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3.09.2026

NÃO É UMA PROPORÇÃO! - Agilson Cerqueira

 








                    (I)

NÃO É UMA PROPORÇÃO!

Agilson Cerqueira

 

A loucura da razão,

Sem razão da loucura!

Mente inquieta não atrofia,

Desafia!

 

               (II)

NÃO É UMA PROPORÇÃO!

Agilson Cerqueira

 

A loucura da razão

— sem razão da loucura.

Entre limites invisíveis

a mente inquieta

recusa o repouso.

Não atrofia.

Provoca.

Desafia.

Pois pensar, às vezes,

é tocar

o limiar da vertigem.

 

                 (III)

NÃO É UMA PROPORÇÃO!

Agilson Cerqueira

 

A loucura da razão,

sem razão da loucura.

A mente inquieta

não conhece atrofiamento.

Ela avança,

insiste,

provoca o limite.

E no silêncio do pensamento

a inquietude permanece:

desafia.

 

Síntese crítica - Por F. P. Samuel*

Pensar é um ato de inquietação. Antes de qualquer palavra, antes mesmo da forma do poema, existe um movimento silencioso dentro da mente humana: a necessidade de compreender o mundo, de tocar aquilo que não se vê, de traduzir em linguagem aquilo que apenas se pressente.

Os poemas de Agilson Cerqueira nascem exatamente nesse território — o espaço onde razão e sensibilidade se encontram, se confrontam e, por vezes, se confundem.

A poesia dele não se apresenta como ornamento da linguagem. Ela surge como reflexão, como gesto de consciência. Cada verso é uma tentativa de atravessar o pensamento, de revelar as tensões entre lógica e vertigem, entre ordem e inquietação.

A poesia de Agilson Cerqueira não busca respostas definitivas. Ela prefere o risco da pergunta, pois pensar é sempre um desafio — e desafiar é, talvez, a forma mais humana de permanecer vivo diante do mistério do mundo.  (*) Escritor e Poeta

 

Autoria: Agilson Cerqueira

Foto: Produção

O Desafio de Saber Quando Bater em Retirada - Jim Mathis

                        O Desafio de Saber Quando Bater em Retirada

Por Jim Mathis

 

É difícil não emocionar-se quando ouvimos e vemos relatos de inundações catastróficas, seja nas áreas costeiras do Golfo no Texas ou na Flórida, nos Estados Unidos, como temos visto em meses recentes, na Itália, Indonésia ou Índia. As imagens que vemos de casas destruídas e famílias separadas pela devastação nos deixa um sentimento de tristeza e desamparo. 


Depois que o furacão Harvey atingiu as regiões mais baixas de Houston, Texas, falei com um amigo que vive ali e ele disse que ele e a família estavam em lugar seco, mas que a propriedade em que se encontrava sua casa se transformara numa ilha. Eles estavam cercados por muita água. Quando desastres assim acontecem, fico imaginando como eu reagiria, bem como qual seria o meu nível de prontidão para mim mesmo e minha família caso uma calamidade similar ocorresse em nossa região. Até que ponto uma pessoa se determina a permanecer e perseverar, e quando é que toma a decisão de bater em retirada e buscar segurança em outra parte?


Esta pergunta é tanto prática quanto metafórica. Ela pode se aplicar a calamidades naturais ou às adversidades que encontramos na vida diária e no trabalho. Nossa sociedade enfatiza a perseverança, o permanecer firme e forte diante do desastre. Entretanto, não se fala muito sobre reconhecer o momento de fugir, fechar um negócio ou evacuar uma área. 


Uma definição de sabedoria tomada por empréstimo do velho ditado que se refere ao jogo de cartas diz: “Saber quando segurá-las, saber quando descartá-las”. Em outras palavras, saber quando permanecer no jogo e saber quando desistir da rodada. A história empresarial está repleta de nomes de companhias que se apegaram a uma mão perdedora por tempo demais. A Kodak, as lojas de departamento Montgomery Ward e a Borders Books são algumas delas. Todas permaneceram firmes, apegadas a suas culturas e práticas, mesmo quando ondas de mudanças se levantaram ao seu redor. Eventualmente elas sucumbiram a essa “inundação”. 


