Júlio
César de Mello e Souza, (Rio de Janeiro, 6 de maio de 1895
— Recife, 18 de junho de 1974), mais conhecido como Malba Tahan, foi um
professor, educador, pedagogo, conferencista, matemático e escritor do
modernismo brasileiro, e, através de seus romances infanto-juvenis, foi um dos
maiores divulgadores da matemática do Brasil. Júlio César viveu quase toda sua
infância na cidade paulista de Queluz e, quando criança, já dava mostras de sua
personalidade original e imaginativa, costumava escrever histórias com
personagens de nomes absurdos, e, outros, sem função no contexto.
Seu
pai, João de Deus de Mello e Souza, e sua mãe, Carolina de Mello e Souza, ambos
professores, tinham uma renda familiar apenas suficiente para criar os quinze
filhos do casal, entre eles, João Baptista, também escritor, mas tampouco
conhecido quanto Júlio. Durante seu tempo no Colégio Pedro II, no qual
estudava, Júlio começou a vender redações para os estudantes por 400 réis cada,
dinheiro da época, iniciando seu futuro de escritor. Suas obras focavam no
didatismo para ensinar a matemática de uma forma divertida e diferente, fugindo
do tradicional modelo que utiliza fórmulas já determinadas. O autor colocava
desafios matemáticos nos livros, aguçando a criatividade e incentivando a
descoberta. Seu livro mais conhecido, O Homem que Calculava, é uma coleção de
problemas e curiosidades matemáticas apresentada sob a forma de narrativa das
aventuras de um calculista persa à maneira dos contos de Mil e Uma Noites.
Ele
é famoso no Brasil e no exterior por seus livros de recreação matemática e
fábulas/lendas passadas no Oriente, muitas delas publicadas sob o
heterônimo/pseudônimo, na qual ficou mais conhecido, de Malba Tahan, ele criou
este personagem por acreditar que um escritor brasileiro não chamaria atenção
escrevendo contos árabes, e, para dar mais verossimilhança à história, criou
também um tradutor para os livros, o Prof. Breno Alencar Bianco. Júlio ocupou a
cadeira número 8 da Academia Pernambucana de Letras. Faleceu em 1974, aos 79
anos de idade, vítima de um ataque cardíaco.
Biografia
Juventude
Júlio
César viveu quase toda a infância na cidade paulista de Queluz. Seu pai, João
de Mello e Souza, e sua mãe, Carolina de Mello e Souza, ambos professores,
tinham uma renda familiar apenas suficiente para criar os nove filhos do casal.
Quando criança, já dava mostras de sua personalidade original e imaginativa.
Gostava de criar sapos (chegou a ter 50 deles no quintal de sua casa) e já
escrevia histórias com personagens de nomes absurdos como Mardukbarian,
Protocholóuski ou Orônonsio.[23] e outros sem função no contexto. A infância
tranquila em Queluz, as peripécias de Júlio César e suas relações familiares
foram mais tarde descritas pelo irmão escritor João Baptista de Mello e Souza,
no livro Meninos de Queluz.
Em
1905, aos dez anos, foi enviado pelo pai ao Rio de Janeiro onde deveria se
preparar para o Colégio Militar. Ingressou no Colégio Militar do Rio de Janeiro
em 1906, onde permaneceu até 1909 quando se transferiu para o Colégio Pedro II.
Uma de suas lembranças como aluno interno do Colégio Pedro II relacionava-se
com as aulas do Professor de Português José Julio da Silva Ramos - membro da
Academia Brasileira de Letras. Ele passava redações para os alunos fazerem. Os
alunos que não faziam, recebiam zero. Esta nota impedia que eles voltassem para
casa no final de semana. Como escrevia bem, Julio Cesar passou a vender
redações para os colegas e assim conseguia comprar chocolate, pois o que
recebia por semana dava apenas para ele ir e voltar para a casa de uma tia,
onde passava os finais de semana.
Em
outubro de 1912, conseguiu seu primeiro trabalho formal. Foi nomeado, pelo
Ministro de Estado da Justiça e Negócios Interiores, Auxiliar da Biblioteca
Nacional, tendo assim privilegiada oportunidade de conviver com milhares de
livros.
Concluiu
o curso normal na então Escola Normal do Distrito Federal atual Instituto
Superior de Educação do Rio de Janeiro (ISERJ) e, depois Diplomou-se em
Engenharia Civil pela Escola Politécnica da Universidade Federal do Rio de
Janeiro em 1913.
