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4.25.2026

Fidelidade - Vinicius de Moraes (1913-1980)

Vinicius de Moraes (1913-1980)


Vinicius de Moraes foi um poeta, cantor, compositor e diplomata carioca, amplamente reconhecido como um dos fundadores da Bossa Nova. Conhecido como o poetinha, estreou na poesia com O Caminho para a Distância (1993).

Ficou conhecido pelo lirismo e temática da paixão em sua poesia, que combina a sensualidade com uma profundidade emocional intensa. Seus versos são impregnados de musicalidade e ritmo.

Embora seja conhecido principalmente por seus sonetos de amor, também fazia denúncias a problemas sociais e políticos em suas obras. Além disso, desenvolveu diversos poemas infantis em seu livro A Arca de Noé (1970), que conta com o famoso poema A Casa, sobre uma casa muito engraçada, sem teto, sem nada…

 

Soneto de fidelidade

De tudo ao meu amor serei atento

Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto

Que mesmo em face do maior encanto

Dele se encante mais meu pensamento.

 

Quero vivê-lo em cada vão momento

E em seu louvor hei de espalhar meu canto

E rir meu riso e derramar meu pranto

Ao seu pesar ou seu contentamento

 

E assim, quando mais tarde me procure

Quem sabe a morte, angústia de quem vive

Quem sabe a solidão, fim de quem ama

 

Eu possa me dizer do amor (que tive):

Que não seja imortal, posto que é chama

Mas que seja infinito enquanto dure.


Fonte: Cultura Genial

Autoria: Vinícius de Moraes

Foto: Google

Princípios para Gerir sua Empresa - Jim Langley

 Princípios para Gerir sua Empresa

Por Jim Langley

 

Poucos anos atrás tive a oportunidade de compartilhar meus objetivos gerais nos negócios com cerca de 40 agentes de seguros ao ser homenageado por minha companhia pelos meus 25 anos de serviço.  Apresentei em breves palavras minha experiência pessoal, explicando que os objetivos que segui são simples, embora profundos: esteja disponível; seja estudioso; seja disciplinado, persistente e coerente; tenha a mente focada em servir;  seja positivo e esteja perto de Deus. 

 

Eu disse a eles que acredito que esses objetivos podem ser aplicados não importa a direção que uma pessoa tome nos negócios e na vida. Ao longo dos anos cheguei a um entendimento melhor do que funciona e do que não funciona quando efetuo vendas ou presto serviços aos meus clientes. Deixe-me explicar melhor:

 

Estar disponível – Para os meus clientes, preciso seguir as palavras de Jesus a Seus discípulos em João 13:33-34: “...Amem-se uns aos outros...” e coloque as necessidades dos clientes antes das suas necessidades. Quando sigo esse mandamento levo meu trabalho muito mais a sério e desenvolvo um forte desejo de ajudar aos outros na medida das minhas possibilidades e de forma oportuna. 

 

Ser estudioso - Eu preciso continuamente estar ao par das mudanças nas leis sobre seguros e dos produtos que melhor supram as necessidades dos clientes. Um dos versículos da minha vida me faz lembrar: “Tudo o que fizerem, façam de todo o coração, como para o Senhor, e não para os homens, sabendo que receberão do Senhor a recompensa da herança....” (Colossenses 3:23-24). Este é o único lembrete que preciso para permanecer na vanguarda de minha profissão.

 

Ser disciplinado – Devo me dedicar a planos viáveis e apenas trabalhar com companhias nas quais possa confiar. Provérbios 1:7 nos lembra: “O temor do Senhor é o princípio do conhecimento, mas os insensatos desprezam a sabedoria e a disciplina.” Meus clientes esperam que eu seja sábio em minhas recomendações e não aja com insensatez com seus investimentos e bem-estar. 

 

Ser persistente e coerente – Eu preciso entender o valor de cada “não” e perseverar para ganhar o próximo “sim” quando encontro possíveis interessados. Em Tiago 1:12 somos encorajados: “Feliz é o homem que persevera na provação, porque depois de aprovado receberá a coroa da vida, que Deus prometeu aos que O amam.”  Considero que meu trabalho faz parte do servir a Deus. Sei que Ele Se agrada quando O honro com meu trabalho. 