Quer estejamos liderando uma companhia, quer tentando construir uma carreira de sucesso deveríamos tomar como alerta esses fracassos tão conhecidos. Diante de graves tempestades, sejam ameaças naturais – furacões, tornados, inundações ou incêndios florestais – ou tempestades metafóricas tais como um trabalho não satisfatório, uma linha de produtos não lucrativos ou viver em uma região em depressão econômica, será que sabemos qual é o ponto de mudança? Será que somos capazes de reconhecer quando devemos decidir: “É hora de sair.  Não posso mais esperar. Estou indo embora”?

Saber quando agir de forma que leve ao melhor resultado é sinal de sabedoria. Aqui estão alguns princípios extraídos da Bíblia sobre como encontrar a sabedoria necessária: 


Saber onde depositar sua confiança.  Às vezes uma tempestade é apenas um teste para revelar onde está sua confiança – em sua própria habilidade ou em Deus. Ele pode nos guiar em meio às adversidades que pensamos serem intransponíveis. “Confie no Senhor de todo o seu coração e não se apoie em seu próprio entendimento; reconheça o Senhor em todos os seus caminhos, e Ele endireitará as suas veredas.”  (Provérbios 3:5-6). 


Não tenha medo de tentar algo novo.  As Escrituras apresentam inúmeros relatos de pessoas que foram levadas por Deus a deixar sua zona de conforto e fazer coisas drasticamente novas. Noé, Abraão, José, Rute e Daniel são apenas alguns dos exemplos do Antigo Testamento.  “Esqueçam o que se foi; não vivam no passado. Vejam, estou fazendo uma coisa nova! Ela já está surgindo! Vocês não a reconhecem? Até no deserto vou abrir um caminho e riachos no ermo.” (Isaías 43: 18-19).    

 

Questões Para Reflexão ou Discussão  

 

1. Você está enfrentando alguma “tempestade” em sua vida agora, seja em relação a seu trabalho ou vida pessoal? Como está lidando com ela?

2. Você já enfrentou momentos em que teve que lutar entre perseverar e resolver um dilema complexo ou “bater em retirada”, com a consciência de que permanecer colocaria o seu futuro em perigo? Explique como lidou com a situação e qual o resultado.

3. Pelas notícias econômicas quase todos os dias vemos exemplos de empresas que tentam sobreviver em meio a um mercado em contínua mudança. O que podemos aprender com o fracasso de empreendimentos outrora altamente bem-sucedidos?

4. Como você reage diante da adversidade, quando surgem tempestades inesperadas? Onde você está depositando sua confiança? Você acha intimidadora a ideia de partir e tentar novas coisas?

Desejando considerar outras passagens da Bíblia relacionadas ao tema, sugerimos: Salmos 37:4-5; Eclesiastes 1:9-10; Isaías 41:10; Marcos 2:21-22; I Pedro 4:12.  

HOMENAGEM AO DIA DA MULHER - Ademilton Batista

 








HOMENAGEM AO DIA DA MULHER.

Rosa Mulher


Por que reduzir,

diminuir a um simples dia,

o que é eterno.


Tu és a razão das cores,

da vida e de todos

os amores que há.

 

Onde os dias e as noites sem vós,

não haveria um amanhã,

nem teria formas,

esperanças e vida.

 

O Dia não começaria,

a noite não teria fim.

Nem a mais escura delas,

a luz apareceria.

 

És geradora de universos,

de todos os sentimentos e

sentidos da própria existência.

 

Onde muitos te oferecem pouco,

do que a ti, deveria pertencer.

.