Carreira
como Professor
“ “O professor de Matemática em geral é um
sádico. Ele sente prazer em complicar tudo” ”
Júlio César de Mello e Souza começou a ministrar aulas em 1913. Em 1914 sua família mudou-se para o Rio de Janeiro devido à morte de seu pai (1911). Assim, sua mãe poderia acompanhar os estudos de seus filhos menores. Na oportunidade, Carolina de Mello e Souza, fundou um externato em Copacabana, para prover a subsistência de seus filhos. Lá Julio Cesar e seus irmãos trabalharam como professores. Enquanto estudava no curso superior de Engenharia Civil e dava aulas na escola de sua mãe, Julio Cesar era aluno do curso noturno da Escola Normal do Distrito Federal, atual Instituto Superior de Educação do Rio de Janeiro (ISERJ)
Em
1921, Julio Cesar assumiu, no Instituto de Educação do Rio de Janeiro, o cargo
de Professor Substituto do docente Euclides Roxo, que havia inovado o ensino da
matemática e de quem havia sido aluno. Dois anos depois, tornou-se professor
desta instituição, por concurso público, onde lecionou durante 40 anos. Mais
tarde, tornou-se seu Professor Catedrático do Colégio Pedro II. Lá conheceu
Nair Marques da Costa, sua ex-aluna, com quem se casou em 26 de março de 1925 e
teve 3 filhos.
Lecionou
ainda, na Escola Normal da Universidade do Brasil e na Faculdade Nacional de
Educação, onde recebeu o título de Prof. Emérito.
Começou
lecionando História, depois Geografia. Não continuou sendo professor destas
disciplinas, pois, segundo ele, elas carecem de atualização constante.
Depois
começou a ensinar Física. A prática dos laboratórios o afastou desta área do
conhecimento. Decidiu então ensinar matemática, alegando que a matemática era
uma disciplina imutável, isenta de valores e organizada por números. Uma curiosidade
é que Júlio César foi um aluno com mau desempenho em matemática (seu boletim
chegou a registrar em vermelho uma nota dois, em uma sabatina de Álgebra, e
raspou no cinco, em uma prova de Aritmética). Julio apontava o ensino
tradicional como vilão.
Júlio
César não gostava da didática da época, que se resumia a cansativas exposições
orais. Mal-humorado, classificou-a mais tarde como "O detestável método da
salivação". Ele defendia o uso dos jogos nas aulas de Matemática. Enquanto
os outros professores usavam apenas o quadro-negro e a linguagem oral, ele
recorria à criatividade, ao estudo dirigido e à manipulação de objetos. Suas
aulas eram movimentadas e divertidas. Defendia a instalação de laboratórios de
Matemática em todas as escolas. Em sala de aula, não dava zeros, nem reprovava.
"Por que dar zero, se há tantos números?", dizia. "Dar zero é
uma tolice". O professor Julio Cesar encarregava os melhores da turma de
ajudar os mais fracos. "Em junho, julho, estavam todos na média', garantiu
no depoimento ao Museu da Imagem e do Som.
Por
isso, diz-se que ele foi o precursor de uma tendência que se afirma com vigor e
tem adeptos em todo o Brasil: a Educação Matemática.
Sua
fama como pedagogo logo se espalhou e ele era convidado para palestras em todo
o país.
Ensinou
também no Instituto de Educação e na Escola Nacional de Educação. Além das
aulas, Julio Cesar proferiu mais de 2 000 palestras por todo o Brasil e em
algumas localidades do exterior. Ficou célebre por sua técnica como contador de
histórias e por sua atuação inovadora como professor.
No
início da década de 1930 ele criticou Jacomo Stávale e Algacyr Maeder,
respectivamente, sobre suas publicações didáticas em matemática.
