Visão em Desconstrução
Óleo Sobre Tela
Agilson Cerqueira
Açaimei-me
Visão em Desconstrução
Óleo Sobre Tela
Agilson Cerqueira
Açaimei-me
Amor
é fogo que arde sem se ver,
é
ferida que dói, e não se sente;
é
um contentamento descontente,
é
dor que desatina sem doer.
É
um não querer mais que bem querer;
é
um andar solitário entre a gente;
é
nunca contentar-se de contente;
é
um cuidar que ganha em se perder.
É
querer estar preso por vontade;
é
servir a quem vence, o vencedor;
é
ter com quem nos mata, lealdade.
Mas
como causar pode seu favor
nos
corações humanos amizade,
se tão contrário a si é o mesmo Amor.
Nesse
poema, Luís Vaz de Camões (1524-1580), poeta português que dispensa
apresentações, trabalha o tempo todo com antíteses, o que alcança a grande
expressividade do poema:
Fonte: Cultura Genial
Amor é fogo que arde sem se ver, de Luís de Camões
Imagem de Luís de Camões com coroa de folhas na cabeça
Camões, o maior escritor do Classicismo
Dúvidas do viver
Cora Coralina (1889-1985)
Cora Coralina
Nascida em Goiás, Ana
Lins dos Guimarães Peixoto (conhecida no meio literário como Cora Coralina)
começou a publicar apenas aos 76 anos.
Com pouca educação
formal, a escritora frequentou a escola somente até a terceira série do curso
primário. Para se sustentar foi doceira e, nos tempos livres, escreveu poemas.
A sua poesia é marcada
pelo tom informal e pela relação de cumplicidade que estabelece com o leitor.
Os seus versos giram em
torno do cotidiano e das experiências de vida que procura transmitir através da
poesia, como é possível comprovar através do poema Assim eu vejo a vida:
A vida tem duas faces:
Positiva e negativa
O passado foi duro
mas deixou o seu legado
Saber viver é a grande sabedoria
Que eu possa dignificar
Minha condição de mulher,
Aceitar suas limitações
E me fazer pedra de segurança
dos valores que vão desmoronando.
Nasci em tempos rudes
Aceitei contradições
lutas e pedras
como lições de vida
e delas me sirvo
Aprendi a viver.
Fonte: Cultura Genial
Solucionando Conflitos e Disputas nos Negócios
Por Rick Boxx
Ao longo dos
anos venho tendo o privilégio – e o desafio – de ser mediador em disputas entre
sócios em diversos negócios. Em grande parte dos casos, encontrar a solução não
é algo agradável ou fácil, mas muito necessário. Quando uma pessoa começa a se
sentir desconsiderada de alguma forma por seu parceiro o relacionamento pode
deteriorar rapidamente.
Essas
disputas resultam de muitos fatores, mas comumente são geradas por falhas na
comunicação. As acusações do tipo “ele disse”, “ela disse”, “eles
disseram”, se somam e as ameaças de processo se avolumam. Parcerias formadas
com as melhores das intenções e grandes expectativas são destruídas –
geralmente de modo desnecessário - por causa de um único acontecimento.
Por isso é
essencial abordar e trabalhar para resolver o problema com cuidado. No processo
de mediação, provar que sua posição é a certa não deve ser o maior objetivo,
mas, sim, considerar como trabalhar de modo mais eficiente para encontrar uma
solução razoável – aquela que deve trazer ganho para todas as partes
envolvidas.
Falando a
Seus seguidores, Jesus fez observações específicas acerca de conflitos
interpessoais e sobre como eles deveriam ser resolvidos. Por exemplo, Ele
advertiu: “Entre
em acordo depressa com seu adversário que pretende levá-lo ao tribunal. Faça
isso enquanto ainda estiver com ele a caminho, pois, caso contrário, ele poderá
entregá-lo ao juiz...” (Mateus 5:25).
Dois
princípios importantes são mencionados aqui. Primeiramente, reconhecer áreas de
conflito e resolvê-las antes que pequenos problemas cresçam e se transformem em
grandes causas de contenda. Hoje nós chamamos a isso “fazer tempestade em copo
d’água”.
O segundo
ponto mostrado por Jesus implicava em evitar, sempre que possível, ter que
levar uma disputa para ser resolvida por um juiz em um tribunal. As razões para
isso são muitas:
- Disputas
legais são caras.
