Brasileira de Lero-lero (ABL) - R. Santana

 


Academia Brasileira de Lero-lero (ABL) - R. Santana

 

Meu amigo já pensou se o “Bruxo do Come Velho” ressuscitasse? Ele não encontraria mais a instituição que ajudou fundar, mas uma casa de lero-lero, do chá da terça-feira e reunião da quinta-feira. Não mais uma instituição preocupada com a cultura, a língua portuguesa erudita e popular, não mais o incentivo às letras, nem estímulo aos novos escritores nem a compreensão às novas escolas literárias, mas uma casa de ócio e privilégios.

Quando Machado de Assis fundou à Academia Brasileira de Letras – ABL, no final do Século XIX, foram escolhidos os melhores das letras: Visconde de Taunay, Olavo Bilac, Joaquim Nabuco, Graça Aranha, Inglês de Sousa, Afonso Celso, Ruy Barbosa, dentre outros. Não existia naquela época, influência política, posição econômico-financeira, prestígio social, posição artística, porém, a produção do escritor ou do poeta. Pertencer à Academia Brasileira de Letras (ABL), depois de 20 de julho 1897 (fundação), seria a consagração, a glória máxima do poeta ou escritor.

Em 1979, Jorge Amado em “Farda, Fardão, Camisola de Dormir”, ele traz à luz dos mortais, as brigas políticas e ideológicas que se desenrolam dentro da Academia Brasileira de Letras – ABL. Com a morte do Antônio Bruno, boêmio querido da comunidade intelectual do Rio de Janeiro, abre-se uma vaga na ABL, esta vaga estava reservada, naquela época, ao Exército, aí, surge um candidato, o coronel Agnaldo Sampaio Pereira. O coronel Sampaio Pereira, representava a ala ideológica nazifascista, admiradores das ditaduras de Hitler e Mussolini. Afrânio Portela e Evandro Nunes sublevaram a campanha de Sampaio Pereira e buscaram no general reformado Waldomiro Moreira adversário de Sampaio Pereira, à vaga aberta por Antônio Bruno. Foram meses de “guerra”, de falcatruas, de golpes baixos e maquiavelismo entre os partidários de Sampaio Pereira e Waldomiro Pereira, testemunhou e escreveu Jorge Amado.

Faz algum tempo que ABL se distanciou da academia do “Bruxo do Come Velho”. Hoje, para ser “imortal”, independe da qualificação do candidato de escritor, romancista, ficcionista, dramaturgo, ensaísta literário, poeta, mas, sua condição sociopolítica, se o candidato tem o reconhecimento público e, se contribuirá na divulgação da instituição, inclusive, torná-la mais popular, mais política e menos guardiã das letras e do idioma português.

O Estatuto da ABL é democrático: ser “imortal” é necessário que seja brasileiro nato, publicado obra literária ou obra de reconhecido mérito de qualquer gênero. Claro que não é tão fácil assim, além desses critérios, o candidato tem que está em consonância com o sistema de comunicação, socioeconômico e político, foi assim com o cronista político da Globo, Merval Pereira, em 2 de junho de 2011. Merval é um jornalista de mancheia, sua bibliografia está embasada na crônica política: “ O lulismo no poder”, “Mensalão: O dia mais importante...” Merval, segundo notas biográficas, escreveu somente um conto de 21 histórias de amor e o sistema o empurrou de goela abaixo na ABL em detrimento de muitos candidatos mais qualificados.

Merval não foi o único agraciado pela ABL por força da circunstância política e socioeconômica, os expertos incluem, dentre outros, Getúlio Vargas e José Sarney, enquanto, Rubem Braga, Carlos Drummond de Andrade, Clarice Lispector, Graciliano Ramos e Paulo Leminsky não foram contemplados pela academia.

Atualmente, os novos imortais Gilberto Gil e Fernanda Montenegro são expoentes na música e na dramaturgia, porém, não seriam candidatos naturais na academia que Machado da Assis ajudou fundar nem a academia francesa de Richelieu. Gilberto Gil e Fernanda Montenegro já devem pertencer à Academia de Música e à Academia de Cinema, eles pertencerem à ABL é uma homenagem a mais, não um prêmio que eles fizeram jus.

Este texto tem por objetivo sugerir aos "imortais", que ABL seja mais de utilidade pública que política, que a academia brasileira ao invés de contemplar pessoas que não se encaixam cem por cento nos objetivos que ela foi criada, contemplasse grandes escritores e poetas esquecidos no interior, os regionalistas, deste imenso Brasil, assim, cumpriria sua missão histórica de casa da cultura, das letras e do idioma português.

No interior do país existe uma quantidade significativa de excelentes escritores, poetas, ensaístas, trovadores, cordelista, que não publicam seus trabalhos por falta de incentivo, de condições socioeconômicas, e, permanecem na obscuridade por anos, se houvesse incentivo de instituições públicas para divulgação dessas obras, certamente, a nossa cultura ficaria mais rica. E, se faria justiça aos verdadeiros escritores e poetas.

A Academia Brasileira de Letras – ABL é o símbolo máximo de nossa cultura literária, como símbolo está acima do bem e do mal, ou seja, livre de encargos, obrigações e críticas, contudo, como entidade administrativa, ela está sujeita às normas e às leis da sociedade e do estado. Suas atividades cotidianas e suas funções são objetos de análise e crítica.

Hoje, ABL é uma entidade de poucas produções literárias, seu teatro e auditório estão praticamente desativados, é uma casa de ócio, todavia, paga bem aos seus “imortais”, entre cachês e “salário” de R$ 3000,00 (três mil reais), reunião de R$ 1000,00 (um mil reais), e chá de R$ 800,00 (oitocentos reais), segundo UOL, cada membro ganha R$ 10.200,00 (dez mil e duzentos reais) /mês, se o imortal participa de debates, palestras, chás e reuniões semanais. É a única entidade cultural que paga para que o "imortal" tome chá às terças-feiras e jogue conversa fora.

O miserável do lixo faz seu sustento. O privilegiado faz das benesses da vida seu ócio.

 

 

Autoria: Rilvan Batista de Santana

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