Ademilton Batista

Brasil Bahia Itabuna

Do Livro Vencendo o Tempo pg44

DR08032017


Autoria: Ademilton Batista

Imagem: Produção

3.08.2026

Minha Mãe - Vinícius de Moraes

 




Minha Mãe - Vinícius de Moraes

Minha mãe, minha mãe, eu tenho medo
Tenho medo da vida, minha mãe.
Canta a doce cantiga que cantavas
Quando eu corria doido ao teu regaço
Com medo dos fantasmas do telhado.
Nina o meu sono cheio de inquietude
Batendo de levinho no meu braço
Que estou com muito medo, minha mãe.
Repousa a luz amiga dos teus olhos
Nos meus olhos sem luz e sem repouso
Dize à dor que me espera eternamente
Para ir embora. Expulsa a angústia imensa
Do meu ser que não quer e que não pode
Dá-me um beijo na fronte dolorida
Que ela arde de febre, minha mãe.

Aninha-me em teu colo como outrora
Dize-me bem baixo assim: — Filho, não temas
Dorme em sossego, que tua mãe não dorme.
Dorme. Os que de há muito te esperavam
Cansados já se foram para longe.
Perto de ti está tua mãezinha
Teu irmão, que o estudo adormeceu
Tuas irmãs pisando de levinho
Para não despertar o sono teu.
Dorme, meu filho, dorme no meu peito
Sonha a felicidade. Velo eu.

Minha mãe, minha mãe, eu tenho medo
Me apavora a renúncia. Dize que eu fique
Dize que eu parta, ó mãe, para a saudade.
Afugenta este espaço que me prende
Afugenta o infinito que me chama
Que eu estou com muito medo, minha mãe.

Minha mãe é um poema de Vinícius de Moraes que exibe toda a fragilidade do poeta e seu desejo de estar novamente acolhido nos braços da mãe.

Vinícius revela seu receio diante da vida e coloca a figura materna como a única possível de aplacar seu sofrimento, retornando de alguma maneira à infância.

Foi publicado em seu primeiro livro, O caminho para a distância, de 1933, quando o autor tinha apenas 19 anos.


Fonte Cultura Genial

Foto: Google

 

3.07.2026

É TÃO GENTIL E TÃO HONESTO O AR - Dante Alighieri.

 









É TÃO GENTIL E TÃO HONESTO O AR

 

É tão gentil e tão honesto o ar

de minha Dama, quando alguém saúda,

que toda boca vai ficando muda

e os olhos não se afoitam de a fitar.

 

Ela assim vai sentindo-se louvar

na piedosa humildade em que se escuda,

qual fosse um anjo que dos céus se muda

para uma prova dos milagres dar.

 

Tão afável se mostra a quem a mira

que o olhar infunde ao coração dulçores

que só não sente quem jamais olhou-a.


E quando fala, dos seus lábios voa

Uma aura suave, trescalando amores,

que dentro d’alma vai dizer: “Suspira!”

 

Dante Alighieri.

Tradução de Ivo Barroso.


Foto: Google

SONETO DA MULHER INÚTIL - Vinícius de Moraes

 






SONETO DA MULHER INÚTIL

De tanta graça e de leveza tanta

Que quando sobre mim, como a teu jeito

Eu tão de leve sinto-te no peito

Que o meu próprio suspiro te levanta.


Tu, contra quem me esbato liquefeito

Rocha branca! brancura que me espanta

Brancos seios azuis, nívea garganta

Branco pássaro fiel com que me deito.


Mulher inútil, quando nas noturnas

Celebrações, náufrago em teus delírios

Tenho-te toda, branca, envolta em brumas.


São teus seios tão tristes como urnas

São teus braços tão finos como lírios

É teu corpo tão leve como plumas.

Vinícius de Moraes


Autoria: Vinícius de Moraes

Foto: Google

3.06.2026

Lógica e ignorância - Agilson Cerqueira









 Oprimidos e opressores 

Óleo Sobre Tela 

Agilson Cerqueira


Lógica e ignorância

 Agilson Cerqueira


Ao saber o desconhecido,

me contive...

Fiz uma reflexão, e me curvei agradecido!

Lucidez sensata ou sabedoria?

Fiquei em silêncio!

Fiz o controle da respiração!

O tempo e a paciência angustiantes...