- AS
decisões tomadas pelos juízes podem ser arbitrárias.
- O
resultado obtido por meio do tribunal deixa de resolver as questões emocionais
e relacionais envolvidas.
- Os grandes
recursos da sabedoria de Deus e o poder de cura podem ficar de fora do
processo.
É verdade
que às vezes é inevitável levar uma questão diante do tribunal. Uma ou mais
partes podem não estar dispostas a procurar um mediador ou um árbitro que lhes
possibilite trabalhar na busca de soluções aceitáveis. Entretanto, isso é uma
pena, porque embora resulte num julgamento legal, é grande a possibilidade de
que os sentimentos feridos impeçam a continuidade de relacionamentos
empresariais que anteriormente eram apreciados. Se você está em conflito com um
sócio, procure envolver uma terceira parte sábia e racional, em quem ambos
confiem, para ajudá-los a esclarecer o assunto rapidamente.
O apóstolo
Paulo, escrevendo para um grupo de cristãos contenciosos da antiga cidade de
Corinto, instigou-os: “Quando
algum de vocês tem uma queixa contra um irmão na fé, como se atreve a pedir
justiça a juízes pagãos, em vez de pedir ao povo de Deus que resolva o
caso? Será que vocês não sabem que o povo de Deus julgará o mundo? Então,
se vocês vão julgar o mundo, será que não são capazes de julgar essas coisas
pequenas? Por acaso vocês não sabem que nós julgaremos até mesmo os anjos?
Muito mais, então, devemos julgar as coisas desta vida! Portanto, se surgir
alguma questão dessas, será que vocês vão procurar pessoas que são desprezadas
na igreja para julgarem esses casos? Que vergonha! Será que entre vocês não
existe alguém com bastante sabedoria para resolver uma questão entre irmãos?”
(I Coríntios 6:1-5).
Valter Luis de Oliveira Moraes (*)
Espero-te
Nesse momento, espero-te.
Simplesmente espero-te ansiosamente para vê-la como poema lírico e revolucionário, impulsionando a vida.
Espero-te para ver teu lindo sorriso trazido pelos
ventos.
Pelas chuvas torrenciais,
Pelo sol,
Pela lua.
Espero-te em todos os instantes que meus olhos vejam a
beleza da arte.
Da estética flutuante da poesia em você.
Espero-te no lugar mais profundo do meu coração,
Para admirar teus versos recitados na minha alma,
Que dorme profundamente.
Valter Luis de Oliveira
Moraes (*)
Natural
de Ibicaraí- Ba. Graduado em filosofia - UESC. Pós-Graduado em Psicologia em
Relação ao Trabalho - Universidade de Guanambi- Unigrade.
Pós-Graduado
em Economia das Sociedades Cooperativas -
Universidade Estadual de Santa Cruz - UESC.
Bancário,
Diretor da Federação dos Bancários da Ba/Se.
Poeta,
escritor, com várias participações em antologias poéticas pelas editoras:
Cogito, Tertúlias, Via Literarum,
Agora
Editora Gráfica, Shan Editores Ltda, Editora Ceala - Centro de Estudios por la
amistad de latinoamérica, Ásia e África e a Fundação Maurício Grabois - FMG.
Autor
do livro: Vida, Minha Vida, Prosa Poética. Edição VM - 2024.
Autoria:
Valter Luis de Oliveira Moraes,
Foto: Produção
Ponto
de literatura: rilvanbatistadesantana.blogspot.com
Sexta-Feira Santa
Lua absíntica, verde, feiticeira,
Pasmada como um vício monstruoso...
Um cão estranho fuça na esterqueira,
Uivando para o espaço fabuloso.
É esta a negra e santa Sexta-Feira!
Cristo está morto, como um vil leproso,
Chagado e frio, na feroz cegueira
Da Morte, o sangue roxo e tenebroso.
A serpente do mal e do pecado
Um sinistro veneno esverdeado
Verte do Morto na mudez serena.
Mas da sagrada Redenção do Cristo,
Em vez do grande Amor, puro, imprevisto,
Brotam fosforescências de gangrena!
Publicado no livro Últimos Sonetos (1905).
In: SOUSA, Cruz
e. Últimos sonetos. Org. Adriano da Gama Kury. 2.ed. Florianópolis: Fundação
Catarinense de Cultura; Rio de Janeiro: Fundação Casa de Rui Barbosa, 1988. p.
