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2.24.2026

AQUELA FLOR... - Luis Pedro Novaes



AQUELA FLOR


Em um dia ensolarado

Num quintal, com o verde regado

Descobrir aquela pequena flor

Na janela do meu quarto

 

Ao vê-la, veio um sentimento

Tão rico, intenso

Um amor denso

Inexplicavelmente sereno


Uma linda rosa,

Um ponto, em uma tela verde

Uma pessoa, ao meio de tantas

Se destaca por sua beleza

 

Lembro-me, de um amor recente

Um ponto rosa perdido,

mas consciente

Já perdida a esperança nos demais

Por estarem verde demais

 

Mas, em uma tarde, eu a vi

Uma linda rosa, eu senti

Os meus dedos ao tocar

Sentir arrepios, de assombrar

Com um amor a me afagar

 

Uma bela rosa

Pequena e singela

Linda, bela

Ao meio de tantos verdes, grande e fortes

Se destaca por sua beleza nobre

 

Eu a segurei, com amor, paixão

A única do local, no verão

Delicada, pequena e perfumada

Veio a vontade de cuidá-la, e amá-la

 

Qualquer rosa é especial

Seu toque, leve e angelical

Um amor, sentimental

Algo que parece paranormal

 

Mas... aquela única a surgir

No meu quintal, a sorrir

Me fez enxergar, e sentir

 

Que atualmente, já cultivo uma rosa

Delicada e amorosa

Que me aguarda, para cuidá-la

Amá-la e assegurá-la

E para a vida, levá-la

E para sempre no meu coração guardá-la.


 

Autoria:  Luís Pedro Novaes
Foto: Produção

Meu Desejo - Álvares de Azevedo

 






Meu Desejo - Álvares de Azevedo

Meu desejo? era ser a luva branca
Que essa tua gentil mãozinha aperta:
A camélia que murcha no teu seio,
O anjo que por te ver do céu deserta....

Meu desejo? era ser o sapatinho
Que teu mimoso pé no baile encerra....
A esperança que sonhas no futuro,
As saudades que tens aqui na terra....

Meu desejo? era ser o cortinado
Que não conta os mistérios do teu leito;
Era de teu colar de negra seda
Ser a cruz com que dormes sobre o peito.

Meu desejo? era ser o teu espelho
Que mais bela te vê quando deslaças
Do baile as roupas de escomilha e flores
E mira-te amoroso as nuas graças!

Meu desejo? era ser desse teu leito
De cambraia o lençol, o travesseiro
Com que velas o seio, onde repousas,
Solto o cabelo, o rosto feiticeiro....

Meu desejo? era ser a voz da terra
Que da estrela do céu ouvisse amor!
Ser o amante que sonhas, que desejas
Nas cismas encantadas de languor!


Fonte: Cultura Genial

Foto: Google

Benevolência para Dividir o Fardo - Rick Boxx

Benevolência para Dividir o Fardo

Por Rick Boxx


Certo dia, durante um período de difíceis mudanças no trabalho, eu perguntei a uma funcionária como ela estava passando. Ela respondeu que estava bem. Eu olhei em seus olhos e disse: “Não. Como vai você de verdade?” Por seu comportamento pude ver que a turbulência por que passava nosso negócio estava cobrando dela um alto preço. 


Na manhã seguinte, com lágrimas nos olhos, aquela funcionária aproximou-se de mim para dizer que a pergunta cordial que eu lhe fizera no dia anterior a emocionara e a fizera compreender que eu realmente me importava com ela. Em seguida, ela expressou ideias importantes e disse como se sentia sobre as mudanças e falou  sobre o que mais a perturbava. 


Um estudo de uma empresa de administração de benefícios a empregados descobriu que 33% das pessoas estariam dispostas a trocar de empresa se soubessem que iriam ser tratadas com mais empatia; 40% disseram que trabalhariam mais horas se tivessem certeza de que as pessoas para quem trabalhassem genuinamente se importavam com elas e seu bem-estar. 