Um corpo ocupando o espaço desconhecido!

Enfim, a certeza das limitações!

Ignoro a lógica...

Continuo em silêncio!

 

F. P. Samuel*

Bela escolha de leitura. O poema de Agilson Cerqueira toca na ferida do ego humano: o momento em que a razão falha diante da vastidão do que não sabemos.

Abaixo, os pontos altos dessa reflexão:

O Valor do Silêncio: O autor sugere que, diante do desconhecido, o silêncio não é omissão, mas uma forma de respeito e sabedoria.

Limitações Humanas: A "certeza das limitações" é o que nos diferencia da arrogância. Aceitar que não se sabe tudo é o primeiro passo para a verdadeira lucidez.

Intuição vs. Lógica: Ao "ignorar a lógica", o eu lírico prioriza a experiência sensorial (a respiração, o corpo, a paciência) em vez de tentar explicar o inexplicável.

É um convite para desacelerar e aceitar que o espaço desconhecido faz parte da nossa jornada.

F. P. Samuel: Escritor, Poeta e Crítico

C. A. Santos*

Analisar o poema "Lógica e Ignorância" é mergulhar em uma jornada de desconstrução do ego. Agilson Cerqueira utiliza a poesia para descrever o momento exato em que o intelecto (a lógica) se torna insuficiente, e o ser humano se vê obrigado a abraçar sua própria finitude.

Aqui está uma análise detalhada dos eixos centrais da obra:

1. A Inversão Socrática (Sabedoria vs. Ignorância)

O poema dialoga diretamente com o conceito de ignorância socrática, onde o reconhecimento do "não saber" é o ápice da inteligência.

O Conflito: Quando o eu lírico diz "Ao saber o desconhecido, me contive", ele descreve o choque entre a vontade de dominar o mundo pela razão e a constatação da vastidão do universo.

A Resposta: A "lucidez sensata" mencionada não vem de acumular dados, mas de aceitar as limitações humanas.

2. O Silêncio como Ferramenta Fenomenológica

Diferente da lógica, que precisa de palavras e definições para existir, a experiência descrita por Cerqueira é silenciosa.

Controle da respiração: Este elemento traz o poema para o campo da presença. Ao focar na biologia (respirar), o autor abandona as abstrações mentais.

Tempo e Paciência: A angústia mencionada nasce da espera. A lógica quer pressa e soluções; a sabedoria exige o tempo do "corpo ocupando o espaço".

3. A Crítica à Lógica Instrumental

O verso "Ignoro a lógica" não é um elogio à falta de inteligência, mas sim uma crítica à arrogância racional.

Para a filosofia, a ignorância pode ser um "princípio de sabedoria".

Ao ignorar a lógica, o eu lírico se liberta da necessidade de "provar" ou "explicar", permitindo-se apenas ser.

(*) C. A. Santos: Artista Plástico, Escritor e Crítico

A VOZ DO SILÊNCIO - William Souza da Silva (*)


*A VOZ DO SILÊNCIO 

William Souza da Silva

 

No silêncio, você ouve a voz interior

A voz da sabedoria milenar

O reconhecimento do divino amor

 

O silêncio é a voz do coração

A compreensão da vida humana

O abandono da ilusão.

 

O silêncio é a busca da evolução

O contato com o Pai celestial

O momento da transformação

 

O silêncio é conexão  superior

A mudança para o homem novo

O reconhecimento da voz do criador.

 

O silêncio aquieta a tagarelice

Vive a calmaria dos justos

E o desapego das crendices.

 

O silêncio faz vibrar a mãe natureza

O solo fecundo e fértil da vida

A evolução do homem na pureza

 

O silêncio relaxa a mente e acalma

Na busca profunda do eu interior

E no despertar da alma.