85
Cruz e Sousa
João da Cruz e
Sousa foi um poeta brasileiro, figura proeminente do Simbolismo, conhecido pelo
seu nome de artista Cruz e Sousa. A sua obra poética é marcada por uma profunda
espiritualidade, misticismo, musicalidade e um uso inovador da linguagem, explorando
o transcendente e o etéreo. Enfrentou o preconceito racial e a pobreza ao longo
da sua vida, o que se reflete na sua escrita com temas de dor, sofrimento e
busca pela redenção através da arte.
O Estado de ser e os problemas do Ser
Agilson Cerqueira
Inebriar-se ou embriagar-se não é fugir — é um método.
Um experimento contra a tirania da inconsciência.
Pois existir, quando plenamente percebido, não é um dado — é
um privilégio.
A lucidez não ilumina: ela expõe.
E o que ela expõe não é o mundo, mas a impossibilidade de
habitá-lo sem fissuras.
Há, portanto, uma tensão irreconciliável:
entre o esquecimento, que dissolve o ser, e a consciência,
que o torna insuportavelmente nítido.
Não se trata de escolher entre dois estados, mas de
reconhecer que ambos falham.
O esquecimento falha porque não sustenta.
A lucidez falha porque sustenta demais.
O sujeito, então, não é algo estável —
é um movimento de oscilação.
Um pêndulo sem centro.
Aquilo que se chama “eu” não passa de um intervalo entre
percepções, uma tentativa precária de continuidade num fluxo que não admite
permanência.
Conhecer-se torna-se impossível,
não por falta de profundidade,
mas por excesso de instabilidade.
O ser não é oculto — é inconsistente.
E talvez por isso o outro se torne intolerável: não por
diferença, mas por revelar que também ele sustenta, com igual fragilidade,
a ficção de existir.
Recusar-se a ser o outro
é, no fundo, recusar a evidência
de que não há saída fora dessa condição.
Ser é estar preso numa estrutura sem fundamento, onde o
instante é tudo o que há — e, ainda assim, não se sustenta.
O agora não é presença: é ruptura contínua.
Assim, as palavras “loucura e lucidez”
perdem o sentido.
Porque ambas partem do mesmo erro:
acreditar que há um estado correto do ser.
Não há.
O que existe é apenas a consciência
tentando justificar o fato bruto de estar aqui.
Sem motivo.
Sem centro.
Sem garantia.
E talvez o pensamento mais radical
não seja compreender isso
— mas continuar, mesmo assim.
Autoria: Agilson Cerqueira
Foto: Produção
blog; rilvanbatistadesantana.blogspot.com (link)
Um blues para a liberdade - Alineci Cardoso (*)
Cante uma canção
Vestida de liberdade
em verso e prosa
Na frente
Nas costas
Da América martirizada
Um blues para a
liberdade
Que sangra
Que chora os seus filhos perdidos
sem teto
Sem terra
Sem nada
Um blues para a Liberdade
Amputada
Exilada
Um blues para a
Resistência
De um povo que chora e ri
E decerto se encharca
Àqueles
Que não perdem a Coragem
(*)Alineci Cardoso, natural de Itororó-BA, é graduada em Filosofia/UESC e Psicologia/Unime.. Pós Graduada em Neuropsicologia, Saúde Mental, e Dependência Digital.
Participação em Antologias: pela Cogito Editora ( Mulher Poesia), Poiesis Antologia Poética Vol 4. Via Literarium (Pétalas e Lâminas), Antologia Poética I, I e III.
Autora: Alineci Cardoso
Foto: Produção
Ponto de Leitura: rilvanbatistadesantana.blogspot.com
Grupo
Social
R.
Santana
“E disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma adjutora que lhe
seja adequada” (Gênesis:
2 – 18)
O
homem por natureza não veio ao mundo pra ficar sozinho. Ele não gosta de
solidão, gosta de viver em grupo, o grupo mais histórico é o grupo familiar. Mas
se algum desavisado, perguntar-me: “E, a solitude?”, responderei: “Solitude não é solidião!" A
solidão é carregada de tristeza, angústia e irritação, enquanto, a solitude é
um modo de vida... Algumas pessoas preferem ficar sozinhas, liberdade plena, elas
não gostam de compartilhar sua vida com o outro. A solitude é desejada, é
alegre, é saudável, é feliz; a solidão é involuntária, é depressiva, é
melancólica, às vezes, doente.