Isso é interessante, já que “empatia” não é um tema que receba muita atenção na faculdade de economia – se é que recebe alguma. Mesmo em treinamentos administrativos o foco geralmente se concentra em como fazer com que o trabalho seja feito da forma mais produtiva e eficiente e não sobre como abordar as legítimas necessidades das pessoas que estão fazendo o trabalho. 

 

Empatia é definida como a habilidade de compreender e compartilhar os sentimentos de outras pessoas. No mundo empresarial é fácil ignorarmos os sentimentos dos outros. Maximizar lucros e satisfazer acionistas é a prioridade. Mas importar-se sinceramente com as outras pessoas pode fazer uma tremenda diferença na formação de empregados leais, mais satisfeitos e produtivos por se sentirem valorizados.

 

No Novo Testamento da Bíblia, Gálatas 6:2 ensina: “Levem os fardos pesados uns dos outros e, assim, cumpram a lei de Cristo.” Outra forma de expressar isto é: “dividam a carga”. O peso das emoções ou o esforço excessivo de lidar com os problemas que não podem ser resolvidos imediatamente, pode ser esmagador. Às vezes, podemos ajudar de forma específica e tangível. Em outras, podemos apenas comunicar à outra pessoa que nos importamos – e isso pode ser o suficiente. Podemos dar-lhe a segurança de que estamos orando por ela. Ajudar a suportar o fardo de outra pessoa pode ser um ato de benevolência que ela jamais esquecerá. 

 

As Escrituras afirmam este princípio de outras maneiras: 


Disposição para colocar os outros em primeiro lugar.  Quer nosso papel seja o de executivo, supervisor ou colega de trabalho, mostrar empatia para com outros transmite a mensagem de que estamos preocupados com aquilo que é interesse prioritário deles.  “Nós, que somos fortes, devemos suportar as fraquezas dos fracos, e não agradar a nós mesmos.” (Romanos 15:1). 

 

Fazer o que gostaríamos que fizessem a nós.  Se você estivesse enfrentando circunstâncias opressoras, gostaria de ter o interesse e o cuidado de outras pessoas para ajudá-lo a atravessar tempos difíceis? “...sirvam uns aos outros mediante o amor. Toda a Lei se resume num só mandamento: Ame o seu próximo como a si mesmo.” (Gálatas 5:13-14). 

 

Perguntas para Reflexão ou Discussão   

 

1.  Com que frequência você observa a empatia ser expressa no ambiente de trabalho?  De que maneiras?

2.  Você pode se lembrar de quando foi beneficiário da preocupação e cuidado sincero de outra pessoa? Como você se sentiu?

3.  Algumas pessoas têm naturalmente mais empatia do que outras. Como você se classifica: muito, pouco ou nada empático? Explique sua resposta.

4.  Como podemos nos esforçar para sermos mais empáticos e ter mais consideração pelas preocupações e necessidades das outras pessoas que atravessam tempos difíceis?

Desejando considerar outras passagens da Bíblia relacionadas ao tema, sugerimos: Provérbios 12: 14, 18;  15:4;  16:24;  20:5, 12;  Eclesiastes 4:9-12;  I Coríntios 12:12-20, 26.  

 

2.23.2026

Manguezais: Berçários de sobrevivência - Agilson Cerqueira (*)

 Barcos

Óleo Sobre Tela

Agilson Cerqueira


Manguezais | Berçários de sobrevivência

Agilson Cerqueira

Vegetações de escoras,

Vermelhos-manguezais!

Caranguejos, aratus, guaiamuns;

Garças brancas, gaivotas;

Cancioneiros, barqueiros, canoeiros!

Vegetações aéreas,

Pretos-manguezais!

Sol aluarado de raios fortes;

Vela suja, homem negro,

Tempo marcado, homem definhado!

Manhã cinzenta, mulher mulata, Velha beata!

Negro azulado!.

Filho mais novo, filho mais velho,

Estivadores, pescadores, marisqueiros!

Velha beata!

Raízes fincadas,

Brancos-manguezais!