A
carreira de escritor
A
carreira de Júlio César como escritor começou com uma colaboração ao jornal O
Imparcial. Foi nesta época que nasceu a ideia de criar um pseudônimo. Júlio
César gostava de escrever e, conhecedor de como se dava o funcionamento do
jornal, sabia que o mesmo dispunha de espaço para publicações literárias. Assim,
enviou alguns de seus contos à Leônidas Rezende (diretor do jornal, à época),
pedindo-lhe para que fossem publicados, pois eram curtos e as pessoas poderiam
ler no bonde. Mas Leônidas não deu importância ao trabalho de Júlio, e os
papéis ficaram vários dias jogados sobre uma mesa da redação. Sem fazer nenhum
comentário, Júlio pegou o trabalho de volta. No dia seguinte levou os mesmos
contos ao jornal, mas com a assinatura de R. S. Slade, um fictício escritor
americano. Disse ao editor que tinha acabado de traduzi-los e que fazia grande
sucesso em Nova York. O primeiro deles (A Vingança do Judeu) foi publicado já
no dia seguinte, na primeira página. Os outros quatro tiveram o mesmo destaque
posteriormente. Júlio aprendeu a lição e decidiu virar Malba Tahan. Assim, nos
anos seguintes, o jovem escritor estudou a fundo todos os aspectos da cultura
árabe e da oriental. Em 1925, propôs a Irineu Marinho, dono do jornal carioca A
Noite, uma série de "contos de mil e uma noites", escritos pelo
escritor fictício Malba Tahan, que assinava os contos (que normalmente se
passavam no Oriente) com comentários do igualmente fictício Prof. Breno de
Alencar Bianco. Ao ler os contos, Marinho gostou muito e pediu a seu
secretário, Euricles de Mattos, para que esse trabalho fosse publicado com
destaque na primeira página do Jornal. O título do trabalho seria "Contos
das Mil e Uma Noites" e os contos seriam precedidos por uma biografia de
Malba Tahan; assim, os leitores não saberiam que Malba Tahan era um pseudônimo.
A
partir de 1925, o jornal paulista Folha da Noite também passou a publicar os
contos de Malba Tahan numa seção denominada "Contos Árabes de Malba
Tahan."
Após
ter publicado seus contos nos jornais A Noite e Folha da Noite, Malba Tahan
lançou um livro denominado Contos de Malba Tahan e o inscreveu num concurso da
Academia Brasileira de Letras (ABL), porém não foi contemplado. Mas, em 1930,
Tahan foi condecorado por esta academia pelo livro Céu de Allah e, em 1939,
pelo livro O Homem que Calculava.
A
"farsa artística" de Mello e Souza não ficaria escondida por muito
tempo. A figura do árabe escritor foi revelada apenas oito anos depois do
lançamento do primeiro livro de Malba Tahan, Contos de Malba Tahan (de 1925).
Em 1933, a poetisa Rosalina Coelho Lisboa, constatou que Radiales Kipling,
indicado como tradutor da obra “Sama-Ullah, contos orientais”, nunca fizera
aquele tipo de trabalho. Mello e Souza, por distração, provocação ou mesmo numa
tentativa de ser reconhecido, havia colocado em um de seus livros uma relação
das “Obras de Malba Tahan”, com informações sobre tradutores.
Entre
os anos de 1933 e 1939, foram publicados ou reeditados mais de quinze títulos
assinados por Malba Tahan, além de vinte e nove didáticas para o ensino de
matemática, assinadas por Júlio César de Mello e Souza.
Em
fevereiro de 1953, Felisbello Beletti, então diretor do Instituto de
Identificação Félix Pacheco, emitiu portaria permitindo a inclusão nas
carteiras de Identidade de pseudônimos de natureza literária, artística,
jornalística, eclesiástica ou comercial. Júlio César foi uma das primeiras
personalidades a aderir ao modelo.[30] Em 1958, ele reconheceu o Instituto como
uma exceção à Administração Pública por lhe reconhecer o o direito de uso do
nome Malba Tahan.
Até
o fim da vida, Julio Cesar escreveu e publicou livros de ficção, recreação e
curiosidades matemáticas, didáticos e sobre educação, com seu nome verdadeiro
ou com o ilustre pseudônimo.
Produziu
69 livros de contos e 51 de matemática. Sua obra mais famosa, O Homem que
Calculava, já foi traduzida para mais de 12 idiomas. Entre outros livros de
destaque do autor estão Salim, o mágico, Lendas do deserto, A caixa do futuro e
Mil histórias sem fim.
Trabalhou
ainda como diretor responsável da Revista Al-Karizmi, registrada em 1946. Esta
revista publicava recreações matemáticas, jogos, curiosidades, histórias,
problemas, artigos de colaboradores e uma extensa coleção de livros. Além
desta, atuou nas revistas Damião (1951) e Lilaváti (1957)
Movimento
Literário e Estilo
Júlio
César costuma ser classificado como um escritor do modernismo brasileiro. Sua
obra, no entanto, foca no didatismo para ensinar a matemática e não pode ser
comparada a outros autores do período.
Ele
estabeleceu uma didática própria, que buscava transformar a matemática em uma
disciplina divertida. Investia em diferentes formas de ensinar, fugindo do
tradicional modelo que utiliza fórmulas já determinadas. O autor colocava
desafios matemáticos nos livros, aguçando a criatividade e incentivando a
descoberta.
Juntamente
com Cecil Thiré (avô do ator homônimo), Euclides Roxo e Irene Albuquerque,
participou do movimento de modernização do ensino da matemática no Brasil.