Abre
parêntesis:
Ainda jovem, comecei trabalhar no magistério
itabunense e cidades vizinhas, notadamente, Itajuípe e Buerarema. Juntei algum
dinheiro em 1 ano de trabalho e comprei uma casa popular por preço de bagatela,
e, deixei a casa dos meus tios que me criaram. Meu tio, do alto de sua experiência
de vida, dizia: “...puta só e ladrão só”, e, justificava: “... tudo de certo ou
errado que fizer, só você sabe”.
No
início, senti-me um “Sheik” das arábias: “jovem, casa própria, emprego, dinheiro
no bolso e liberdade”.
À medida que o tempo passava, tudo dentro de casa foi ficando de ruim pra péssimo: a comida sem gosto, os serviços caseiros por obrigação, a cama tinha “pulgas”, o estudo mais difícil e a solidão chegou, como não bebia, não fumava nem jogava, não tinha namorada, afundei-me no trabalho diuturno.
Fecha parêntesis.
A
interação do homem com o seu semelhante é uma necessidade e melhora sua autoestima, sua condição física e emocional, por isto, valoriza-se tanto os amigos, as amigas e
a família. O homem que não teve família, passou na vida e não viveu. A vida
completa é: Deus, Pátria e família. O destino do homem não é viver isolado numa
ilha como Robson Crosué.
Hoje,
as novas tecnologias produzem a formação de grupos sociais sem o homem arredar o
pé de casa, com valores, objetivos comuns e sentimento de pertencimento. A Internet propicia ao pai falar
com seu filho que mora na Austrália, em tempo e imagem reais. São muitos os
grupos do homem moderno: familiar, religioso, educativo, político e etc. Todos
esses grupos interagem-se com o uso de redes sociais: WhatsApp, Instagram, “Xis”,
Facebook, etc.
Seu
José de minha rua ficou de queixo caído quando soube que sua audiência com o
meritíssimo juiz não seria “tête-à-tête”:
-
Dotor qui negoço é esse? Num vô falar cum home cara-cara?
-
Não, seu José. O Senhor vem para o escritório, eu vou ligar o celular, coloco-o
em sua frente, o senhor irá falar, quando sua excelência lhe perguntar, deixe
que falo pelo senhor!
-
Qui pesti, num pudê falar?!
-
Para isso, o senhor paga ao seu advogado – o seu José entendeu.
As mudanças nos meios de comunicação, desde o Século passado, foram rápidas e
radicais. Não faz muito tempo, passei enorme decepção quando conversei com a
mãe de um recém advogado, saiu:
-
Seu filho tem muitos livros de Direito?
-
Livros físicos?
-
Sim!
-
Não se usa mais! Os livros tradicionais empoeiram a estante, agora, é tudo
feito pela Internet, até as audiências! Papel? Tudo é feito no computador!...
Por
isso, vivemos num mundo de profissionais incompetentes, profissionais do mundo
virtual e não do mundo real, concreto, o grande problema, é que não lhes ensinaram pensar, o mundo da tecnologia pensa por esses ineptos profissionais, na esteira da incoerência entre a tecnologia e a ignorância.
Ponto de Leitura: rilvanbatistadesantana.blogspot.com
Autoria: Rilvan Batista de Santana
Membro Fundador da Academia de Letras de
Itabuna – ALITA
Foto: Google
Dez chamamentos ao amigo
Se te pareço noturna e imperfeita
Olha-me de novo. Porque esta noite
Olhei-me a mim, como se tu me olhasses.
E era como se a água
Desejasse
Escapar de sua casa que é o rio
E deslizando apenas, nem tocar a margem.
Te olhei. E há tanto tempo
Entendo que sou terra. Há tanto tempo
Espero
Que o teu corpo de água mais fraterno
Se estenda sobre o meu. Pastor e nauta
Olha-me de novo. Com menos altivez.
E mais atento.
Os
versos acima foram retirados do livro Júbilo, memória, noviciado da paixão,
publicado em 1974. Na lírica apresentada encontram-se apenas dois personagens:
o amado e a amada. É a partir deles que nasce o encontro e as expectativas
direcionadas um ao outro.
O
título, dirigido ao amigo, faz lembrar as cantigas cavaleirescas medievais onde
o amado também era assim chamado. Mais uma vez vemos no trabalho de Hilda a
importância do elementos básicos: o eu-lírico se identifica com a terra em
oposição a água, que era aquilo que desejava ser.