Mulheres Negras,

Lamas secas!

Apicuns!

Negros acinzentado!

(1) Análise do Poema  Manguezais / Berçários de sobrevivência 

* Que força tem esse poema do Agilson Cerqueira! Ele pinta o manguezal não só como um ecossistema, mas como um palco de sobrevivência e identidade.

* O autor faz um retrato visceral da biodiversidade e da resistência humana ao descrever:

* A Botânica: Citando as "escoras" e as cores (vermelho, preto e branco) que caracterizam as espécies de mangue típicas do Brasil.

* A Fauna: O movimento dos caranguejos, aratus e aves que dependem desse "berçário".

* O Lado Humano: A figura do estivador, do canoeiro e das marisqueiras, cujas vidas são moldadas pela lama e pelo "tempo marcado" da maré.

* É um texto que cheira a maresia e lama, celebrando o Apicum (a zona de transição) e a ancestralidade do povo que tira o sustento desse chão. Se precisar de uma análise mais técnica ou de mais informações sobre esse bioma, é só chamar!  (F. P. Samuel*)

(2) O poema de Agilson Cerqueira é uma:

- etnografia em versos. Ele não olha para o mangue como um turista, mas como alguém que entende a simbiose entre a lama e o corpo.

- Para aprofundarmos nessa leitura, podemos olhar para três pilares fundamentais que sustentam esses versos:

1.    A Trindade dos Mangues (Botânica) / Considerações (1):

O autor organiza o poema citando as três espécies principais que definem o ecossistema no Brasil. Cada uma tem uma função ecológica e uma estética visual que ele aproveita:

Mangue-Vermelho (Rhizophora mangle): As "vegetações de escoras". São as raízes que sustentam a árvore no solo lodoso e instável.

Mangue-Preto (Avicennia schaueriana): As "vegetações aéreas". Ele se refere aos pneumatóforos, raízes que crescem para cima (fora da lama) para buscar oxigênio.

Mangue-Branco (Laguncularia racemosa): As "raízes fincadas". Geralmente encontrado em áreas mais altas e firmes.

2.    A Cor da Sobrevivência (Identidade) / Considerações (2):

Note como Agilson mistura as cores das árvores com as cores das pessoas. Há uma fusão entre o homem e a paisagem:

"Negro azulado", "mulher mulata", "negros acinzentados".

A cor da pele se confunde com a cor da lama e com o reflexo do sol no "apicum" (as áreas de solar onde a vegetação é escassa).

O termo "homem definhado" e "tempo marcado" traz a dureza do trabalho braçal. O manguezal é generoso em alimento, mas implacável com o corpo de quem o explora.

3.    O Ciclo da Vida e do Trabalho

O poema termina com uma imagem poderosa: as "Lamas secas" e o "Apicum".

O mangue é o "Berçário" (onde a vida começa), mas para as marisqueiras e pescadores, é também o lugar onde a vida se consome.

A menção à "Velha beata" e aos "filhos" (mais novo e mais velho) mostra que o mangue é uma herança geracional — um modo de vida que passa de pai para filho, de mãe para filha.

Comentários do poema no site Recanto das Letras:

Autoria: (*) Agilson Cerqueira - Poeta, Prosador e engenheiro

Fotos: Produção

(*) F. P. Samuel: Escritor, Poeta e Crítico Literário

2.22.2026

Amor (Álvares de Azevedo)

 









Amor (Álvares de Azevedo)


Amemos! Quero de amor

Viver no teu coração!

Sofrer e amar essa dor

Que desmaia de paixão!

Na tu’alma, em teus encantos

E na tua palidez

E nos teus ardentes prantos

Suspirar de languidez!

 

Quero em teus lábios beber

Os teus amores do céu,

Quero em teu seio morrer

No enlevo do seio teu!

Quero viver d’esperança,

Quero tremer e sentir!

Na tua cheirosa trança

Quero sonhar e dormir!

 

Vem, anjo, minha donzela,

Minha’alma, meu coração!