 

Ter a mente focada em servir - Devo colocar sempre as necessidades dos outros acima da gratificação pessoal. Efésios 6:7-8 nos instrui: “Sirvam...de boa vontade, como servindo ao Senhor, e não aos homens, porque vocês sabem que o Senhor recompensará cada um pelo bem que praticar, seja escravo, seja livre.”  Considero-me um servo de cada um dos meus clientes, mas acima de tudo, eu sou um servo do Senhor. 

 

Ser positivo – Eu preciso estar o maior tempo possível com pessoas positivas. Hebreus 10:24-25 nos lembra:  “E consideremos uns aos outros para nos incentivarmos ao amor e às boas obras. Não deixemos de reunir-nos como igreja, segundo o costume de alguns, mas procuremos encorajar-nos uns aos outros, ainda mais quando vocês veem que se aproxima o Dia.” Com tanta negatividade neste mundo precisamos de uma imersão no pensamento e comportamento positivos a fim de repelir o comportamento negativo contraproducente que predomina. 

 

Estar perto de Deus (o mais importante) - Eu preciso compreender claramente o meu propósito na vida e lembrar de Quem realmente está no comando. Deus pode nos proporcionar a paz “que excede todo o entendimento” proclamada pelo apóstolo Paulo em Filipenses 4:7.  Isto me ajuda a permanecer perto dEle e a olhar sempre para Ele ao lidar com as circunstâncias da vida, quer envolvam meu negócio, minha família ou outras áreas de minha vida pessoal. 

 

Creio que estes sete objetivos gerais podem servir bem para a vida de qualquer pessoa, mas o catalisador que faz tudo isso funcionar é Jesus Cristo. Ele Se oferece para ser nosso exemplo e nos treinar enquanto fazemos o melhor para servi-Lo e a nossos clientes, lidando com tudo o que Ele coloca em nosso caminho.

 

Próxima semana tem mais!

Questões Para Reflexão ou Discussão  

 

1.    Você tem objetivos de negócios que o ajudem a abordar seu trabalho diariamente? Quais são e como você os usa?

2.    Qual dos objetivos citados pelo autor lhe parece mais significativo? Ele apresenta uma nova ideia para você ou se relaciona com os objetivos e princípios que você está seguindo atualmente?

3.    Em sua opinião, por que são necessários objetivos para estabelecer ou gerir uma empresa, ou simplesmente para nossa vida cotidiana?

4.    Você discorda de algum dos objetivos citados ou sugere acrescentar outro à lista? Explique sua resposta.

 

Nota: Desejando considerar outras passagens da Bíblia relacionadas ao tema, sugerimos: Provérbios 1:1-7; João 13:33-34;  I Coríntios 10:31;  Colossenses 3:17;  

I Tessalonicenses 4:9-12. 

 

Fizeram a gente acreditar - Martha Medeiros

 

Fizeram a gente acreditar - Martha Medeiros

Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos. Não nos contaram que amor não é acionado nem chega com hora marcada.

Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável.

Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada “dois em um”, duas pessoas pensando igual, agindo igual, que isso era que funcionava. Não nos contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável.

Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos.

Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são caretas, que os que transam muito não são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto.

Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade. Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas. Ah, nem contaram que ninguém vai contar. Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz se apaixonar por alguém.

Martha Medeiros é um dos nomes conhecidos na literatura contemporânea brasileira. A escritora produz romances, poemas e crônicas e já teve obras adaptadas para peças de teatro e audiovisual.

Um dos temas que a autora aborda é amor e os relacionamentos. Na crônica Fizeram a gente acreditar ela traz uma análise certeira e contundente sobre a idealização no amor romântico.

Martha apresenta seus pensamentos sobre o tema de maneira honesta, mostrando que a vida pode diversos caminhos, não existindo uma fórmula para vivenciar o amor. O que fica claro em suas palavras é a necessidade de auto-amor antes de mais nada.


Fonte: Cultura Genial

Autoria: Martha Medeiros

Foto: Google

4.24.2026

O RITMO DA MENTE - Agilson Cerqueira

 O RITMO DA MENTE

Agilson Cerqueira 

Pausar o passo, 

calar o ruído.

Entregar-se ao vazio, 

ao tempo esquecido.