 

PENSAMENTO

Nós somos matéria e energia. Estamos usando a matéria que desaparece, enquanto a energia se perpetua nos planos espirituais. William

PENSAMENTO

Nossos pensamentos positivos são a bússola que nos direciona para onde estamos indo no processo evolutivo."  William


Autor: William Souza da Silva

Imagem: Google

COMO A PRAIA DOS MILIONÁRIOS RECEBEU ESSE NOME - Por Walmir Rosário*

COMO A PRAIA DOS MILIONÁRIOS RECEBEU ESSE NOME

Praia dos Milionários, point dos itabunenses - Foto José Nazal

Por Walmir Rosário*

No final da década de 1960 e início de 1970 o point ilheense era o distrito de Olivença. Distante 18 quilômetros da sede, era frequentada por poucos ilheenses e ainda menos itabunenses. Estrada de chão, muita poeira, areia e as chamadas costelas de vaca tornavam a viagem uma aventura. O local de área veraneio, férias ou outros desafios. Destino de alguns abastados.

Alguns itabunenses também possuíam casas, sítios ou fazendas na antiga estrada Pontal-Olivença, entre eles a família Messias. Num desses domingos, Berger Brasil, da Loja Consul, que atendia a Classe A de Itabuna, se dirigiu para encontrar o amigo José Badaró e encontra outro chegado, Antônio Brito, que o convida para passar o dia com eles.

Após as desculpas de praxe, Brasil explica que tem compromisso firmado em Olivença, onde iria jogar um baba, e para tanto, carregava uma bola e um isopor cheio de cervejas em lata. Diante da extensão do convite para o próximo domingo, prometeu que apareceria com os colegas para o prometido baba. E chegou com uma boa turma, boa de bola e de cerveja.

De maneira informal, começaria ali a primeira partida do futuro Baba dos Milionários, que fez história e batizaria uma das mais importantes praias da zona sul de Ilhéus. No domingo seguinte – o terceiro –, apareceram também alguns ilheenses, a exemplo de Ninho (Marcos Vieira). A ideia era manter os jogos entre os itabunenses e os ilheenses.

E tudo combinava favoravelmente entre eles, pois na semana posterior apareceu um senhor de nome Sidrak, com uma galinhota (carrinho de mão) carregada de cerveja gelada. A turma jogou o baba, bebeu a cerveja que levaram e ainda acabou todo o estoque do Sidrak. Naquele dia ficou mais que provado que o baba teria vida longa e os jogos seriam entre as seleções de Itabuna e Ilhéus.

Iram Marques, o Cacifão

Na segunda-feira, Renato Cunha e Ninho resolvem comprar os uniformes das duas seleções. Nisso Berger Brasil encarrega Iram Marques (Cacifão) de comprar as camisas para a Seleção de Itabuna. E por ironia do destino, ele encontra as camisas nas cores amarela e preta, no padrão da bandeira itabunense. Agora seria apenas imprimir o nome.

De repente, Renato Cunha e Ninho resolvem mudar o nome dos times, para evitar o acirramento da rivalidade existente entre as duas cidades no futebol amador. A ideia era nomear a tal Seleção de Itabuna com um nome tupi-guarani. Ao dar a contra ordem a Cacifão, Brasil ouve o que não queria:

– Agora é tarde, Brasil, as camisas já estão impressas. E o nome é Os Milionários –, informou Cacifão.

E para justificar, Iram Marques, do alto de sua sabedoria e criatividade, convenceu os amigos com a narrativa de que o nome criado por ele era perfeito, pois só participava do baba quem tinha dinheiro, possuía carro, argumentando que nem todos poderiam ir, já que sequer existiria linha de ônibus. E assim Os Milionários foi o nome aprovado.

E o baba se tornou sucesso em Itabuna e Ilhéus, tanto que Os Milionários também passou a dar nome à conhecida a praia onde as partidas eram jogadas. A cada domingo chegavam novos pretendentes, muitos desconhecidos, o que levou Cacifão a adotar nova estratégia para manter o grupo pioneiro unido.

O controverso Iram Marques (Cacifão), que à época não possuía carro, saía de Itabuna para Ilhéus no ônibus das 5 da manhã e conseguia chegar de táxi primeiro que todos. Munido de uma prancheta e papel pautado, escalava os times a seu bel prazer, além de ditar todas as regras no sentido de afastar os menos favorecidos, financeiramente.