Outras
atividades
Júlio
César foi um enérgico militante também conhecido por Júlio Gatoso pela causa
dos hanseníacos. Por mais de 10 anos editou a revista Damião, que combatia o
preconceito e apoiava a humanização do tratamento e a reincorporação dos
ex-enfermos à vida social. Deixou, em seu testamento, uma mensagem de apoio aos
hanseníacos para ser lida em seu funeral. Com 520 000 pessoas que foram para
homenageá-lo.
Julio
César foi ainda apresentador de programa nas rádios Nacional, Clube e Mairynk
Veiga do Rio e da TV Tupi (Rio) e Canal 2 (atual TVC - São Paulo).
Falecimento
Júlio César de Mello e Souza faleceu no dia 18 de junho de 1974, em Recife (vítima de um ataque cardíaco) onde estava ministrando os cursos “A Arte de Contar Histórias” e “Jogos e Recreações” no Colégio Soares Dutra. Deixou uma série de instruções para seu sepultamento (que aconteceu no Rio de Janeiro): além da mensagem que devia ser lida, exigiu caixão de terceira classe, plantas anônimas, nada de coroas, de luto e de discursos. Tudo para que seu enterro fosse “o mais modesto possível”.
Obras
Júlio
César escreveu ao longo de sua vida cerca de 120 livros (sendo 69 de contos e
51 de matemática recreativa, didática da matemática, história da matemática e
ficção infanto-juvenil), tendo publicado com seu nome verdadeiro ou sob
pseudônimo.
Os
livros escritos como "Prof Mello e Souza", depois da criação do Malba
Tahan, aparecem assinados com os 2 nomes, com Malba Tahan aparecendo em
destaque (já que este tornara-se mais famoso que o próprio).
Já
os livros assinados apenas por Malba Tahan, não há menção alguma ao "Prof
Mello e Souza".
Como
"Prof Mello e Souza"
Júlio
César de Mello e Souza escreveu alguns livros de Matemática com colegas do
Colégio Pedro II, como Cecil Thiré e Euclides Roxo e Irene Albuquerque. Eles
participaram do movimento de modernização do ensino da matemática no Brasil.
Uma das finalidades destes autores era associar a matemática com diversão,
lazer, prazer, criatividade e alegria. Durante muitos anos, Júlio César foi
responsável pela Revista Al-Karism de recreações matemáticas.
Ano
de Lançamento / Título Descrição
1930 Curso de Matemática 3º Ano Com a colaboração de Cecil Thire e Euclides
Roxo
1931 Geometria Analítica
1932 Matemática Comercial. Com a colaboração de
Cecil Thire e Nicanor Lengruber
1932 Matemática 1º Ano. Com a colaboração de Cecil
Thire
1932 Matemática 2º Ano. Com a colaboração de Cecil
Thire
Exercícios
de Matemática 5º Ano. Com a colaboração de Cecil Thire e Euclides Roxo
Exercícios
de Matemática Comercial Com a colaboração
de Cecil Thire e Nicanor Lengruber
Matemática
Financeira Com a colaboração de Cecil
Thire e Nicanor Lengruber
1932 Trigonometria Hiperbólica. Estudo das funções
hiperbólicas e suas aplicações. Tese para concurso.
1933 Curso de Matemática 4º Ano. Com a colaboração
de Cecil Thire e Euclides Roxo
1933 Estudo elementar das curvas. Tese para
concurso. Nesse livro foram estudadas curvas definidas por equações moduladas.
1933 Funções Moduladas. Representação cartesiana
das funções moduladas. Primeiras noções. Estudo totalmente original em
Matemática.
1934 Matemática Divertida e Curiosa. Jogo,
recreações e problemas curiosos. Figura nesse livro o famoso problema dos sete
navios de Laisant.
1934 Geometria Analítica - no espaço de duas
dimensões. Livro didático. Estudo dos sistemas de coordenadas. Estudo da reta e
das curvas notáveis.
1934 Exame de Admissão. Com a colaboração de Cecil
Thire
Exercício
e Formulários de Geometria. Com a colaboração de Cecil Thire
Curso
de Matemática 1º Ano. Com a colaboração de Cecil Thire e Euclides Roxo
1936 Matemática 3º Ano. Com a colaboração de Cecil
Thire
Exercício
de Matemática 1º Ano. Com a colaboração de Cecil Thire
Exercício
de Matemática 2º Ano. Com a colaboração de Cecil Thire
1936 Curso de Matemática 5º Ano. Com a colaboração
de Cecil Thire e Euclides Roxo
1937 Tudo é Fácil Com
a colaboração de Irene de Albuquerque
1938 Matemática Fácil e Atraente. Com a colaboração
de Irene de Albuquerque
1938 Exercício de Matemática 3º Ano. Com a
colaboração de Cecil Thire
1939 Histórias e Fantasias da Matemática A vida Pitágoras. Origem da geometria. Estudo
da reta. O planeta 293. O escândalo da Geometria. A Matemática na vida Militar,
etc... Figura nesse livro o famoso conto oriental "Minha Paixão pela
Doutora".
