Aos
Estimados confrades e confreiras:
Eu sei que não tenho o prestígio dos principais escritores e administradores da academia, porém, ninguém pode negar minha resiliência e história de vida. Não se pode ser agradável com todos, sempre tem alguém que faz questão de nos antipatizar gratuitamente ou por motivo de foro íntimo, ou, pela nossa franqueza em que trato as coisas da academia e do dia a dia. Não gostar de mim, é de somenos importância, não irei mudar a natureza e o entendimento de ninguém. Não sou de jogar confetes, falsos elogios, dizer o que não penso para cair nas graças de alguém, porém, sou mais fiel que um cão Labrador, com a pessoa de amizade e consideração recíprocas.
Toda essa introdução é para refletir na votação para escolha do novo membro alitano no próximo dia 29.11.2025. Os dois candidatos são excelentes, pessoas dignas, com história de vida exemplar e, são intelectuais que honram qualquer academia de letras, de arte ou de ciência. Porém, nesse sábado, eles passarão pelo crivo e avalição dos egrégios membros da Academia de Letras de Itabuna - ALITA, para preenchimento, somente, de 01 (uma) vaga.
No meu entendimento e embasado em precedentes não bem sucedidos, a exemplo das indicações do pseudo-alitano, cadeira nº. 33, patrono João de Silva Campos e uma pseudo-alitana cadeira n.º 35, cujo patrono é Jorge Medauá. Estes pseudos acadêmicos, competentes no que gostam, mas, sem compromisso naquilo que não gostam. Estes pseudos acadêmicos são ilustres desconhecidos para ALITA. Nunca produziram nada, não tem nenhum compromisso alitano, não contribuem financeiramente nem intelectualmente, entraram pela “Janela” e nunca honraram suas indicações, portanto, por força do Regimento e do Estatuto já deveriam ter sido comunicados por ofício suas vacâncias na academia.
Renee Albagali, pela importância na Educação do Sul da Bahia e Gestão Educacional, é merecedora de todos os encômios. Ela tem vários títulos acadêmicos dentre eles, doutorado na Universidade Federal da Bahia - UFBA e Gestão na Universitária St. Paul University e Chicago (EUA), ex- reitora da Universidade Santa Cruz - UESC, não deveria concorrer ao cargo eletivo da ALITA, mas sua indicação fosse “Hours Concours”, seria uma homenagem de gratidão da academia pelos seus serviços prestados nessa terra que um dia foi do cacau.
Seria uma honra, uma oportunidade única, o ingresso na ALITA de Dr. Rafael Kalil Mangabeira. Jovem, escritor, oficial médico da polícia militar da Bahia, além de, e acima de tudo, ONCOLOGISTA, que, qualquer infortúnio de um dos membros da academia, estaria lá Dr. Rafael Kalil para atender ou encaminhar o desafortunado com sua ciência oncológica.
Tem gente muito inflexível nesse mundo passageiro, que não enxerga um palmo diante do nariz, pensa que as coisas acontecem, somente, com os outros, por isto, confrades e confreiras permitam-me contar uma história: no início do ano de 1993, as coisas corriam bem comigo e, com minha família, porém, um dia, não me lembro a data, eu a esposa e a filha mais velha fazíamos compras no mercado “Messias”, do nada, minha filha desmaiou, levamos minha filha, iminente para o hospital COTEF, os médicos indicaram uma transfusão de sangue urgente, foi um horror para família, porém, o pior estaria por vir: transplante de medula óssea. Daí em diante foi uma maratona de médicos e exames e fomos parar no Hospital de Clínicas, na capital de São Paulo. Dr. Antônio Mangabeira, pai de Dr. Rafael Kalil, que nos “abriu” as portas do hospital paulista, através de sua amizade com seu antigo professor de Oncologia. Foi um ano de sufoco, naquela época, eu trabalhava no CEI e no IMEAM, fizemos até rifa para fazer jus às diversas despesas. Não houve medula compatível (100.000 para uma medula óssea igual, salvo de irmãos univitelinos), ela morreu em São Paulo capital, em: 11.11.1993, trouxemos com ajuda de Fernando Gomes, o seu corpo de avião para Itabuna. A querida professora, Cláudia Celeste, esposa do nosso querido “Gustavão”, é testemunha e muito nos ajudou moral e disponibilidade.
Por isso, a importância da ALITA, ter no seu quadro, um acadêmico que além de escritor, possui essa qualificação, pois, quando não é com a gente, uma desdita dessa, é com um neto, um filho, um sobrinho, um tio, um pai, uma mãe, ou, outro parente distante. Não que Rafael Kalil Mangabeira traga a cura, câncer é uma doença que não tem cura, todavia, existe tratamento e, ele quando não puder resolver, “abrirá” portas, indicará o tratamento certo, assim como seu pai abriu para mim e família.
Certo da atenção dos confrades e confreiras, peço-lhes que reflitam sobre a eleição acadêmica de 29.11.2025, o que é bom para ALITA, hoje, amanhã e no futuro. Fraternalmente, Rilvan Batista de Santana. São Caetano, Itabuna (Bahia), 25. 11. 2025.

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