E Cacifão passou a instituir taxas para a lavagem do material esportivo (30,00, em moeda da época), além da quantidade de cervejas e tira-gostos que cada um deveria levar. Mesmo que o pretendente fosse bom de bola, era vetado, não importando os pedidos. Com isso, os incidentes entre a rivalidade entre as duas cidades também permaneceram zerados.

E o baba dos Milionários, como passou a ser chamado, ganhou a atenção dos boleiros e da mídia. Um dos primeiros jogadores profissionais a jogar no baba foi Jorge Campos, atacante do Bahia, levado pelo seu irmão César Campos. Em outra feita apareceram o jogador do Flamengo e Seleção Brasileira, Júnior (Capacete) e o técnico Cláudio Coutinho.

Dentre os frequentadores pioneiros do baba dos Milionários: Berger Brasil, Renato Cunha, Antônio Brito, Eduardo Brito, Iram Marques (Cacifão), José Verdinho, João Carlos Fontes, César Campos, Antônio Wense com os filhos Ronie e Marcos, Edulindo, Erick Etinger, Tonho Bicudo, Tonhão, Ninho, Geraldo Sessa, George Cordeiro, Alcides Paulino, Chico Orelinha, Dr. Alair, os 4 irmãos Andrade, Haroldo Messias, dentre outros.

Essa é a verdadeira história da Praia dos Milionários, desbravada por itabunenses e que se transformou na grande e festejada praia das grandes cabanas da zona sul de Ilhéus. Hoje os responsáveis por essa criação são respeitáveis senhores que, aos sábados, ainda sentam praça no Beco do Fuxico, especialmente na Fuxicaria. Outros já não habitam mais entre nós, a exemplo de Cacifão, o homem das ingrisilhas, que deixou suas histórias a serem contadas.

*Radialista, jornalista e advogado.


Motivação - E Gratidão - Robert Tamasy

Motivação - E Gratidão

Por Robert Tamasy

Quando foi a última vez em que você ouviu uma palestra motivacional? Como você reagiu a ela? Ela o encheu de entusiasmo e inspiração? Você ficou cheio de adrenalina, pronto para assumir o mundo?

Anos atrás fui convidado para comparecer a uma reunião de vendas multinível onde homens e mulheres subiram ao palco falando entusiasticamente sobre o seu produto e declarando o quanto tinham se tornado bem-sucedidos.  Olhando em volta do recinto, vi muitos dos presentes serem incendiados. Eles ficaram tão entusiasmados que acho que alguns nem precisaram das portas para sair – eles pareciam prontos a atravessar as paredes.

Eu não era um deles, mas pude entender sua reação. As histórias que eles ouviram soavam convincentes e muito motivadoras. O problema é que esse tipo de motivação raramente perdura. Os picos emocionais que produzem desaparecem rapidamente quando as pessoas retornam para o “vale” do seu ambiente de trabalho diário e seus desafios.

Sendo assim, como podemos então encontrar a motivação que precisamos não apenas para estabelecer e iniciar a busca para atingir objetivos dignos, mas também para sustentar o esforço, perseverando diante dos obstáculos, reveses e desânimo? A triste realidade é que muitas pessoas têm a capacidade de começar bem, seja embarcando em uma nova carreira, iniciando um negócio ou assumindo níveis mais elevados de responsabilidade e autoridade.  Porém, relativamente poucos são capazes de permanecerem firmes até tornar realidade seus elevados objetivos. Onde podemos encontrar a tão necessária motivação?

Em breve, americanos e pessoas em algumas outras partes do mundo estarão observando a celebração anual do Dia de Ação de Graças. Eu sugeriria, pelo menos para aqueles que professam ser seguidores de Jesus Cristo, que parte da nossa motivação deveria vir da gratidão. Gratidão pelo amor de Deus, por aquilo que Ele tem feito por nós e pelo privilégio de sermos participantes da obra que Ele está fazendo em todo o mundo.