1940 Dicionário Curioso e Recreativo da Matemática Obra em dois volumes e três fascículos,
até à letra “F”. Terminou na letra “E” por causa da deficiência de meios
tipográficos (sinais matemáticos).
1940 Curso de Matemática 2º Ano Com a colaboração de Cecil Thire e Euclides
Roxo
Exercício
de Matemática 4º Ano. Com a colaboração de Cecil Thire
1941 Matemática Divertida e Pitoresca. Problemas
curiosos. Sofismas algébricos. Recreações geométricas, etc...
1942 Matemática Divertida e Fabulosa. Problemas
curiosos. Recreações geométricas. Frases célebres. Erros e disparates.
1943 Matemática Ginasial 1º Série Com a colaboração de Cecil Thire e Euclides
Roxo
1943 Matemática Ginasial 2º Série Com a colaboração de Cecil Thire e Euclides
Roxo
1943 Matemática Divertida e Diferente Curiosidades numéricas. Erros e
disparates. Anedotas. Problemas curiosos. Números cabalísticos. Epigramas
geométricos. Paradoxos, etc...
1943 Diabruras da Matemática Problemas curiosos. Sofismas algébricos. Singularidade dos números.
Adivinhações matemáticas. Cálculos pitorescos. Recreações geométricas, etc...
1944 Matemática Ginasial 3º Série. Com a
colaboração de Cecil Thire e Euclides Roxo
1945 Meu Caderno de Matemática. Matemática para
curso de admissão.
1945 As Grandes Fantasias da Matemática A origem dos números. A gloria de um
irracional. Divisão Áurea. O problema das abelhas. O profeta, o anti-cristo e a
Matemática. Dona Derivada sorriu para você. Curvas curiosas e delirantes,
etc... Alguns artigos foram aproveitados em obras posteriores.
1947 O Escândalo de Geometria. Estudo elementar das
geometrias não-euclidianas, seguindo de um estudo das primeiras nações
elementares sobre o conceito da curvatura.
1950 Matemática, Aritmética Série admissão. Livro didático.
1951 Matemática Suave e Divertida Contos, Histórias e Problemas Curiosos.
Recreações e charadas matemáticas. Números singulares. Aritmética divertida.
Álgebra pitoresca, etc...
1954 Folclore da Matemática Lendas, Histórias e Curiosidades. Os números nas tradições
sertanejas, na linguagem popular, etc...
Este
livro seria chamado mais tarde de "Os Números Governam o Mundo"
1955 Diário de Lúcia Com a colaboração de Irene de Albuquerque
1955 Alegria de Ler Antologia
moderna, organizada especialmente para o Curso de Admissão.
1957 Técnicas e Procedimentos Didáticos no Ensino
da Matemática Fatores que interferem no
ensino da Matemática.
1957 A Arte de Ler e de Contar Histórias Livro de feição rigorosamente didática, com
várias fotografias.
1957 Didática da Matemática Pequena súmula sobre problemas da Didática em Matemática. A
Matemática, seu conceito e sua importância. Alguns capítulos foram incluídos em
outras obras.
A
Arte de Ser um Perfeito Mau Professor Livro
inspirado no sábio preceito de Santo Agostinho: “Condenar com intransigência o
pecado, mas tudo fazer para esclarecer e salvar o pecador”.
1958 Apostilas de Didática Especial da Matemática Com a colaboração de Manoel Jairo
Bezerra e Ceres Marques de Moraes
1959 A Equação da Cruz Publicada pelo autor para o III Congresso Brasileiro do
Ensino da Matemática. Rio 1959. Apresenta o autor uma equação do 1º grau cuja
pintura é uma Cruz
1960 Antologia da Matemática I Contendo histórias, lendas e fantasias.
Paradoxos e curiosidade. Recreações numéricas. Problemas célebres. Astronomia
pitoresca. Erros famosos, etc... com muitas notas, pensamentos e ilustrações.
Figura nesse livro o famoso conto intitulado No Círculo do Chicote.
1961 Antologia da Matemática II Coletânea de curiosidades, biografias
contos e fantasias, problemas famosos. Figura nesse livro um estudo bastante
curioso sobre a estrela mais próxima do sol.