Divagar sem rumo, 

em busca do chão,

Recuperar a calma, 

no centro da mão.

E quando a clareza enfim retornar,

Perder-se de novo, 

deixar-se levar.

Dormir o cansaço, 

no sonho acordar,

No gesto lento, 

aprender a respirar.

Viver é o ofício, a luta, o dever,

Mas divagar devagar é o que faz o ser.

Não basta o fôlego, a lida, o trajeto,

É preciso o sonho pra manter-se ereto.

Sobreviver, sim, 

mas com alma presente.

Viver a vida, 

divagando a mente.


Autoria: Agilson Cerqueira
Foto: Produção
Engenheiro, Matemático, Professor, Prosador e Artista Plástico. 
Licença: Creative Commons


Carta a um amor ateu - Alineci Cardoso

 






Carta a um amor ateu

Alineci Cardoso


Preciso saber

Das intenções que

Nos cercam

Do amor que deveras sente

Por mim

Dos beijos que não me deu na frente

E no verso

Da palavra

Não dita

Nas entrelinhas

Do alinhavo

Do acaso

Que queres de mim

 

Autora: Alineci Cardoso

Foto: Produção

 

Ponto de Leitura: rilvanbatistadesantana.blogspot.com

Quem lembrará do seu nome? - Robert Tamasy

Quem lembrará do seu nome?

Por Robert Tamasy

 

Patrick Morley, autor do best seller The Man in the Mirror (O Homem no Espelho), tornou-se um pioneiro do movimento cristão de homens algumas décadas atrás e é um perspicaz observador do ser humano.  Recentemente, ele iniciou o post de um blog refletindo sobre “um homem de negócios tremendamente bem-sucedido e ícone da filantropia” de sua cidade: 

 

“Seu nome estava constantemente na imprensa,” escreveu Morley.  “Ele era de longe bem mais conhecido do que você ou eu jamais seremos; contudo, não consigo lembrar-me de seu nome, 10 anos após a última vez de tê-lo ouvido.  E existem muitas outras pessoas assim como ele.”  Então, ele perguntou a seus leitores:  “Quem vai se lembrar do seu nome 10 anos depois de você morrer?  Que grande pergunta para balizar as prioridades de sua vida!” 

 

Morley estava certo.  Muitas das pessoas que fazem as manchetes de hoje, aquelas cujos nomes são vistos quase que diariamente nos periódicos de economia, programas de notícias ou entretenimento, terão sido de há muito esquecidas dentro de décadas, substituídas por outros indivíduos de sucesso mais recente.  Pense, por exemplo, nos “sucessos de uma só canção” da indústria da música.  Eles gravaram uma ou duas canções que todo mundo cantarolou durante um período, e depois aparentemente desapareceram.  Ocasionalmente ouvimos suas canções novamente no rádio, mas não conseguimos lembrar quem foram os artistas que as gravaram. 

 

O mesmo pode ser dito das “estrelas” de aparição única em qualquer área de empreendimento, inclusive no mundo empresarial e profissional.  Assim, a pergunta é válida:  Quem se lembrará do seu nome 10 anos após a sua morte?  E se lembrarem, por que o farão?

 

No livro da Bíblia de Provérbios, encontramos inúmeras referências que provocam a reflexão e enfatizam o quão efêmera pode ser a fama.  Também podemos aprender ali como estabelecer um nome que será lembrado – e por bons motivos. 

 

Um bom nome não tem preço. Uma reputação sólida pode ser destruída num momento por um mal julgamento, mas um legado duradouro afetuosamente lembrado requer uma vida inteira para ser estabelecido. “O bom nome vale mais do que muita riqueza;  ser estimado é melhor do que ter prata e ouro.” (Provérbios 22:1). 

 

Seja alguém que as pessoas queiram lembrar e não dispostas a esquecer. Há líderes bons e ruins; os ruins provavelmente não serão lembrados por muito tempo.  “Os bons serão lembrados como uma benção, porém os maus logo serão esquecidos.” (Provérbios 10:7).  “Não se aborreça por causa dos maus, nem tenha inveja dos ímpios, pois não há futuro para o mau, e a lâmpada dos ímpios se apagará.”  (Provérbios 24:19-20). 