Aqui estão algumas das fontes de grata motivação que encontramos registradas na Bíblia:

Motivado pela gratidão pelo amor de Deus.  As Escrituras ensinam que fomos escolhidos para nos tornarmos membros da eterna família de Deus por Seu incondicional amor. Ela também diz que o Espírito de Jesus Cristo vive em cada crente, capacitando-nos a amar os outros assim como Ele nos tem amado. Como o apóstolo Paulo escreveu, “Pois o amor de Cristo nos constrange...” (II Coríntios 5:14).

Motivados por sermos gratos pelo chamado de Deus.  Uma das mais extraordinárias declarações da Bíblia diz que Deus quer que sirvamos como “...instrumentos de justiça.” (Romanos 6:13) - pessoas que Ele usa para demonstrar e expressar Suas verdades. “Portanto, somos embaixadores de Cristo, como se Deus estivesse fazendo o Seu apelo por nosso intermédio. Por amor a Cristo lhes suplicamos: Reconciliem-se com Deus.” (II Coríntios 5:20).

Motivados para compartilhar com outros.  Uma vez compreendendo o que Deus fez por nós e aquilo que um relacionamento genuíno com Ele oferece, deveríamos estar motivados para compartilhar o que a Bíblia chama de “as boas novas de Jesus Cristo” com outras pessoas. “Se enlouquecemos, é por amor a Deus; se conservamos o juízo, é por amor a vocês... porque estamos convencidos de que Um morreu por todos; logo, todos morreram. E Ele morreu por todos para que aqueles que vivem já não vivam mais para si mesmos, mas para Aquele que por eles morreu e ressuscitou.” (II Coríntios 5:13-15).  

Questões Para Reflexão ou Discussão  

Você já ouviu uma palestra ou mensagem gravada ou leu um livro motivacional? Quanto tempo durou a motivação provocada por eles? Por que a motivação exterior geralmente logo desaparece?

Você concorda que a gratidão pode ser a fonte de uma motivação duradoura? Explique sua resposta.

Quer você esteja se preparando para celebrar formalmente o Dia de Ação de Graças ou não, quais são algumas das coisas pelas quais você é grato hoje?

Como a gratidão a Deus – pelo que Ele fez e continua fazendo em sua vida – serve como motivação para sua forma de abordar cada dia no ambiente de trabalho? Quais os desafios em manter esse tipo de motivação?

Nota: Desejando considerar outras passagens da Bíblia relacionadas ao tema, sugerimos: Salmos 100:1-5; Colossenses 2:7; 3:16-17; I Tessalonicenses 5:18; Hebreus 12:28-29.

3.05.2026

O livro e a América (trecho)

 






O livro e a América (trecho)

Talhado para as grandezas,
P'ra crescer, criar, subir,
O Novo Mundo nos músculos
Sente a seiva do porvir.
—Estatuário de colossos —
Cansado doutros esboços
Disse um dia Jeová:
"Vai, Colombo, abre a cortina
"Da minha eterna oficina...
"Tira a América de lá".

Molhado inda do dilúvio,
Qual Tritão descomunal,
O continente desperta
No concerto universal.

 

Fonte: Cultura Genial

Foto: Google

Trabalhar com Pessoas Quando É Difícil - Mike Reading

Trabalhar com Pessoas Quando É Difícil

Por Mike Reading

 

A maioria de nós passa mais tempo no trabalho do que em qualquer outro lugar. Ali, precisamos interagir com pessoas para que as tarefas sejam feitas, suportar colegas, satisfazer clientes e contribuir para que as metas da organização sejam atingidas. Entretanto, nem todas as pessoas são fáceis para se trabalhar com elas. 

 

Todavia, Jesus Cristo nos diz que amar a Deus necessariamente significa amar nosso próximo – mesmo aqueles que poderíamos considerar mais como inimigos (Mateus 5:43-48). E a qualidade do amor que Ele requer que estendamos ao nosso próximo é radical: “...Ame o seu próximo como a si mesmo...” (Marcos 12:31). Amar alguém da mesma maneira que amamos a nós mesmos essencialmente significa cuidar das necessidades dos outros com o mesmo senso de urgência e tenacidade com que buscamos satisfazer nossas próprias necessidades. 