Que noite, que noite bela!

Como é doce a viração!

E entre os suspiros do vento

Da noite ao mole frescor,

Quero viver um momento,

Morrer contigo de amor!

 

Considerado um ultrarromântico, Álvares de Azevedo é um poeta típico da segunda fase do Romantismo Brasileiro, também conhecida como o “Mal do Século”.

Amemos! Quero de amor  Viver no teu coração!  Sofrer e amar essa dor  Que desmaia de paixão!

Mesmo abordando o lado mais trágico e pessimista do amor, o autor não deixa de conquistar os corações e almas daqueles que leem a sua curta, mas intensa obra (Álvares de Azevedo morreu com apenas 21 anos, vítima de tuberculose).


Fonte: Pensador

Foto: Google

2.21.2026

Paz em Meio a Mudanças - Catherine Gates

          Paz em Meio a Mudanças
                                                            Catherine Gates

 

Para muitas pessoas até mesmo a simples ideia de mudança é algo desconfortável. Temos a tendência de nos sentir à vontade com o que é conhecido, mesmo quando o conhecido não está funcionando tão bem assim. Algumas das principais razões para as pessoas resistirem à mudança incluem: sensação de perda do controle; medo que o inesperado as surpreenda; quebra da rotina e ter que aprender tudo novamente; medo do fracasso ou pelo menos, de cometer erros e produzir um trabalho inferior durante o aprendizado do processo. Se isso envolver uma completa mudança na condição de trabalho, tal como uma demissão, então, o medo cresce exponencialmente. 

 

Então, dada esta preferência predominante pelo familiar, como é possível encontrar paz em meio à mudança, especialmente aquela que é como uma revolução total? Eu só conheço um meio: a fé.

 

Eu atravessei muitas mudanças durante minha carreira; algumas bem-vindas, outras nem tanto. Elas incluíram reestruturação organizacional, demissões, e uma completa mudança de carreira que sofreu voltas e reviravoltas por 16 anos. Uma mudança muito dramática envolvia mudar para o outro lado do país sem nenhuma perspectiva de emprego. Eu me refiro a esse período como a minha “experiência de Abraão”. Eu me mudei para um lugar onde não tinha nenhuma ligação e não fazia a menor ideia de como era o mercado de trabalho. Além disso, não fazia também a mínima ideia de como me encaixaria na cultura local. Mas eu sentia que Deus estava me levando para lá. 

 

A história de Abraão nos encoraja e dá esperança durante os períodos de mudança em diversos níveis. Deus pediu que Abraão deixasse tudo o que lhe era conhecido – sua família, amigos, lar e região geográfica – a fim de ir para um lugar que Deus “lhe mostraria”. Deus não lhe disse para onde ele deveria ir ou como seria aquele local. Deus disse a Abraão – ou Abrão, como era no início – que ele seria abençoado. Abrão mudou-se para terras estrangeiras, passou períodos de escassez, combateu inimigos e enfrentou durante anos a condição de não ter filhos. Mas Deus havia lhe dito que sua descendência seria tão numerosa quanto as estrelas. Gênesis 15:6 nos diz: “Abrão creu no Senhor, e isso lhe foi creditado como justiça.” 

 

Como podemos atravessar tempos assim sem nos sentirmos esmagados pelo medo e pela ansiedade? Abraão nos serve como um grande exemplo: 

 

Procure permanecer no Senhor.  Abraão permaneceu próximo de Deus, procurando fazer Sua vontade e seguir Sua direção. Como seguidores de Jesus Cristo nós temos o Espírito Santo para nos guiar e orientar. Permanecemos no Senhor lendo e estudando a Bíblia, através da oração e sendo gratos. Quando permanecemos dessa maneira recebemos sabedoria e direção para dar os melhores passos. 