 

Mantenha o foco no que vai durar e não em coisas que podem ser perdidas ou deteriorar com o tempo. Coisas temporais, aquelas que não podem ser mantidas para sempre ou se depreciam com o tempo, são procuras vãs.  Por isso Jesus instruiu Seus discípulos a manter o foco no que é eterno, e não no temporário. “Não acumulem para vocês tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e onde os ladrões arrombam e furtam.  Mas acumulem para vocês tesouros nos céus, onde a traça e a ferrugem não destroem, e onde os ladrões não arrombam nem furtam.  Pois onde estiver o seu tesouro, aí também estará o seu coração.” (Mateus 6:19-21). 

 

Questões Para Reflexão ou Discussão  

 

- Responda:  quem lembrará de seu nome 10 anos após sua morte?

- Em sua opinião, por que tantas pessoas que aparecem regularmente sob a luz dos holofotes são esquecidas após sua morte ou assim que encerram suas carreiras?

- O que você pode fazer para assegurar que bem depois de ter ido embora – da empresa onde trabalha, da comunidade onde vive ou mesmo desta vida – as pessoas terão bons motivos para se lembrar do seu nome?

- Você acha que devemos nos preocupar se as pessoas irão ou não se lembrar de nós depois que deixarmos esta vida?  Explique sua resposta.

 

Nota: Desejando considerar outras passagens da Bíblia relacionadas ao tema, sugerimos: Provérbios 11:30;  13:9;  25:9-10;  27:24;  Mateus 7:13-14;  Filipenses 4:9;  II Timóteo 2:2. 

4.23.2026

O Rabo do Macaco - Fábula de Monteiro Lobato

 

O Rabo do Macaco - Fábula de Monteiro Lobato

    Era um macaco que resolveu sair pelo mundo a fazer negócios. Pensou, pensou e foi colocar-se numa estrada, por onde vinha vindo, lá longe, um carro de boi. Atravessou a cauda na estrada e ficou esperando. Quando o carro chegou e o carreiro viu aquele rabo atravessado, deteve-se e disse:

- Macaco, tire o rabo da estrada, senão passo por cima!

- Não tiro! - respondeu o macaco - e o carreiro passou e a roda cortou o rabo do macaco.

O bichinho fez um barulho medonho.

- Eu quero o meu rabo, eu quero o meu rabo ou então uma faca!

Tanto atormentou o carreiro que este sacou da cintura a faca e disse:

- Tome lá, seu macaco dos quintos, mas pare com esse berreiro, que está me deixando zonzo.

O macaco lá se foi, muito contente da vida, com a sua faca de ponta na mão.

- Perdi meu rabo, ganhei uma faca! Tinglin, tinglin, vou agora para Angola!

Seguiu caminho.

Logo adiante deu com um tio velho que estava fazendo balaios e cortava o cipó com os dentes.

- Olá amigo! - berrou o macaco - estou com dó de você, palavra! Tome esta faca de ponta.

O negro pegou a faca mas quando foi cortar o primeiro cipó a faca se partiu pelo meio.

O macaco botou a boca no mundo - eu quero, eu quero minha faca ou então um balaio!

O negro, tonto com aquela gritaria, acabou dando um balaio velho para aquela peste de macaco que, muito contente da vida, lá se foi cantarolando:

- Perdi meu rabo, ganhei uma faca; perdi minha faca, pilhei um balaio! Tinglin, tinglin, vou agora para Angola!

Seguiu caminho.

Mais adiante encontrou uma mulher tirando pães do forno, que recolhia na saia.

- Ora, minha sinhá - disse o macaco, onde já se viu recolher pão no colo? Ponha-os neste balaio.

A mulher aceitou o balaio, mas quando começou a botar os pães dentro, o balaio furou.

O macaco pôs a boca no mundo.

- Eu quero, eu quero o meu balaio ou então me dê um pão.

Tanto gritou que a mulher, atordoada, deu-lhe um pão. E o macaco saiu a pular, cantarolando:

- Perdi meu rabo, ganhei uma faca; perdi minha faca, pilhei um balaio; perdi meu balaio, ganhei um pão. Tinglin, tinglin, vou agora para Angola!

E lá se foi muito contente da vida, comendo o pão.