1961 Didática da Matemática, Volume 1 Conceito de Matemática. O algebrismo.
Métodos obsoletos e Métodos clássicos. Valores da Matemática. Procedimentos
didáticos. Métodos clássicos. O método da preleção em Matemática. O método da
lição marcada. O método heurístico.
1962 Didática da Matemática, Volume 2 O estudo dirigido e semi-dirigido em
Matemática. O método do laboratório. O método eclético comum. O jogo de classe
em Matemática. As teorias sobre o jogo. Metodologia do jogo de classe.
Recreações matemáticas.
1962 Matemática Divertida e Delirante Problemas curiosos. Erros e disparates.
Números cabalísticos. Astronomia pitoresca. Recreações numéricas. Sofismas e
paradoxos. Animais calculadores. Lenda e fantasias.
O
Jogo do Bicho à Luz da Matemática
1965 Os Números Governam o Mundo. Curiosidades
numéricas colhidas no folclore da Matemática.
1965 Matemática Recreativa Fatos e fantasias. Erros e singularidades. Curiosidades sobre as
expressões matemáticas. Anedotas famosas. Estudo completo sobre Palindromia.
1965 O Problema das Definições em Matemática Erros, dúvidas e curiosidades. Conceitos que
não podemos definir. Como definir o tempo? Os princípios de Pascal. As
definições e suas modalidades. Problemas relacionados com as definições.
1967 A arte de ser um perfeito mau professor
1967 O Mundo Precisa de Ti Professor Primeiras noções sobre a ética
Profissional do Professor
1967 O Professor e a Vida Moderna Casos, contos e comentários. Estudo do método
dos jograis com caderno dirigido. Figura nesse livro o famoso conto “O
Professor e a Borboleta”.
1966 A Lógica na Matemática Como definir o conceito. A base lógica da matemática. Regras de
Pascal. Definição lógica. O método axiomático. As diversas axiomáticas. As
demonstrações em Matemática. A base lógica da Matemática. Com várias notas,
gravuras e curiosidades.
1969 Antologia do Bom Professor Artigos e comentários de alto interesse
para o mestre em geral.
1969 Páginas do Bom Professor Trechos selecionados sobre Pedagogia,
notas, conceitos e observações notáveis.
1969 Roteiro do Bom Professor
1973 Acordaram-me de madrugada Recordações de antigo aluno do Colégio Pedro
II.
1974 A Matemática na Lenda e na História
1974 As Maravilhas da Matemática Estudos das curvas patológicas. Curiosidades
Matemáticas. Problemas notáveis. A Matemática das abelhas. Os mártires da
Matemática. O paradoxo do infinito. Goethe e a tabuada da feiticeira. A
pirâmide humana de Newton. O ponto de ouro.
Tábuas
Completas (logarítimos e formulários) Logarítimos
e formulários. Aritmética e Álgebra, Geometria e Trigonometria. Geometria
Analítica. Cálculo Diferencial. Cálculo Integral.
Pathimel Com a colaboração de Cecil Thire e
Jurandir Paes Leme
Damião Assunto: Revista dedicada a causa do
reajustamento social do hanseniano.
Como
Malba Tahan
Os livros assinados apenas como Malba Tahan trazem fábulas e lendas passadas no Oriente, à maneira dos contos de Mil e Uma Noites.
Ano
de Lançamento Título Descrição
1925 Contos de Malba Tahan
Somente
o primeiro volume foi assinado pelo Prof Mello e Souza. A partir do 2o, foi
assinado por Maba Tahan
Com
esse livro iniciou Malba Tahan a sua carreira literária.
1927 Céu de Allah
Contos
orientais.
Figuram
nesse livro, além de vários outros, três contos famosos: “O livro do destino”,
“Os três homens iguais” e “O mendigo das moedas de ouro”. Menção honrosa da
ABL.
1929 Amor de beduíno Contos orientais. Prefácio do saudoso Prof. Jean Achar. Capa do
professor Chamberland. Os contos foram incluídos em outros livros. É obra muito
rara.
1929 Lendas do deserto Contos orientais.
1931 Mil Histórias Sem Fim, vol 1
1933 Mil Histórias Sem Fim, vol 2
1933 Lendas do céu e da terra
Lendas
cristãs.
Livro
aprovado pela igreja católica.
Alguns
trechos desse livro já foram citados por ilustres e brilhantes pregadores
brasileiros.
Adotado
como livro de leitura em muitos colégios religiosos do Brasil.