Aprenda a submeter-se a Deus.  Embora isso geralmente não faça sentido, Abraão submeteu-se à vontade de Deus, estabelecendo para nós o exemplo de como é ser obediente. Quando nós assumimos o controle de qualquer questão, estamos dizendo a Deus: “Eu tenho o controle disso. Não preciso do Senhor.” Este é um pensamento assustador. Nós sempre precisamos do Senhor, porque não sabemos o que nos espera, mas Ele sabe. E Seus planos são sempre melhores que os nossos. 

 

Nunca pare de confiar em Deus.  Abraão não teve o seu filho prometido até estar com 100 anos de idade – 25 anos depois de Deus ter-lhe feito a promessa. Mas Abraão jamais deixou de confiar em Deus.  Quando olho atrás para minha vida, posso ver que Deus sempre cumpre o que promete. Pode demorar - às vezes anos - mas Deus usa o tempo para nos preparar para as coisas melhores que Ele planejou.


A história de Abraão me inspirou a permanecer continuamente próxima a Deus e confiar nEle. Enquanto você aumenta sua confiança em Deus, sendo grato em todas as circunstâncias e fazendo orações específicas de seus pedidos, Deus dá a você a Sua paz que ultrapassa todo o entendimento (Filipenses 4:6-7), e a certeza de Sua bondade e feitos maravilhosos. 

 

Questões Para Reflexão ou Discussão   


1.  Como você reage à mudança – especialmente quando ela não é feita em seus próprios termos?

2.. Quais os aspectos da mudança que você acha mais inquietantes?

3.  A autora sugere aprender a “permanecer no Senhor”. Isso é fácil para você? Você pensa ou age de modo diferente quando permanece nEle? Explique sua resposta.

4.  Pense em quando foi mais difícil confiar em Deus. Descreva esse período e como foi o desfecho. O que você aprendeu sobre confiar no Senhor com aquela situação?

Desejando considerar outras passagens da Bíblia relacionadas ao tema, sugerimos: Salmos 23:1-6;  Isaías 26:3;  41:10;  Jeremias 29:11-13;  33:3;  João 14:27.  

 


 Autoria: Catherine Gates

Foto: Google

 

Para Sempre - Drummond









Para Sempre


Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.


Autor: Carlos Drummond de Andrade 

Foto: Google

 

2.20.2026

Canção do Exílio – Gonçalves Dias

 

Ao longo dos séculos, poetas como Gonçalves Dias, Carlos Drummond de Andrade e Vinicius de Moraes criaram obras que capturaram a essência do Brasil e suas complexidades. Aqui, selecionamos 10 poemas famosos da literatura brasileira, cada um deles um marco na história da poesia nacional, dentre todos, copiamos:

 

Canção do Exílio – Gonçalves Dias

 

Minha terra tem palmeiras,

Onde canta o Sabiá;

As aves, que aqui gorjeiam,

Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,

Nossas várzeas têm mais flores,

Nossos bosques têm mais vida,

Nossa vida mais amores.

 

Em cismar, sozinho, à noite,

Mais prazer encontro eu lá;

Minha terra tem palmeiras,

Onde canta o Sabiá.

 

Minha terra tem primores,

Que tais não encontro eu cá;

Em cismar – sozinho, à noite –

Mais prazer encontro eu lá;

Minha terra tem palmeiras,

Onde canta o Sabiá.

 

Não permita Deus que eu morra,

Sem que volte para lá;

Sem que desfrute os primores

Que não encontro por cá;

Sem qu’inda aviste as palmeiras,

Onde canta o Sabiá.

 


Fonte: Site Nova Brasil

Imagem: Google


Biografia de Conceição Evaristo

 

Biografia de Conceição Evaristo

Maria da Conceição Evaristo de Brito é uma notável professora e escritora brasileira contemporânea sendo especialmente ativa nos movimentos pela luta negra.

A autora, que publica poemas, ficção e ensaios, nasceu no dia 29 de novembro de 1946 em Belo Horizonte, Minas Gerais.

A origem familiar de Conceição Evaristo

Filha de Joana Josefina Evaristo, Conceição teve pouco contato com o pai, tendo sido criada pela mãe, uma lavadeira, e pelo padrasto (Aníbal Vitorino), que era pedreiro, numa comunidade da Avenida Afonso Pena.