A assembleia dos ratos - Monteiro Lobato



A assembleia dos ratos

Um gato de nome Faro-Fino deu de fazer tal destroço na rataria de uma casa velha que os sobreviventes, sem ânimo de sair das tocas, estavam a ponto de morrer de fome.

Tornando-se muito sério o caso, resolveram reunir-se em assembleia para o estudo da questão. Aguardaram para isso certa noite em que Faro-Fino andava aos mios pelo telhado, fazendo sonetos à Lua.

- Acho - disse um deles - que o meio de nos defendermos de Faro-Fino é lhe atarmos um guizo ao pescoço. Assim que ele se aproxime, o guizo o denuncia e pomo-nos ao fresco a tempo.

Palmas e bravos saudaram a luminosa ideia. O projeto foi aprovado com delírio. Só votou contra um rato casmurro, que pediu a palavra e disse:

- Está tudo muito direito. Mas quem vai amarrar o guizo no pescoço de Faro-Fino?

Silêncio geral. Um desculpou-se por não saber dar nó. Outro, porque não era tolo. Todos, porque não tinham coragem. E a assembleia dissolveu-se no meio de geral consternação.

Dizer é fácil, fazer é que são elas!

 

Interpretação e moral da história

Em A assembleia dos ratos a fábula sublinha para o pequeno leitor a dificuldade de passar da teoria para a prática frisando a diferença entre o dizer e o fazer.

Os ratos rapidamente concordam com a brilhante ideia de colocar no gato Faro-Fino um guizo para saber quando ele se aproxima. O único rato que vai contra a votação, identificado como casmurro (adjetivo que quer dizer teimoso, obstinado), é aquele capaz de ver para além da decisão e pensar na implementação daquilo que foi votado.

No entanto, afinal é ele que acaba por ter razão porque, na hora de executar o plano, nenhum rato se dispõe a fazer o serviço arriscado e colocar o guizo no pescoço do felino.

O rato casmurro em minoria se revela como sendo o único do grupo com visão de futuro e senso prático.


Autoria: Monteiro Lobato

Fonte: Cultura Genial

Foto: Google


Ponto de Leitura:  rilvanbatistadesantana.blogspot.com

 

Do Fracasso ao Sucesso - Rick Boxx

 

Do Fracasso ao Sucesso

Por Rick Boxx

 

Matt sentiu um aperto no peito ao ouvir a mensagem de voz de Roger, um cliente insatisfeito. O que ele estava ouvindo era algo que nenhum homem de negócios deseja ouvir: “Matt, nós não vamos mais precisar dos seus serviços. Sua companhia pisou na bola neste projeto.”

 

De início sua reação foi de desapontamento e desânimo. Porém, ao invés de apresentar desculpas ou suplicar por uma segunda chance, Matt reagiu com a convicção de que precisava fazer a coisa certa. Ele ligou para o cliente oferecendo um reembolso de 100% do que já havia sido pago e deu a garantia pessoal de que o problema seria corrigido. 

 

Um tanto surpreso por Matt não ter sido defensivo em seu modo de reagir, a frustração e desapontamento de seu cliente, Roger, de repente foram suavizados.  Estimulado pela maneira profissional e cuidadosa com que Matt lidou com a situação, o cliente respondeu dando uma avaliação de cinco estrelas para a empresa de Matt.  Além disso, o ocorrido transformou um aparente desastre na oportunidade de dar continuidade ou mesmo expandir suas relações comerciais. 

 

Por Matt ter sido rápido em reconhecer o desempenho deficiente de sua companhia, o fracasso potencial transformou-se em uma recomendação e na  avaliação cinco estrelas. 

 

Com demasiada frequência nos sentimos tentados a oferecer desculpas quando as coisas não vão bem ou lançar a culpa em algo ou alguém ao invés de reconhecer nossas deficiências pessoais ou corporativas. Entretanto, como o livro de sabedoria do Antigo Testamento ressalta, “Quem esconde os seus pecados não prospera, mas quem os confessa e os abandona encontra misericórdia.”  (Provérbios 28:13). 