1933 Lendas do oásis Contos orientais.
1935 Maktub Lendas
orientais. Com uma carta-prefácio do General Turco Khara Ulugberg.
1935 Amigos Maravilhosos Novela infantil. Todos os episódios são ocorridos no interior do
Ceará.
1936 Alma do oriente Contos orientais. Notas curiosas sobre a vida árabe e os nômades
do deserto.
A
pequenina luz azul. Conto
infanto-juvenil de origem árabe.
1937 Novas Lendas do Deserto. Contos orientais.
Os contos que figuram neste livro passaram para outros do mesmo autor.
1938 O Homem que Calculava: aventuras de um
singular calculista persa
1939 Paca, Tatu... Contos
infantis. Com um apêndice no qual figuram sugestões e indicações metodológicas
sobre a Arte de Contar Histórias. Foi incluída na parte final a história,
“História da Onça que queria acordar cedo”, na qual são estudadas as vozes dos
animais.
1941 A sombra do arco-íris, vols 1, 2 e 3 Obra em três volumes, com prefácio do autor.
Novela oriental para adolescentes, na qual foram incluídos 870 poetas
brasileiros e mais de 100 poetas estrangeiros. Figuram no livro os versos mais
famosos da língua portuguesa.
1943 Lendas do povo de Deus
Contos
yidsches. Preces, lendas, parábolas e alegorias israelitas extraídas do
Talmude, da Bíblia, de livros santos e das principais antologias judaicas.
Figuram
nessa obra lendas judaicas e algumas parábolas de Jesus.
1943 O Livro de Aladim Contos orientais, contendo várias notas sobre o Islam.
O
Rabi, o Cocheiro e os Anjos de Deus. Contos
idsche, para adolescentes, e adultos.
Os
Sonhos do Lenhador Conto chinês. Como
pode um juiz fazer justiça equiparando a realidade ao sonho.
1947 O Guia Carajá Lenda
do sertão do Brasil.
1947 O Inferno de Dante (vols 1 e 2) Tradução anotada e Comentada sob a forma de
narrativa. Com a biografia completa de Dante Alighieri.
1950 A Caixa do Futuro
1951 Lendas do bom rabi Seleção de contos.
1951 Minha vida querida Precedido do artigo Radia! Radia! (O Poeta das três Recusas)
e biografia de Malba Tahan.
1954 Aventuras do rei Baribê Romance oriental infanto-juvenil. Nesse livro foi incluída a famosa
lenda sobre a origem da palavra xibolete.
1954 Seleções Uma
seleção dos melhores contos
1955 Meu Anel de Sete Pedras Estudos relacionados com o folclore da Matemática. Adivinhas
populares. Unidades pitorescas. Problema da Besta do Apocalipse, etc...
1955 A Lua Astronomia
dos Poetas Brasileiros. Estudo da Lua. Lendas e tradições sobre a Lua. A Lua e
os mitos simbolismo da Lua. O folclore e a lua. A Lua e o luar na poética
brasileira. Erros, crendices e superstições. A verdade sobre a lua.
1955 Sob o Olhar de Deus Romance. Problemas sociais e religiosos de alta profundidade
são debatidos nesse romance que não poderá, de forma alguma, interessar às
crianças. Mesmo em se tratando de obra estritamente moral, seus conceitos só
podem ser assimilados por espíritos esclarecidos.
A
Girafa Castigada Conto infantil
inspirado no Evangelho.
Al-Karismi Assunto: Recreações Matemáticas.
Lilavati Assunto: Recreações Matemáticas.
1956 Mil Histórias sem Fim
1958 Caixa do futuro Novela infantil. Nesse curioso romance aparece um país chamado
Brenan, onde tudo é brenan.
1959 Novas Lendas Orientais Figuram nesse livro, as lendas mais curiosas do Oriente: “A Primeira
Rúpia”, “Treze, Sexta Feira”, “Uma Aventura de amor no Reino do Sião”, etc...
1959 O Bom Caminho Compêndio
para educação moral e religiosa. Para o Curso Ginasial. Livro aprovado pela
Igreja Católica.
1962 Terceiro Motivo Conto e lendas orientais.
O
Tesouro de Bresa Conto que vem
relembrar a velha Babilônia.
1967 A Estrela dos Reis Magnos
1967 Romance do Filho Pródigo Romance baseado na parábola do filho
pródigo, que é uma das páginas mais comoventes do Evangelho.
1967 Ainda não Doutor
1969 Numerologia Sete
notáveis preceitos sobre o nome. A numerologia e seu segredo. O número da Besta
do Apocalipse. Os números do Apocalipse. Como proceder ao estudo numerológico
do nome.