 

Jesus moldou este amor por nós ao longo de Seu ministério e, por fim, na cruz. Ele compreendeu mais do que ninguém o preço que devemos pagar para amar as pessoas com a mesma intensidade com que amamos a nós mesmos. “Agora Meu coração está perturbado, e o que direi? Pai, salva-Me desta hora? Não; Eu vim exatamente para isto, para esta hora.” (João 12:27). 

 

Sendo assim, como podemos praticar e amar as pessoas, especialmente quando isso é difícil? Considere estas duas práticas da próxima vez que você encontrar alguém numa situação assim desafiadora: 

 

Olhe primeiro para dentro.  Olharmos para dentro de nós mesmos em primeiro lugar, quando encaramos conflitos, exige coragem. Em situações de muita pressão, a maioria das pessoas olha para fora. Elas encontram razões fora delas mesmas para seus problemas. Elas culpam os outros ou a situação, procurando por desculpas. Entretanto, o Senhor nos pede que olhemos para dentro de nós. Devemos assumir pessoalmente a responsabilidade pelo que está acontecendo e pelo que necessita ser feito, mesmo quando as circunstâncias ou as outras pessoas tenham uma clara participação no episódio.  

 

Quando enfrentar situações ou pessoas difíceis, pergunte a si mesmo: “O que fiz para ajudar a criar a situação e o que eu, pessoalmente, preciso fazer a respeito disso? O apóstolo Paulo serviu de modelo para tal comportamento ao lidar com conflitos dentro da Igreja. Primeiro, em seus escritos, ele disse que se considerava “...o menor dos apóstolos e nem sequer mereço ser chamado apóstolo...” (I Coríntios 15:9). Mais tarde, Paulo se referiu a si mesmo como o pior dos pecadores (I Timóteo 1:15). O apóstolo tinha uma aguda percepção de si mesmo. Conhecer a nós mesmos nos capacita a fazer escolhas conscientes e intencionais quanto à forma pela qual reagimos às pessoas e situações. 

 

Trabalhe com compaixão.  Compaixão pode ser definida como “empatia em ação”. Estarmos abertos aos outros nos capacita a enfrentar tempos difíceis com criatividade e resiliência. A empatia nos leva a nos conectarmos com as pessoas. Isto nos ajuda de forma poderosa e eficiente a cumprir nossas tarefas e lidar com o estresse e os sacrifícios inerentes à liderança. Requer-se de nós que nos importemos o bastante para querer aprender sobre as outras pessoas, sentir o que elas sentem, ver o mundo da forma como elas o veem, e então, fazermos alguma coisa com aquilo que aprendemos. 

 

A parte mais desafiadora de se trabalhar com compaixão é que não podemos supor ou esperar que igual troca de compaixão seja direcionada a nós. Compaixão significa dar altruisticamente.  Encontramos essa capacidade de compaixão em Jesus, que disse na cruz enquanto olhava para as pessoas que O crucificavam: “...Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que estão fazendo...” (Lucas 23:34). Que pedido extraordinário!    

 

Questões Para Reflexão ou Discussão   

1.     Quem são as pessoas mais difíceis de amar em seu ambiente de trabalho?

2.     Como seria se você se esforçasse para ao encontro das necessidades delas esta semana com a mesma energia que usa para satisfazer as suas necessidades?

3.     Pense num conflito recente. Olhe para dentro de si e pergunte-se: “Qual a minha parte na criação dessa situação? O que preciso fazer a respeito agora?

4.     Se você procurasse ter empatia e compreender a experiência de outra pessoa nesse conflito, o que teria feito de forma diferente para demonstrar compaixão?

Nota: Desejando considerar outras passagens da Bíblia relacionadas ao tema, sugerimos: Lucas 10:25-37; Mateus 5:43-48; 25:31-46. 

 

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