A autora cresceu na companhia de três irmãs filhas do mesmo pai e da mesma mãe (Maria Inês, Maria Angélica e Maria de Lourdes) e dos cinco irmãos filhos do novo relacionamento da mãe com o padrasto.

Quando a menina tinha sete anos foi viver com a tia, Maria Filomena da Silva, a irmã mais velha da mãe, que também era lavadeira e o tio, Antonio João da Silva, que era pedreiro. O casal não tinha filhos.

Aos oito anos, Conceição começou a trabalhar como empregada doméstica.

Formação escolar e acadêmica de Conceição Evaristo

A menina, assim como os irmãos e os pais, sempre estudou em escolas públicas.

O curso de professora primária tirou no Instituto de Educação de Minas Gerais.

Em 1973, Conceição se mudou para o Rio de Janeiro. Lá se formou em Letras pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Mais tarde, concluiu um mestrado em Literatura Brasileira pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro defendendo a dissertação Literatura Negra: uma poética de nossa afro-brasilidade (1996).

A seguir fez o doutorado em Literatura Comparada pela Universidade Federal Fluminense tendo defendido a tese Poemas malungos, cânticos irmãos (2011).

A carreira de Conceição Evaristo

Conceição deu os seus primeiros passos profissionais atuando como docente em escolas do ensino público do Rio de Janeiro.

Como autora, o seu percurso se iniciou durante a década de 90, publicando obras dos mais variados gêneros literários: desde poesia, passando pela ficção e também pelo ensaio.

Seus primeiros textos foram lançados na série Cadernos Negros, publicações idealizadas por um grupo de escritores e escritoras negras em São Paulo. Posteriormente essas publicações foram receberam o nome de Quilombhoje.

Conceição Evaristo

Algumas das suas obras já foram traduzidas para o francês. Em 2018 venceu o Prêmio de Literatura do Governo de Minas Gerais.

Atualmente dá aulas como professora visitante na Universidade Federal de Minas Gerais.

Temas recorrentes em suas obras são a força feminina, principalmente da mulher negra, a investigação familiar e ancestral, a memória, desigualdades sociais e opressões contra a mulher e a conta a população negra.

Principais obras publicadas de Conceição Evaristo

Ponciá Vicêncio (romance, 2003)

Becos da Memória (romance, 2006)

Poemas da recordação e outros movimentos (poesia, 2008)

Insubmissas lágrimas de mulheres (contos, 2011)

Olhos d'água (contos, 2014)

Histórias de leves enganos e parecenças (contos e novela, 2016)

Canção para ninar menino grande (romance, 2018)

Firmar Metas Por Mais Que Recompensas - Robert Tamasy ​

                                      Firmar Metas Por Mais Que Recompensas

Por Robert Tamasy

Que fatores você incluiria ao estabelecer as metas que busca atingir todos os dias? Muitos empresários e profissionais encaram metas e resultados como coisas permanentemente entrelaçadas. Por exemplo, metas podem ser expressas em termos de recompensas esperadas. Entretanto, tal modo de pensar pode se tornar uma visão estreita. 

 

Max DePree faleceu no ano passado, mas sua sabedoria permanece. Ele dirigiu a Herman Miller, empresa de móveis para escritóriopor várias décadas, buscando dar uma voz que fosse ouvida a cada pessoa dentro da organização.  Em consequência disso a empresa ficou conhecida por sua atmosfera inclusiva e atenciosa. Notável executivo empresarial e autor de cinco livros, inclusive “Liderar é uma Arte” “Leadership Jazz” (algo como o Jazz da Liderança), DePree observou: “Metas e recompensas são apenas partes, diferentes partes, da atividade humana. Quando as recompensas se transformam em nossas metas, estamos apenas buscando uma parte do nosso trabalho.”