 

Isso não garante que a admissão de um serviço insatisfatório vá sempre resultar na retenção dos clientes, mas é um bom princípio para se adotar pelas seguintes razões:

 

Prejudicar alguém é prejudicar a Deus. “Quando se fechar o céu, e não houver chuva por haver o Teu povo pecado contra Ti, e, se o Teu povo, voltado para este lugar, invocar o Teu nome e afastar-se do seu pecado por o haveres castigado,”  (I Reis 8:35). 

 

A correção do erro e a restituição restauram o relacionamento. “Diga aos israelitas: Quando um homem ou uma mulher prejudicar outra pessoa e, portanto, ofender o Senhor, será culpado. Confessará o pecado que cometeu, fará restituição total, acrescentará um quinto a esse valor e entregará tudo isso a quem ele prejudicou.” (Números 5:6-7). 

 

Reconhecer o erro traz cura para nós mesmos. “Portanto, confessem os seus pecados uns aos outros e orem uns pelos outros para serem curados... (Tiago 5:16). 

 

Estes princípios proporcionam uma poderosa motivação para reconhecimento de erros ou falha em vivermos à altura dos nossos compromissos nos negócios e para fazermos as necessárias correções. Assumindo a autoria de nossos erros e admitindo nossas falhas podemos transformá-los em oportunidades para expormos o que vai em nosso coração. Deus e as outras pessoas honrarão essa atitude.    

 

Perguntas para Reflexão ou Discussão  

1.    Alguém com quem você se relacionou comercialmente já admitiu ter deixado de cumprir o prometido e fez as devidas correções? Qual foi sua reação? Isso restaurou sua confiança a ponto de você cogitar fazer novos negócios com ele? Explique sua resposta.

2.    Você já teve que admitir ter falhado em satisfazer as expectativas e padrões de um cliente? Que ação você adotou e qual a reação do cliente?

3.    Em sua opinião, por que é tão difícil admitirmos nossos erros e falhas ou estarmos dispostos a fazer as correções necessárias?

4.    O que você pensa desse cenário real onde um cliente com a intenção de por fim a uma relação comercial acabou mudando sua decisão e dando seu aval à companhia que havia falhado para com ele?

Nota: Desejando considerar outras passagens da Bíblia relacionadas ao tema, sugerimos: Levítico 19:18;  Mateus 5:42-44;  7:12;  Marcos 12:33; Atos 20:35. 

 

DIA MUNDIAL DO LIVRO

 

DIA MUNDIAL DO LIVRO

 

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Dom quixote e Sancho Pança

Agilson Cerqueira

 

O dia 23 de abril foi escolhido para ser o Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor pela Unesco, em sua XXVIII Conferência Geral, ocorrida em 1995. Essa data homenageia os escritores Inca Garcilaso de la Vega, Miguel de Cervantes e William Shakespeare, que, coincidentemente, morreram em 23 de abril de 1616.

  • Inca Garcilaso de la Vega: nasceu em Cusco, Peru, em 12 de abril de 1539. Seu pai era espanhol e sua mãe era prima-irmã de Atahualpa, o último imperador inca. Em 1605, Inca Garcilaso de la Vega publicou, em Portugal, sua primeira obra: La Florida del inca. Historia del adelantado Hernando de Soto, gobernador y capitán general del reino de la Florida, y de otros heroicos caballeros españoles e indios. No entanto, sua obra mais conhecida é História general del Perú. O escritor morreu em 23 de abril de 1616.
  • Miguel de Cervantes Saavedra: nasceu na provável data de 29 de setembro, em 1547, no município espanhol de Alcalá de Henares. O soneto A la muerte de la reina doña Isabel de Valois, publicado em 1569, supostamente, foi sua primeira obra poética. No entanto o sucesso só veio em 1605, quando o escritor publicou El ingenioso hidalgo Don Quijote de la Mancha. Morreu em 23 de abril de 1616.
  • William Shakespeare: nasceu no ano de 1564, em Stratford, na Inglaterra, supostamente em 23 de abril. Coincidentemente, em 1616, ele morreu, ao que se acredita, no mesmo dia do nascimento. Escreveu 38 peças, dois poemas narrativos e 154 sonetos. Suas peças de teatro são conhecidas mundialmente, como: HamletRomeu e JulietaRei Lear e Otelo. Ele foi poeta, dramaturgo e ator

Fonte: https://brasilescola.uol.com.br/datas-comemorativas/dia-livro-valorizar-preciso.htm

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