O
tom que vigora nos versos é de sensualidade e de desejo. Aqui não é o amor puro
que é invocado, e sim o desejo carnal, a vontade de possuir o outro do ponto de
vista erótico.
Autoria: Hilda Hilst
Foto: Google
Princípios Que Podem Ser Postos em Prática
Por Robert Tamasy
Recentemente
tive a oportunidade de passar algum tempo com Albert, um amigo de longa data
que foi líder no CBMC durante muitos anos. Ele foi o orador convidado de um
retiro e falou sobre as coisas que aprendeu sobre a aplicação de princípios
bíblicos em seus negócios, bem como em sua vida pessoal.
Albert disse
que um dos critérios que a experiência lhe ensinou e mudou sua vida foi: “Deus,
em Sua Palavra, nunca irá lhe dar um princípio que não possa ser posto em
prática.” E acrescentou: “Quando você segue os princípios bíblicos, nunca
erra.”
Essa não é uma
declaração sem sentido. Meu amigo continuou, citando exemplos e mais exemplos
de momentos em que, mesmo quando parecia contrário a sua intuição, ele escolheu
seguir as diretrizes das Escrituras e descobriu, para sua alegria, que elas
funcionaram conforme o prometido. Albert não estava dizendo que dar
ouvidos aos princípios bíblicos será sempre fácil ou que o resultado será
sempre aquele que esperamos, mas como ele comentou: “Um pai amoroso jamais lhe
pedirá para fazer algo que não seja bom para você – e o Senhor é o nosso Pai
amoroso.”
Isso me levou a
pensar: Quais são alguns desses princípios da Bíblia, dados por Deus, que nos
asseguram que Ele os estabeleceu tendo em vista o nosso bem? Livros e mais
livros poderiam ser escritos sobre este tema, mas aqui estão alguns exemplos
que me ocorreram:
Não
trabalhamos apenas para nós mesmos. Iniciamos nossa carreira geralmente pensando
em termos de “meu trabalho”, “meu emprego”. Porém, a Bíblia ensina que o
trabalho que desempenhamos é parte do nosso chamado divino, e que os talentos e
dons que possuímos e até mesmo as oportunidades que surgem em nosso caminho,
provêm de Deus. “Porque somos criação de Deus realizada em Cristo Jesus
para fazermos boas obras, as quais Deus preparou antes para nós as
praticarmos.” (Efésios 2:10).
Ter que
esperar não faz mal a ninguém. Muitos de nós somos
pessoas voltadas para a ação, e ter que esperar para que objetivos e desejos se
cumpram testa nossa paciência até o limite máximo. Porém, se descobrirmos que
precisamos esperar, Deus tem uma boa razão para essa espera. “Descanse no Senhor e
aguarde por Ele com paciência...” (Salmos 37:7). “Parem de lutar! Saibam que Eu
sou Deus!...” (Salmos 46:10).
Dificuldades
na vida podem ser degraus para o crescimento espiritual. Quando encontramos
dificuldades somos propensos a explorar alternativas para fugir das
circunstâncias. Mas geralmente é no cadinho das adversidades que aprendemos as
grandes lições de Deus e somos levados à maturidade espiritual. “...também nos
gloriamos nas tribulações, porque sabemos que a tribulação produz perseverança;
a perseverança, um caráter aprovado; e o caráter aprovado, esperança. E a
esperança não nos decepciona, porque Deus derramou Seu amor em nossos corações,
por meio do Espírito Santo que Ele nos concedeu.” (Romanos 5:3-5).
Você não
pode exceder a generosidade de Deus. A generosidade não surge
naturalmente na maioria de nós. Apegamo-nos aos nossos contracheques e lucros,
raciocinando: “É tudo meu. Eu que ganhei.” Agimos como se dando a outros,
mesmo a causas de caridade meritórias, poderia resultar em que ficássemos sem
recursos para nós mesmos. Mas II
Coríntios 9:7 declara: “...Deus ama quem dá
com alegria.” Jesus também ensinou que não precisamos nos preocupar
com não termos o suficiente: “Deem,
e lhes será dado: uma boa medida, calcada, sacudida e transbordante será dada a
vocês. Pois a medida que usarem também será usada para medir
vocês.” (Lucas 6:38).
Ó mar salgado, quanto do teu sal São... Fernando Pessoa Ó mar salgado, quanto do teu sal São lágrimas de Portugal! Por te cruzarmos, quant...