1970 Iazul Seleção
dos mais curiosos e atraentes contos orientais.
1970 Salim, o Mágico Novela ocorrida durante o califado El-Walid, de Damasco, na qual,
mercê de acontecimentos dramáticos de absoluta singularidade, um crente de
Allah atinge o apogeu do prestígio e da gloria ocupando os mais altos cargos da
corte.
1970 O Mistério do Mackensista Estranho caso policial verídico. Trata-se
de um livro profundamente humano cuja finalidade é lutar com desassombro por
uma causa nobre (reabilitação dos hanseniano). É livro que encerra muitas
curiosidades revestidas do mais alto espírito de veracidade.
1974 Belezas e Maravilhas do Céu
A
História Da Onça Que Queria Acordar Cedo Conto
para criança. A sua finalidade precípua é ensinar ao pequenino leitor mais de
cem vozes de animais.
Biografia
de seus Pseudônimos
Malba
Tahan
Ver artigo principal: Malba Tahan
Professor
Breno Alencar Bianco
Breno Alencar Bianco é um outro pseudônimo do Julio Cesar. Este nome foi escolhido para homenagear o General Heitor Bianco de Almeida Pedroso. As iniciais BAB, em persa, significam “porta”.
Julio
Cesar criou este personagem para auxiliá-lo na composição dos enredos,
escrevendo as notas de rodapé e sendo o tradutor do árabe para português das
obras de Malba Tahan.
Salomão
IV
Aos
12 anos de idade, uma das brincadeiras prediletas de Julio Cesar era escrever e
publicar uma revistinha feita à mão, com reportagens, histórias ilustradas e
adivinhas. A revista chamava-se "ERRE!" e, em janeiro de 1908,
assinou-a como sendo o editor Salomão IV, seu primeiro pseudônimo.
Honrarias
Existe
uma rua no Rio de Janeiro, no bairro de São Cristovão, chamada "Melo e
Souza", em sua homenagem.
Foi
criada também uma outra rua no Rio de Janeiro, no bairro Recreio dos
Bandeirantes, chamada Malba Tahan, em sua homenagem.
A
lei 12835 de 26 de junho de 2013 institui o dia 6 de maio, seu dia de
nascimento, como Dia Nacional da Matemática.
Notas
À época do nascimento do biografado, seu nome
era escrito segundo a ortografia arcaica, e sem acento agudo: Mello e Souza.
Referências
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Consultado em 2 de julho de 2015. Cópia arquivada em 2 de abril de 2015
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de Mello e Souza - O cronista do rio Paraíba do Sul» (pdf). Jornal O Lince: 4
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em conhecê-lo!» (pdf): 8 págs
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Souza)». Grupo Editorial Record. 2008. Cópia arquivada em 2 de abril de 2015
Luisa Villamea. idem. p. 10. unisinos.br/
recantodasletras.com.br/ Júlio César de Mello
e Souza é o famoso Malba Tahan.
rbhm.org.br/ Mello e Souza e a Crítica aos
Livros Didáticos de Matemática
record.com.br/ Malba Tahan (Prof. Júlio César
de Mello e Souza)
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Imagem e do Som
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(RJ) - 1930 a 1954 - DocReader Web». memoria.bn.gov.br. Consultado em 23 de
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«Diario de Noticias (RJ) - 1950 a 1959 -
DocReader Web». memoria.bn.gov.br. Consultado em 2 de junho de 2024
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2015, no Wayback Machine. Carta Testamento de Malba Tahan. Acessado em:
março/2015.
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Luiza (Setembro de 1995). «Malba Tahan – o genial ator da sala de aula». Nova
Escola (87): 9 págs
Carlos,
José (Agosto de 2009). «Etnomatemática e Malba Tahan» (PDF): 21 págs.
Consultado em 12 de julho de 2015. Arquivado do original (pdf) em 12 de julho
de 2015
Mello
e Souza, João Baptista de (1949). Meninos de Queluz. Crônicas de Saudade. Rio
de Janeiro: Editora Aurora. 107 páginas
Faria,
Juraci Conceição de (2004). «Prática Educativa de Júlio César de Mello e Souza»
(PDF). São Bernardo do Campo: 269 págs. Consultado em 12 de julho de 2015.
Arquivado do original (pdf) em 13 de janeiro de 2016
Ligações
externas
O
Wikiquote tem citações relacionadas a Júlio César de Mello e Souza.
«Página
sobre Malba Tahan e o Instituto Malba Tahan»
«Revista
Nova Escola n° 182 - mai/2005»
«As
três divisões do homem que calculava (Educare de)»
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