 

Talvez os títulos de dois de seus outros livros, “Called to Serve” (Chamado para Servir) e “Leading Without Power: Finding Hope in Serving Community” (Liderar sem Poder: Encontrando Esperança em Servir a Comunidade), apresentem uma pista do que DePree queria dizer com a armadilha de considerar metas e recompensas como uma só coisa. As recompensas podem assumir muitas formas, mas geralmente servem apenas ao próprio interesse; estão focadas em maiores compensações, avanços profissionais, prestígio e poder. Ou a empresa estabelece metas apenas para aumentar seus lucros ou expandir sua parcela de mercado. 

 

Embora tais metas não estejam intrinsecamente erradas, podem nos impedir de abraçar metas de impacto e significado mais amplos, tais como ajudar outros a crescer profissionalmente, de modo a alcançarem seu potencial; ainda que isso implique em obter oportunidades que vão além do seu emprego atual.  Ou então, projetar uma visão para que a companhia se torne um vizinho valorizado na comunidade na qual se insere. Ou ainda desenvolver programas que abordem necessidades específicas tanto dentro quanto fora da organização.  

 

Essas coisas podem resultar num senso de gratificação, mas não irão necessariamente aumentar os lucros corporativos ou os ganhos anuais de ninguém. Como DePree sugeriu, o estabelecimento de metas não considerando recompensas pode, em última análise, provar que é, poderíamos dizer, mais recompensador. Aqui estão alguns princípios de Provérbios que tratam da importância tanto de dar quanto de receber:

 

Dar pode ser muito gratificante.  Ás vezes, um ato de generosidade resulta em retornos tangíveis mais tarde. Ou ele pode simplesmente proporcionar a satisfação de prestar ajuda a outros. “Há quem dê generosamente, e vê aumentar suas riquezas; outros retêm o que deveriam dar, e caem na pobreza. O generoso prosperará; quem dá alívio aos outros, alívio receberá.”  (Provérbios 11:24-25). 

 

Servir aos outros é um ato de serviço a Deus.  Ás vezes temos a tendência de pensar “Alguém vai ajudar essas pessoas”. Em alguns desses casos, Deus pode querer que sejamos nós a proporcionar a assistência necessária. “Quem trata bem os pobres empresta ao Senhor, e Ele o recompensará.” (Provérbios 19:17). 

 

Estabelecer metas que vão além das recompensas tangíveis testa a motivação.  As linhas que separam certo e errado podem facilmente ser obscurecidas por metas estabelecidas somente com base em recompensas pretendidas. As metas estabelecidas considerando primeiramente os interesses de outras pessoas ajudam a iluminar as motivações internas. “Todos os caminhos do homem lhe parecem justos, mas o Senhor pesa o coração.”  (Provérbios 21:2). 

 

Questões Para Reflexão ou Discussão   

 

1. Qual o processo que você usa para estabelecer metas? Você geralmente tenta tornar suas metas mensuráveis e atingíveis?

2. Você concorda com a afirmação de DePree: “Quando as recompensas se transformam em nossas metas, estamos apenas buscando uma parte do nosso trabalho”? O que você entende que ele quis dizer com isso? 

3. Como podemos estabelecer metas que não sejam baseadas em recompensas? Num ambiente onde venda e lucros podem representar a diferença entre sucesso e fracasso, até mesmo sobrevivência, você acha que é realista estabelecer metas sem ligá-las a recompensas específicas?

4. Qual dos princípios extraídos de Provérbios é mais significativo para você? Explique sua resposta.

 

Nota: Desejando considerar outras passagens da Bíblia relacionadas ao tema, sugerimos: Provérbios 16:2;  17:3;  28:27;  31:8-9;  Efésios 2:10; Colossenses 3:17, 23-24.  

 

2.19.2026

Pássaros / Esmolando com o filho - Agilson Cerqueira

 

Pássaros e gato
Óleo Sobre Tela
Agilson Cerqueira


Esmolando com o filho
Óleo sobre Tela
Agilson Cerqueira


Fonte: Agilson Cerqueira

Quadros: Óleo Sobre Tela (Produção) 



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